domingo, 9 de setembro de 2012

Templo vira palanque na busca de votos para Russomano



Na Assembleia de Deus, pastores pedem 100 votos para cada fiel e devem filiar 17 mil ao PRB


O candidato Celso Russomano discursa na Assembleia de Deus de Santo AmaroFLAVIO.FREIRE@SP.OGLOBO.COM.BR / FLÁVIO FREIRE
SÃO PAULO - Um dos maiores ministérios da Assembleia de Deus em São Paulo, o de Santo Amaro, na Zona Sul, não só entrou em peso na campanha eleitoral do candidato do PRB à prefeitura, Celso Russomanno, como já estima a filiação de 17 mil pastores e associados ao partido que também compõe a base do governo federal. Em meio à intensiva campanha em busca de votos para Russomanno, dirigentes da igreja transformaram o altar onde era realizado o culto nesta sexta, com a presença do candidato, num improvisado palanque político, com pedido de votos e críticas aos adversários.
Em contrapartida, os pastores já teriam ouvido do candidato o compromisso de aumentar, caso eleito, o canal de diálogo com a prefeitura, que, na gestão de Gilberto Kassab, teria criado entraves para a legalização dos templos. Em reunião há duas semanas, o peerrebista teria dito que a secretaria de Relações Institucionais do município ficaria à disposição da igreja, que tenta resolver impasses burocráticos de pelo menos metade dos templos naquela região.
No início dessa semana, cada um dos 4 mil pastores sêniores ainda serão responsáveis em conseguir 100 votos para Russomanno, como meta estabelecida dentro da própria igreja. Cerca de 1,2 milhão de cartas serão encaminhadas, também nos próximos dias, às casas dos fiéis pedindo voto no candidato. Até esta sexta militante do PSDB, o presidente do conselho político do ministério evangélico de Santo Amaro, Renato Galdino, assinou durante o culto de à noite a sua ficha de filiação ao PRB, como "chamamento" para os demais evangélicos. O ato teria sido realizado a portas fechadas.
Celso Russomanno foi o convidado especial do culto desta sexta, feito em homenagem ao aniversário de Marcos Galdino, pai de Renato e presidente da congregação naquela área. A Assembleia de Deus de Santo Amaro reúne hoje 296 igrejas, com 86 mil membros. É o terceiro maior ministério evangélico do país. Perde, em tamaho, para o departamento Belém (que apoiaria o tucano José Serra) e Madureira (que trabalharia a favor da candidatura do peemedebista Gabriel Chalita). No total, a igreja evangélica tem 804 templos na capital paulistana. O trabalho de filiação deverá ser assunto dos cultos nos próximos dias.
- Os pastores vão se filiar (ao PRB) porque entendemos que se trata de um partido que pensa o Brasil com uma nova visão. Nossa estimativa é que 17 mil pessoas da igreja ingressem no partido - disse ontem Renato Galdino, enquanto aguardava a chegada de Celso Russomanno ao templo.
O candidato chegou ao lado do advogado Luiz Flávio D´Urso, ex-presidente da OAB-SP, hoje vice candidato a vice. Convidado para receber a saudação dos fiéis, Russomanno agradeceu o apoio dos evangélicos e disse que tem recebido muitas críticas.
- Nos últimos dias estou apanhando muito, mas é porque estamos na frente nas pesquisas - disse ele, seguido por D´Urso, que pediu uma oração aos fiéis para abençoar a todos.
Durante a cerimônia, o ex-vereador Humberto Martins pediu aos fiéis para votar em Celso Russomanno, e não acreditar em "promessas mentirosas dos outros candidatos", disse ele depois de afirmar que havia pedido votos para Serra na eleição em que o tucano disputou a prefeitura. O pastor Marcos Galdino reforçou o tom político no templo. Aniversariante do dia, ele pediu:
- Vocês querem me dar um presente? Então busquem, cada um de vocês, 100 votos para o Celso Russomanno disse ele, que também citou apenas o nome de Serra ao fazer críticas aos adversários do candidato do PRB. O pastor pediu para que os fiéis que fossem votar em Russomanno levantassem as mãos. Diante da resposta, gritava ao microfone:
- Aleluia, aleuia!
Perguntado se o pedido de votos o constrangia em razão de um possível crime eleitoral, Russomano disse que não tinha nada a declarar. Já Renato Galdino disse que, por não receber ‘nem um centavo’ do governo municipal, não estaria ferindo a lei eleitoral.
Embora negue qualquer influência da igreja na composição de um eventual governo de Russomanno na cidade, Renato Galdino não escondeu as conversas que estreitariam a relação da igreja com uma possível administração do PRB.
- A igreja não vai participar diretamente (da formação do governo), mas indiretamente, já que o Russomanno nos disse que ele colocará uma pessoa aberta à igreja na secretaria de Relações Institucionais - disse Galdino.
Durante a campanha eleitoral, Russomanno chegou a dizer que a ideia era abrir uma igreja em cada esquina de são Paulo.
Vista pelos adversários como disfarçado comitê eleitoral da campanha de Russomanno, é da sede do ministério evangélico de Santo Amaro que os pastores estão concentrando a confecção de material de campanha para o candidato. Segundo Galdino, nada está sendo feito de forma a ferir a lei eleitoral. Todo o naterial estaria sendo impresso usando o CNJ do presidente Marcos Galdino, e não da igreja.
- Nosso trabalho será da porta para fora - assegurou Renato Galdino, que admite aumentar a força de coalizão entre os evangélicos em apoio a Russomanno.
- Onde fala que Jesus é o salvador, vamos estar juntos.


