
O cidadão que malha os políticos em geral e, em particular, os que são a bola da vez dirige a uma velocidade além do permitido e atravessa a rua fora da faixa de pedestre. Se puder declarar que comprou um imóvel por menos do que de fato pagou por ele, declara para escapar do rigor do fisco. É o voto desse tipo de cidadão que elege os Moraes da vida - e o Congresso está repleto deles. É também o voto dos desinformados, dos que trocam o voto por favores e dos sem memória. Cuidado: você pode ser um deles.
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(Foto: deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) que declarou que está se lixando para a opinião pública)
4 comentários:
Ivanildo, o Noblat não exagerou não? Não considero certo o que ele disse. Não são só esses cidadãos que ele descreve que malham os políticos ruins. Ele acha que só alguém absolutamente honesto pode protestar. Será que o Noblat não deu nem uma coladinha na escola? Em qual grupo ele se enquadra?
Antonio, o Sr Noblat define um tipo de cidadão genérico com atributos tão abrangentes que concluímos que devemos dar procuração para que ele nos represente nas urnas com sua clarividência única.
Só não farei isto porque talvez seja o fim da democracia.
Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
Mas num ponto ele está absolutamente certo: os que votam - eu NÃO me incluo pq NÃO voto pq não compactuo com a farsa que se tornou a democracia representativa no Brasil - são sim responsáveis pelos mandatos destes canalhas e reclamam adoidado, mas muitos que se vissem na "boquinha" do congresso fariam exatamente igual. Então deveriam pensar duas vezes antes de malhar.
O Sr. Odiatis não compactua com a farsa que se tornou a democracia representativa no Brasil. Eu também não. Mas o que nos cabe, a nós cidadãos esclarecidos, fazer ? Deixar de votar ? Adotando este procedimento, estamos alimentando a farsa, porque outros cidadãos, eventualmente de boa-fé, mas ingênuos que se deixam iludir por promessas vãs, vão continuar votando em gente como é a grande maioria dos deputados e senadores. É preciso, pois, votar e votar bem.
Como dizia Churchill: "a democracia é um péssimo regime, mas não conheço nenhum melhor".
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