sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rubinho, o Chorão - Jorge Eduardo




O Barrichello é um bom piloto, não resta dúvida, como dizem os comentaristas na TV. Há porém uma enorme diferença entre ser "bom" e ser o "melhor". Piloto para ser campeão precisa de 1-talento, 2- equipamento, 3 - sorte, atributos esbanjados pelo Schumacher que teve a sorte selada na curva Tamburelo de Imola quando o nosso Ayrton se foi.O alemão, que vinha logo atrás, derramando lagriminhas de crocodilo deve ter pensado: " agora ficou fácil".
Já o nosso chorão, que a galera achou que poderia substituir o insubstituível, bem que se esforçou, correndo com dois motores - o do próprio carro e o Galvão Bueno - não foi além de algumas vitórias-chepas. A primeira delas, todos devem se lembrar, o cara chorou como bezerro desmamado.
Na última corrida da Espanha, o Sr. Brawn deu um jeito de tirar a vitória do Barrichello e passar o Button pra frente. Nada mais natural em se tratando de um inglês dono de uma equipe inglesa, patrocinada por uma empresa inglesa, tendo um excelente piloto inglês prontinho para ser campeão dessa temporada. Vale dizer que os dois pilotos vinham ralando lá atrás há alguns anos e o inglês chegou a vencer, na chepa, uma prova.
Na segunda feira, nossa mídia endossou a última choradeira do Rubinho que, indignado, declarou a intenção de abandonar a F 1 caso ficasse comprovado favorecimento ao inglês.
Como sempre, a inglesada correu a negar corporativismo, é claro.
Que o nosso recordista mundial de largadas leve doravante no seu carro uma boa toalha para enxugar as lágrimas e deixe de apresentar explicações no lugar de vitórias.

Um comentário:

Alberto del Castillo disse...

Não há nada de desonroso em ser apenas um bom e aplicado profissional. A obrigação de todo brasileiro ser genial é um grande entrave ao nosso progresso.
A choradeira do Rubinho demonstra apenas a preferência por um clube de futebol do Rio.