Mano evita confronto com torcida, mas pede ‘ambiente favorável’


Treinador espera 'compreensão' de torcedores na partida contra a China, em Recife



Mano Menezes, ao centro, foi muito vaiado durante a partida no Morumbi
Foto: Eliária Andrade / O Globo
Mano Menezes, ao centro, foi muito vaiado durante a partida no MorumbiELIÁRIA ANDRADE / O GLOBO

SÃO PAULO - Incomodado com as vaias que recebeu da torcida brasileira na magravitória da seleção sobre a África do Sul por 1 a 0 no Morumbi, o técnico Mano Menezes chegou a esboçar um sorriso ao comentar as críticas. Questionado sobre o comportamento dos torcedores, ele lembrou que as críticas começaram aos 4 minutos de jogo e disse que o grito de “Adeus, Mano” não tinha saído ainda de sua memória.
- Gostaríamos que nesses momentos o ambiente fosse mais favorável, mas não podemos interferir diretamente nisso - lamentou Mano. - Em determinado momento a falta de tranquilidade dificultou um pouco.
Mano Menezes, no entanto, evitou bater de frente com a torcida.
- O torcedor tem o direito de fazer o que quiser. Seria burrice tentar travar um duelo - disse, antes de fazer um apelo. - Vamos construir alguma coisa com sentimentos positivo com todos. Precisamos do torcedor. Não vamos construir uma seleção sem esse apoio.
Sobre a partida, o treinador afirmou que a seleção brasileira criou oportunidades de gol. Em sua análise, só durante 15 minutos já no segundo tempo o time se perdeu em campo. De acordo com ele, as substituições surtiram efeitos e foram determinantes para a vitória. Mano disse também saber que não tem em mãos uma seleção tecnicamente brilhante:
- Se você perguntar se somos os melhores do mundo nesse momento, vou dizer que não. Preciso ser realista.
Ele pediu que a torcida apoia a seleção brasileira na preparação para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no país.
- Espero o torcedor fazendo parte do que estamos fazendo na seleção, se envolvendo mais. Com maior compreensão, as coisas vão evoluir mais rápido. E precisamos evoluir.
Para a próxima segunda-feira, quando o Brasil enfrenta a China em amistoso em Recife, Mano espera melhor sintonia com a arquibancada.
- Espero que o (torcedor) de Recife seja mais compreensivo porque a China vai estar mais fechada que a seleção da África do Sul.
Chamado de “pipoqueiro” durante o jogo, Neymar considerou as vaias naturais:
- Eu sei que a gente não fez uma ótima partida, mas a gente venceu. As vaias acontecem.
Único jogador com sorriso estampado no rosto ao fim do amistoso, Hulk comemorou o fato de ter marcado em sua primeira partida como profissional no Brasil.
- Não me sinto um salvador. Todo mundo criou, tentou e todo mundo poderia ter feito o gol - disse. - Temos que levantar a cabeça. Todo mundo é consciente que deu o máximo.


Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Líder cristão diz que fumar é mais 'saudável' que ...": 
Pelo que entendi o Homossexual fumante tem a sua vida reduzida em 30 anos. 

Clara deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Líder cristão diz que fumar é mais 'saudável' que ...": 
Que me desculpem os crentes, mas para mim "cristão" já está virando esculacho, depois de ver tanta idiotice dita em nome de Cristo. O pobre do homem, se realmente existiu, parece que só queria que as pessoas "amassem umas às outras". 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma aventura populista - Sandro Vaia": 
O populismo não é uma aventura. É uma opção política que já deu resultados nas eleições de Brizola, Jânio e outros.
A incompetência deste candidato poderá trazer grandes dores de cabeça para a Grande São Paulo 

Rodrigo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Daniel Dias conquista ouro e se torna maior medalh...": 
Isto sim é um testemunho de superação. Não devemos reclamar de nossos probleminhos sem nenhuma importância diante de tanta gente nadando, correndo, arremessando dardo... sem braços, sem pernas. Por isso abomino a frase do Otto Lara Rezende (acho): O câncer do vizinho não cura a minha gripe. 

