terça-feira, 7 de abril de 2009

Ecos da Guerrilha



A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, foi confrontada com o passado no fim de semana. Duas publicações revisitaram, ouvindo contemporâneos e amigos da ministra, o envolvimento dela com a guerrilha, no período da ditadura militar. Reportagem publicada na edição deste mês da revista "piauí" revela um caso em que Dilma, depois de torturada, teria delatado um colega. Hoje caminhoneiro, Natael Custódio Barbosa conta que, no fim de janeiro de 1970, foi a um encontro marcado com Dilma e acabou preso. Ele chegou a encontrar a então militante, mas foi surpreendido pela polícia. "Ela fez aquela cara de desespero e eles caíram imediatamente em cima de mim", disse Natael, que completou: "Nunca mais a vi. Ela me entregou porque foi muito torturada e eu entendo. Acho que me escolheu porque eu era da base operária, não conhecia liderança alguma".
Em entrevista à "Folha de São Paulo", a ministra Dilma Roussef diz não ter hoje a mesma cabeça da época e que já esqueceu muita coisa do período de torturas: "uma parte você tentava esquecer. Sabe que teve uma época em que eu falei uma coisa que eu achava que era verdade e não era. Era mentira que eu tinha contado e aí depois eu descobri que era mentira. Você conta e se convence". Na mesma reportagem, Antônio Spinosa, ex-colega da ministra, afirma que, em 1969, o grupo armado que dirigiam planejou uma ação contra o então ministro da Fazenda, Delfim Neto, hoje aliado de Dilma.
Um mapa da emboscada preparada para Delfim consta de um dos processos no Superior Tribuanl Militar (STM) que condenou militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Na reportagem, Dilma negou com veemência a participação no plano. "Acho que o Spinosa fantasiou essa. Sei lá o que ele fez, eu não me lembro disso", afirmou Dilma, que em seguida foi ainda mais enfática: "todos os dias arranjam uma ação para mim. Agora é o sequestro do Delfim ? Ele vai morrer de rir. Estou te fazendo (à repórter) uma negativa peremptória".

3 comentários:

AAreal disse...

Ivanildo, mais uma vez concordo com vc em não comentar pq sabemos que ainda vem muita coisa por aí.

Alberto del Castillo disse...

Estamos muito mal servidos pelos candidatos apresentados até agora.
Esta delação da Dilma é novidade mas as estrepolias do expresidente da UNE entregando vários colegas, alguns sumidos até hoje é de domínio público.
Assim não dá para votar.

Doutor Carlos disse...

Antes morrer de riso, dirá o jocundo Delfim, do que morrer matado. Dilma, hoje, com a botocada etc. diminuiu aquela impressão que me dava de admnistradora de campo de concentração feminino. Mas, conheço quem teve de tratar com ela e que me assegura que a mulher é de uma agressividade, de uma imposição sistemática de sua vontade, que é um horror!