
Na cúpula do PMDB, as declarações do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que "ou temos uma coisa séria ou não temos" dobre as demissões na Infraero, foram recebidas com reserva e estranheza. A determinação dos caciques do partido foi de não respondê-las agora para evitar um desgaste ainda maior da legenda no episódio da demissão de afilhados políticos da Infraero. Mas o PMDB já mandou recado ao Planalto que esse fato não foi bem absorvido, e que vai entrar para a coluna de débitos do governo com o partido.
O clima entre os peemedebistas é de contrariedade, não só pela perda dos cargos, mas também pela exposição pública e pelo desgaste dos principais nomes do partido, como o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e até mesmo o líder do governo, senador Romero Jucá (foto) (PMDB-RR). Os dois tinham parentes empregados em cargos de confiança da estatal: Jucá, um irmão e uma cunhada;. Henrique Eduardo Alves, a ex-mulher. Nesta segunda, depois da afirmação de Jobim, um influente cacique do PMDB chegou fazer ironias.
- Quem não quer uma coisa séria? Agora, uma pessoa qualificada e reconhecida não pode ser punida por causa de uma indicação política - reagiu esse peemedebista.
A avaliação na cúpula do partido é que Jobim errou na dose ao anunciar as demissões como algo "sério" e moralizador. Isso porque suas palavras colocaram em situação delicada todo o comando partidário. Os próprios caciques do PMDB reconhecem que já perderam a queda de braço, nesse episódio, com a opinião pública. Por isso, avaliam, não adianta mais insistir no tema. Nomeação de ministro foi opção pessoal do presidente
Mesmo assim, os peemedebistas afirmam estranhar a postura contundente de Jobim nesse episódio, que, para eles, prejudica a imagem do próprio partido. Não engolem o fato de o ministro, que é do PMDB, não ter consultado os líderes do partido, ou mesmo não ter tido o cuidado de avisar com antecedência que as demissões seriam feitas.
Nesta segunda, peemedebistas lembraram que, em 2007, Jobim chegou a ser lançado candidato a presidente do partido pelo grupo do Senado. Mas que, diante de uma possível derrota, retirou a candidatura e se afastou da legenda. Tanto que a sua nomeação para a pasta da Defesa não contou com a indicação política do PMDB. Foi resultado de um convite pessoal do presidente Lula.
De forma reservada, e depois de receber os líderes do partido em seu gabinete, Lula resolveu enfrentar a cúpula do PMDB e deu por encerrado o assunto das demissões de apadrinhados políticos na Infraero. A avaliação no núcleo do governo é que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, conseguiu vencer a batalha na opinião pública e, com isso, imobilizou o PMDB, que ficou sem reação para retaliar o governo imediatamente. Pelo menos por enquanto.
Diante dos fatos, o presidente Lula disse que não havia mais nada a fazer neste momento. Mas deixou claro que era preciso curar as feridas dos aliados para evitar reações em votações de interesse do governo no Congresso Nacional
- Quem não quer uma coisa séria? Agora, uma pessoa qualificada e reconhecida não pode ser punida por causa de uma indicação política - reagiu esse peemedebista.
A avaliação na cúpula do partido é que Jobim errou na dose ao anunciar as demissões como algo "sério" e moralizador. Isso porque suas palavras colocaram em situação delicada todo o comando partidário. Os próprios caciques do PMDB reconhecem que já perderam a queda de braço, nesse episódio, com a opinião pública. Por isso, avaliam, não adianta mais insistir no tema. Nomeação de ministro foi opção pessoal do presidente
Mesmo assim, os peemedebistas afirmam estranhar a postura contundente de Jobim nesse episódio, que, para eles, prejudica a imagem do próprio partido. Não engolem o fato de o ministro, que é do PMDB, não ter consultado os líderes do partido, ou mesmo não ter tido o cuidado de avisar com antecedência que as demissões seriam feitas.
Nesta segunda, peemedebistas lembraram que, em 2007, Jobim chegou a ser lançado candidato a presidente do partido pelo grupo do Senado. Mas que, diante de uma possível derrota, retirou a candidatura e se afastou da legenda. Tanto que a sua nomeação para a pasta da Defesa não contou com a indicação política do PMDB. Foi resultado de um convite pessoal do presidente Lula.
De forma reservada, e depois de receber os líderes do partido em seu gabinete, Lula resolveu enfrentar a cúpula do PMDB e deu por encerrado o assunto das demissões de apadrinhados políticos na Infraero. A avaliação no núcleo do governo é que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, conseguiu vencer a batalha na opinião pública e, com isso, imobilizou o PMDB, que ficou sem reação para retaliar o governo imediatamente. Pelo menos por enquanto.
Diante dos fatos, o presidente Lula disse que não havia mais nada a fazer neste momento. Mas deixou claro que era preciso curar as feridas dos aliados para evitar reações em votações de interesse do governo no Congresso Nacional
Um comentário:
O PMDB precisa aproveitar o clima de reforma política para dar uma geral no partido. Esta frente ampla, que já não é partido há algum tempo, pensou ter descoberto a pólvora ao abrigar duas facções antagônicas, oposicionista e governista, que os manteria no poder indefinidamente.
Infelizmente erraram na dosagem do tempero e sua imagem de corrupção ativa já supera a de qualquer outro partido.
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