A Maratona


O sujeito está na cama com a amante quando ouve os passos do marido dela chegando.
Não restando alternativa, a mulher manda-o pegar as roupas e pular pela janela.
Ele reluta, porque está caindo uma chuva forte. Mas, não tendo outro jeito, pula e cai na rua, no meio de uma maratona.
Ele aproveita e corre junto com os outros, que o olham de um jeito esquisito. Afinal, ele está pelado!
Um corredor pergunta: - Você sempre corre assim pelado?
- Sim! - responde o amante – É tão bom ter essa sensação de liberdade...
Outro corredor pergunta: - Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas?
O sujeito não se dá por vencido: 
- Eu gosto assim. Posso me vestir no fim da corrida e pegar o carro pra ir direto pra casa.
Um terceiro corredor insiste: 
- Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas e com uma camisinha no pinto?
- Só quando está chovendo.

sábado, 8 de setembro de 2012

Uma aventura populista - Sandro Vaia



Celso Russomano tem 35% das intenções de voto como candidato a prefeito em São Paulo e segundo os institutos de pesquisa vai subindo devagar e sempre.
E ganharia de qualquer um dos adversários de acordo com as simulações de segundo turno.
O segundo colocado é José Serra, que vai baixando devagar e sempre e o terceiro é o ungido do Líder Supremo, Fernando Haddad, que está enfrentando algumas dificuldades até para chegar à média do patamar histórico que os petistas costumam atingir em São Paulo.
Desconhecido, ma non troppo. Ainda mais agora que a senadora Marta Suplicy, depois de fazer beicinho, resolveu apresentá-lo ao distinto público: na falta de Marta, vai esse moço mesmo.
Um cenário que deixa os “especialistas” intrigados, com uma pulga atrás da orelha. Afinal, Russomano, apesar de ser uma espécie de sub-astro de TV, nao é nenhum campeão de popularidade.
Ele consegue brincar de esconde com pastores da igreja do Bispo Macedo, principal mentor do PRB, partido que o lançou , e com padres cantores populares, como Marcelo Rossi, uma espécie de Roberto Carlos de batina. Dorme com os evangélicos e levanta com os católicos para ficar bem com todo mundo.
E de quebra diz que gostaria de construir um templo em cada rua. Um homem profundamente espiritual, ainda que ao longo da carreira (seria carreira de repórter ?) tenha juntado pecadilhos como exercer ilegalmente a profissão de advogado, bolinar foliãs em frente a câmeras de TV, doar 1 milhão para uma ONG que ele mesmo administra, e ter dado uns petelecos numa funcionária do INCOR além de destruir um pedaço das instalações.
Como se explica que a cidade teoricamente mais politizada do Brasil, onde governo e oposição travam suas batalhas mais ferozes, esteja à beira de eleger um populista com um currículo ideológico ralo, que além do mais não é sequer cria de um dos caciques históricos da cidade - como inevitavelmente nos faz lembrar a desastrosa eleição de Celso Pitta?
A explicação parece simples: o anti-petismo histórico da cidade desta vez nao se identificou com a mistura da impopularidade do prefeito Kassab e a renitente tentativa de José Serra de se eleger prefeito de novo.
Ele não conseguiu se livrar da desconstrução de sua imagem provocada pela acusação de ter abandonado a Prefeitura antes do fim do mandato para se eleger governador.
Não conseguiu sequer tirar vantagem do fato de que a sua mudança de cargo foi aprovada incontestavelmente pelo voto popular. Não foi capaz de explicar que é na ascensão legítima de cargos que está a essência da carreira política.
Com o petismo com um candidato de pouca musculatura e a oposição com um candidato desgastado, São Paulo corre o risco de apostar numa aventura populista que pode significar um retrocesso político difícil de ser recuperado.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

Dilma: Conta de energia 16,2 % mais barata



Para indústrias, redução será de 28%. Mudanças entram em vigor no início de 2013


Dilma Roussef faz pronunciamento em cadeia nacional de TV Foto: Reprodução de TV
Dilma Roussef faz pronunciamento em cadeia nacional de TVREPRODUÇÃO DE TV
BRASÍLIA - No pronunciamento de 7 de Setembro, nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou a redução média de 16,2% nas contas de energia elétrica das residências e de 28% para as indústrias. Dilma afirmou que a redução do custo da energia vai tornar o país mais competitivo e permitirá a redução dos preços no mercado interno e nas exportações, além de ajudar as indústrias em dificuldades, evitando demissões de trabalhadores.
As medidas serão publicadas na próxima terça-feira e entrarão em vigor no início de 2013. Para Dilma, o pacote representa "a mais forte redução de energia elétrica que se tem notícia no país".
Presidente cobra redução das taxas de juros dos bancos- Os consumidores residenciais terão uma redução média de 16,2%. A redução para o setor produtivo vai chegar a 28% porque os custos de distribuição são menores, já que operam na alta tensão. A queda no custo de energia tornará o setor produtivo ainda mais competitivo. Os ganhos serão usados, sem dúvida, para redução de preços para o consumidor brasileiro como para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercado. A redução também vai ajudar as indústrias em dificuldades, evitando demissões de empregados - afirmou.
Dilma disse que o Brasil entrou em um novo ciclo de desenvolvimento, com mudanças estruturais, como redução de juros, câmbio mais competitivo e redução da carga tributária. Ela afirmou não estar satisfeita com as taxas cobradas pelos bancos, que não reduzem seus ganhos.
- Estamos conseguindo, por exemplo, uma marcha inédita de redução constante e vigorosa nos juros que fez a Selic baixar para cerca de 2% ao ano em termos reais e fez a taxa de juros de longo prazo cair para menos de 1% ao ano também em termos reais. Isso me alegra, mas confesso que ainda não estou satisfeita, porque os bancos, as financeiras e, de forma muito especial, os cartões de crédito podem reduzir ainda mais as taxas cobradas ao consumidor final, diminuindo para níveis civilizados os seus ganhos - argumentou.
Para Dilma, essa "não é uma luta fácil". Ela prometeu não descansar "enquanto não vir isso se tornar realidade". Disse ainda que também se empenhará para reduzir impostos e tarifas públicas, "sem causar desequilíbrio nas contas públicas e sem trazer prejuízos à política social".
Segundo ela, o Brasil criou um modelo de desenvolvimento inédito, baseado no crescimento com estabilidade, equilíbrio fiscal e distribuição de renda. Para ela, esse modelo "produziu efeitos poderosos que nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu abalar fortemente" o país. A presidente reconheceu que a crise fez com que o Brasil crescesse menos do que o esperado.
- O nosso bem sucedido modelo tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão. Com elas, o Brasil tem conseguido crescer e ao mesmo tempo distribuir renda. Tem conseguido, como poucos países no mundo, reduzir a desigualdade entre as pessoas e as regiões. Para tornar nosso modelo mais rigoroso e abrir o novo ciclo de desenvolvimento, vamos incorporar uma nova palavra a esse tripé: competitividade - afirmou.
A presidente disse que, aumentando a competitividade, será possível baixar o custo de produção e os preços, para gerar empregos e renda. Afirmou ainda que o aprimoramento da competitividade só será possível com a melhoria da infraestrutura, da produção e dos "vários níveis de Educação, saber e conhecimento".
Dilma citou ainda a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) para reformular o sistema de transportes, integrando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A presidente afirmou que o governo vai investir R$ 133 bilhões em rodovias e ferrovias. O investimento, segundo ela, atingirá 10 mil quilômetros de ferrovias e 8 mil quilômetros de rodovias.
- Ao contrário do antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou o patrimônio público para pagar dívidas e ainda gerou monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência, o nosso modelo de concessão vai reforçar o poder regulador do Estado para garantir qualidade - disse.


Daniel Dias conquista ouro e se torna maior medalhista paralímpico do Brasil


Em Londres, nadador ainda compete em mais três provas


Daniel Dias conquistou mais uma medalha de ouro, dessa vez nos 50m costas Foto: AP
Daniel Dias conquistou mais uma medalha de ouro, dessa vez nos 50m costasAP
LONDRES - Daniel Dias conquistou nesta quinta-feira o ouro nos 50m costas, classe S5, nos Jogos Paralímpicos de Londres. Ele completou a prova com o tempo de 34s99, novo recorde mundial. Com a vitória, Daniel Dias se torna o maior atleta paralímpico da história do Brasil. Ele já subiu no pódio em Jogos Paralímpicos treze vezes, igualando os feitos de Clodoaldo Silva e Ádria Santos, mas leva vantagem com oito medalhas douradas.
Em Londres, Daniel Dias ainda compete em outras três provas. A medalha de prata foi para o chinês Junquan He, que completou a prova em 36s41. O bronze ficou com o húngaro Zsolt Vereczkei, que nadou para 38s92.
Dobradinha brasileira nos 100m livre S10
Os nadadores brasileiros dominaram os 100m livre S10. André Brasil garantiu o ouro e o novo recorde paralímpico da prova ao completar com o tempo de 51s07. A prata ficou com o também brasileiro Phelipe Andrews, que nadou para 52s42. Andrew Pasterfield, da Austrália, completou o pódio com o tempo de 52s77.

 

Líder cristão diz que fumar é mais 'saudável' que casamento gay



O líder do Lobby Cristão Australiano, Jim Wallace (foto), disse que fumar é mais "saudável" que a vida resultante de casamento gay. 

Wallace deu a declaração durante debate sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo na Universidade da Tasmânia(Austrália). 

"Acho que vamos dever uma grande desculpa aos fumantes diante das estatísticas de saúde da comunidade homossexual, com a expectativa de vida do sexo masculino reduzido em 20 anos. A expectativa de vida dos fumantes é reduzida em 10 anos", comentou. 

A senadora Christine Milne, líder do Partido Verde, que também estava no debate, acusou Wallace de homofobia. O líder cristão, por sua vez, disse que os "verdes" costumam demonizar as igrejas com um "discurso de ódio" e se preocupam mais com árvores do que com crianças.

Ficha suja ou limpa - Luiz Garcia



Mais de um milhão de brasileiros assinaram o projeto de lei que se transformou na Lei da Ficha Limpa. Era inevitável: um apoio popular com esse peso praticamente exigiu dos políticos a aprovação do projeto, e muitos com certeza lamentaram que a iniciativa não fosse deles. 

Afinal, os profissionais do ramo sempre conheceram de perto os efeitos daninhos da praga das fichas sujas na vida pública. Inclusive aqueles que nunca se beneficiaram dela — mas nunca tinham procurado encontrar um instrumento legal para acabar com a sujeira. 

O projeto virou lei há dois anos. Ele proíbe por oito anos a candidatura de políticos que tenham tido seus mandatos cassados, que tenham renunciado para evitar a cassação ou foram condenados em segunda instância. Parece ser mesmo um bom instrumento para melhorar o nível moral — e, portanto, a eficiência — da vida pública. 

Neste ano de eleições municipais, daqui a um mês, a nova lei já mostrou bons resultados. No país inteiro, foram contestadas na Justiça Eleitoral mais de 14 mil candidaturas, muitas delas por acusação de ficha suja. E até agora os políticos prejudicados deram prova evidente da eficiência da vigilância da opinião pública: pouco mais de 1.300 recorreram aos tribunais eleitorais tentando salvar suas carreiras. 

Dificilmente os tribunais conseguirão dar decisão definitiva para a maioria dos casos. Mas quem entende do assunto afirma que os fichas-sujas que conseguirem continuar candidatos até as eleições de outubro — o que parece ser inevitável, devido ao número de processos, que são quase 14 mil — só conquistarão os mandatos por decisão definitiva do TSE. 

E ainda está para ser verificado um dado importante: a reação dos eleitores. Ou seja, quantos deles deixarão de votar na turma dos fichas-sujas. Por decepção com os candidatos ou para não se arriscarem a desperdiçar seus votos. 

Também se verá qual o efeito do estigma da sujeira sobre os cidadãos que ajudam a financiar as campanhas ou nelas trabalhar. A sujeira é um estigma poderoso. 

As eleições deste ano serão importantes também para os partidos. Se uma legenda tiver um número considerável de candidatos derrubados pela Justiça Eleitoral, isso com certeza não ajudará em nada a sua reputação junto aos eleitores. Partidos com fama de abrigar um bando de fichas-sujas podem ter problemas sérios nas urnas futuras.
Publicado no Globo de hoje.

Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lula grava mensagem de apoio à reeleição de Hugo C...": 
A atitude do PT e assemelhados lembra a propaganda da Vodca Orloff.
"Eu sou você amnhã".
Está claro que o sonho de Lula e asseclas é que a Venezuela seja o Brasil de amanhã. Com o STF fechado e as comunicações censuradas. 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Minha musa - Veríssimo": 
Goiabada com queijo daria um ótimo artigo sobre o FHC eo Lula. Um político sério e outro frívolo. Um administrador com base sólida o outro quitandeiro de balanças viciadas. Um visando o interesse da coletividade o outro defendendo grupos de amigos apesar de falcatruas e dsvios éticos inconfessáveis. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lula grava mensagem de apoio à reeleição de Hugo Chávez


Ato de apoio ao venezuelano em SP reuniu movimentos sociais e partidos de esquerda


SÃO PAULO - "Chávez, a tua vitória será a nossa vitória". Gravada em vídeo, a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o tom ao ato realizado esta noite em apoio à reeleição de Hugo Chávez, organizado por movimentos sociais e partidos de esquerda brasileiros. Cerca de 250 pessoas, entre jovens e antigos militantes da política nacional, como Plínio de Arruda Sampaio, se reuniram para dar declarações de solidariedade ao venezuelano, que disputa a eleição contra Henrique Caprilles. O apoio foi registrado em vídeos e fotos que serão encaminhados a Caracas para engordar a campanha do presidente venezuelano. A campanha de Chávez é feita pelo publicitário João Santana, do PT.
No centro da mesa de autoridades, estava o dirigente petista Valter Pomar, representante do Foro de São Paulo. Citando o vídeo de Lula, ele afirmou:
- É uma vitória que interessa a toda a esquerda latino-americana e mundial.
João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reforçou o tom de disputa ideológica internacional dado à eleição venezuelana. Mais eloquente, chamou Caprilles de "puxa-saco medíocre dos americanos".
- O que está em disputa na Venezuela não é uma eleição presidencial qualquer. É a disputa de dois projetos. Caprilles representa a volta da direita e a recolonização do capital americano. Do outro lado está Chávez, que representa um projeto alternativo popular latino-americano - afirmou o líder do MST.
Stédile criticou a "burguesia brasileira", que estaria apoiando Caprilles, e teorizou, sob aplausos do público, sobre o motivo do suposto apoio:
- A burguesia brasileira às vezes tem mais consciência de classe do que a própria classe trabalhadora e sabe o que Caprilles representa.
O encontro teve a presença de partidos como o PT, PSOL e PCB. Por parte dos movimentos sociais, participaram MST, UNE e CUT. Intelectual de esquerda, o escritor Fernando Morais defendeu o venezuelano.
- Sou publicamente comprometido com Chávez, seria suspeito ao defendê-lo, mas uso os índices da ONU, que revelou que a Venezuela é o país da América Latina com os menores índices de desigualdade – disse Morais ao GLOBO.
Questionado sobre a liberdade de imprensa, o escritor defendeu:
- Sei que lá tem liberdade de imprensa tanto ou mais que no Brasil. Se você ver a quantidade de insultos diários que os jornais de lá publicam...Se alguém aqui no Brasil publicasse isso sobre a presidente Dilma, ou na Argentina ou nos Estados Unidos, daria problema.
Para Morais, a imprensa brasileira tem reforçado a ideia de que Chávez é autoritário e dá pouco espaço ao contraditório. Morais lamentou que a esquerda brasileira não tenha um jornal de grande circulação para enfrentar "essa cachorrada". Para ele, o combate deve ser feito por blogs e sites na Internet.
- Vamos usar os blogs para enfrentar essa cachorrada - conclamou, sob aplausos da plateia, completando:
- Não tem um preso político na Venezuela, não tem um preso de consciência na Venezuela - afirmou o escritor.

A Frase do Mês

"O PT é, de fato, um partido interessante...
Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos !!!!"
(Joelmir Betting).

Minha musa - Veríssimo





Telefonei para a minha musa, a Rosinha. Para reclamar. Eu andava sem assunto, sem ideias, sem inspiração. A Rosinha claramente não estava fazendo seu trabalho. Não aparecia. Não mandava notícia.
Minha ligação deu numa secretária eletrônica. Pode, musa com secretária eletrônica? Onde ela se enfiara? Estaria me traindo, inspirando outro? Deixei um recado: preciso de você, me ligue.
Nunca entendi bem esse negócio de musas. Elas vivem juntas? As antigas, as clássicas, convivem com as musas menores como a Rosinha, sem problemas? É difícil imaginar a musa do Virgílio, a musa do Tolstoi — meu Deus, a musa do Shakespeare! — coabitando com musinhas novatas, a não ser que só se dirijam a elas para pedir o cafezinho.
Ou as musas de outros tempos desaparecem junto com os artistas que inspiram, deixando o campo livre para musas contemporâneas? Mesmo assim, que possíveis assuntos poderiam ter a musa do, sei lá, García Márquez e a musa de um grafiteiro?
Finalmente consegui localizar a Rosinha, no seu celular.
— Alô, quem fala? Eu disse o meu nome.
E ela: — Quem?
Demorou, mas a Rosinha acabou se lembrando de mim (“Ah, o cronista”, disse, como se dissesse “Eu mereço”). Perguntou qual era o problema. Respondi que o problema era a falta de inspiração, e que este era o departamento dela.
Ela: — Posso te ligar mais tarde?
Eu: — Não! Preciso de inspiração agora. Está quase na hora de mandar a coluna.
Ela, depois de um longo silêncio:
— Goiabada com queijo.
— O quê?
— Escreve sobre goiabada com queijo. O contraste de sabores e o que isto simboliza. A goiabada e o queijo são o policial simpático e o policial duro da gastronomia. A goiabada é expansiva e o queijo trava.
A goiabada é doce e frívola, o queijo é circunspecto.
Os dois provam que os opostos podem se entender, justamente porque são opostos. A goiabada com queijo...
Eu a interrompi: — Tá bom, Rosinha. Chega. Vou escrever sobre musas.
— Nós agradecemos.
— Contra!

A Loira e o Avião

 Esta é a história de uma loira voando em um avião de dois lugares.
    Só ela e o piloto.Ele tem um ataque cardíaco e morre.
    Ela, desesperada, começa a gritar por socorro!
    – May Day! Help! Ajude-me! Socorro!  Meu piloto teve um ataque cardíaco e morreu.
    E eu não sei como pilotar. Me ajude, por favor, me ajude!
    Ela ouve uma voz no rádio dizendo:
    – Este é o Controle de Tráfego Aéreo e eu te escuto bem alto e claro.
    Eu vou falar com você através deste rádio e trazer de volta ao chão.
    Eu tenho muita experiência com este tipo de problema. Basta ter muita calma.
    Tudo vai ficar bem! Agora me dê a sua altura e posição.
    Ela diz:
    – Eu tenho um metro e setenta e dois e estou no banco da frente.
    – OK - diz a voz no rádio - Agora repita comigo: Pai nosso... que estais no céu...




































Avenida Brasil


'Avenida Brasil': Carminha dirá a Tufão que Nina armou sequestro

Carminha (Adriana Esteves) não sossegará enquanto não acabar com a vida de Nina (Débora Falabella) em "Avenida Brasil". Depois de colocar Tufão (Murilo Benício) contra a cozinheira, a vilã resolverá acusá-la de armar seu sequestro.
Tufão (Murilo Benício) estará conversando com Ivana (Letícia Isnard) sobre a birga de de Nina e Carminha quando a megera surgir, aos gritos:
- Tufão, graças a Deus você está aqui! Me abraça, Tufão, me protege, pelo mor de Deus. Eu tô tremendo, eu vi um dos... O sequestrador! Eu vi, na rua, conversando com a Nina! Tava na cara, meu Deus! Como é que... Foi ela, Tufão, foi a Nina que armou aquele sequestro!

Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Serra em Apuros - Marcos Coimbra": 
Equivocado é o processo de escolha de candidatos no Brasil.
Nada tem a ver com a opinião pública e tudo a ver com os conchavos dos cardeais dos diversos partidos.
Democracia já na escolha de candidatos!!!! 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Michelle Obama pede mais quatro Anos": 
Os americanos são uma caixinha de surpresas (como diria Forest Gump).
No processo jurídico é vedado o testemunho do cônjuge para acusar ou defender o réu por presumida falta de isenção.
Testemunhar a favor do candidato pode? 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Datafolha - Russomano na frente": 
Russomano, Tiririca, Cacareco etc são consequência do repúdio popular aos políticos paulistas. O voto deixa de ser uma manifestação democrática e transforma-se num abaixo assinado da indignação dos eleitores.

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Os três trancos da doutora Dilma - Elio Gaspari": 
O projeto do Governo FHC de implantar as Agências Reguladoras foi o contraponto indispensável à privatização de empresas de serviço público. Governar com planejamento é muito mais saudável que reagir impulsivamente diante de problemas recorrentes. 

Crismélia Litúrgica deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Os três trancos da doutora Dilma - Elio Gaspari": 
É praticamente impossível copaginar o PT com agências reguladoras. Haja vista o caso mais recente em que o tal Edson Santos - ou o que lá seja - que já foi Ministro do Lulla e deputado do PT tem conseguido manter o"direito" de morar dentro do Jardim Botânico, para êle e para sua irmâzinha. Só ontem saiu alguma luz do TCU mandando cumprir a decisão judicial de reintegração de posse ao Jardim Botânico. 

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Invenção": 
Mas não se preocupem:
Será feito um rigoroso inquérito para apurar as responsabilidades, e os culpados serão punidos, doa a quem doer! 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Datafolha - Russomano na frente


Candidato do PRB aparece com 35%, Serra, 21%, e Haddad, 16%


Russamanno lidera a pesquisa Datafolha sobre a disputa pela prefeitura de São Paulo
Foto: Divulgação
Russamanno lidera a pesquisa Datafolha sobre a disputa pela prefeitura de São PauloDIVULGAÇÃO
São Paulo - O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomano (PRB) ampliou a diferença para os adversários, segundo pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quarta-feira.

Na pesquisa, encomendada pelo Jornal 'Folha de São Paulo', Russomanno aparece com 35% das intenções de voto. José Serra (PSDB) vem em segundo com 21%, seguido por Fernando Haddad (PT) com 16%. O tucano e o petista estão em situação de empate técnico. Gabriel Chalita (PMDB) tem 7%, enquanto Soninha (PPS) aparece com 5%
Em relação à pesquisa anterior, Russomanno subiu de 31% para 35%, Serra caiu de 22% para 21%, e Haddad passou de 14% para 16%.
Serra continua sendo o candidato com maior índice de rejeição (42%). O índice de rejeição de Russomano caiu de 15% para 12%.
Nas simulações de segundo turno do Datafolha, o candidato do PRB venceria Serra e Haddad. Se a disputa for com o tucano, a pesquisa aponta que Russomano ganharia por 58% contra 30%. Se fosse com o adversário petista, também ganharia com 56% a 30%.
O Datafolha também perguntou aos eleitores em quem votariam caso o segundo turno fosse entre Serra e Haddad. Neste caso, o petista venceria o tucano por 46% a 37%.
Foram entrevistadas 1.078 pessoas na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), sob o número 00711/2012.


 

Michelle Obama pede mais quatro Anos


Em discurso aplaudido, primeira-dama relembrou medos e anseios da campanha anterior



Michelle Obama durante o discurso na Convenção Democrata
Foto: AP Photo/David Goldman
Michelle Obama durante o discurso na Convenção DemocrataAP PHOTO/DAVID GOLDMAN
CHARLOTTE, EUA - Ao som de Stevie Wonder e da música que embalou a campanha democrata de 2008, "Signed, sealed, delivered, I'm yours", Michelle Obama subiu nesta terça-feira ao palco como a principal arma da estratégia democrata para convencer os eleitores de que Barack Obama ainda é o mesmo de quatro anos atrás. E o único capaz de realizar as reformas necessárias para o país. Com uma mensagem clara aos eleitores: somos como vocês.

Com a popularidade em alta, Michelle foi ovacionada e interrompida mais de uma vez pela plateia com gritos de "mais quatro anos". E Michelle não fez por menos: a primeira-dama ofereceu um testemunho pessoal sobre o caráter e as motivações do presidente, afirmando que ele compartilha os mesmos valores da classe média porque "viveu o sonho americano". Usando histórias das famílias de ambos, do ambiente em que foram criados e das dificuldades que enfrentaram como um casal "jovem, apaixonado e endividado", Michelle afirmou que as políticas do democrata são um reflexo de sua experiência pessoal.
— Para Barack, o sucesso não está relacionado ao dinheiro que você consegue, mas à diferença que faz na vida das pessoas — disse, numa alfinetada direta ao republicano Mitt Romney, que aponta seu histórico de sucesso no mercado financeiro como credencial para assumir a Casa Branca.
O mesmo apesar de presidente
Em detalhes que aproximam o casal do cidadão comum, Michelle contou que Obama foi criado pela mãe solteira e por uma avó que montou um pequeno negócio, que tanto a universidade dela quanto a do marido foram pagas com empréstimo estudantil. De outro lado apontou o marido como o único capaz de tomar decisões politicamente difíceis, e citou como exemplo a reforma da saúde.
— Ele não faz isso por política, mas porque é pessoal — disse Michelle. — Ser presidente não muda o que você é. Revela o que você é — disse.
O discurso foi direcionado ao público feminino, e Michelle chegou a se definir como uma "mãe no comando". Advogada por formação, mãe de Sasha e Malia e com uma presença incansável na televisão — em comícios ou programas de TV onde defende o combate à obesidade infantil e o incentivo à alimentação saudável — Michelle foi apresentada por meio de um vídeo que enfatizava também seu trabalho com veteranos e suas famílias. A apresentação da primeira-dama coube à Elaine Brye, mãe de militares.
— Não pensava que isso fosse possível, mas hoje, amo meu marido ainda mais do que há quatro anos... ainda mais do que há 23 anos, quando nos conhecemos. Amo o fato dele nunca ter esquecido onde começou. Amo o fato de podermos confiar em Barack para fazer o que diz que fará, mesmo quando é difícil, especialmente quando é difícil — disse.
Antes, Obama anunciou que acompanharia o discurso da mulher com as filhas, na Casa Branca.
Em sua estreia na arena política nacional, fazendo o discurso que apresenta o foco central da convenção, o prefeito de Santo Antonio, no Texas, Julián Castro, de 37 anos, traçou a linha central de argumentação dos democratas na reta final de campanha, colocando o presidente Barack Obama como a opção do progresso e o republicano Mitt Romney, que “simplesmente não entende”, como a representação do retrocesso, cujas políticas ignoram que é preciso “investir em oportunidade hoje para a prosperidade de amanhã” e levariam a classe média novamente a pagar a fatura, como no passado.
E-mail para doadores antes do discurso
Michelle foi anunciada por Elaine Brye, uma mãe de família que no último Natal enviou um cartão à primeira-dama e foi respondida.
- No Natal, enviei um cartão para Michelle Obama, de mãe para mãe, e ela não só leu, como respondeu, convidando eu e meu marido para visitar a Casa Branca. Foi emocionante, mas para mim, o mais importante é saber que nosso presidente e a primeira-dama pensam em famílias como a minha todos os dias - disse Elaine Brye.
Minutos antes de entrar no palco, Michelle Obama enviou um email para os eleitores, pedindo doações para a campanha:
“Hoje à noite eu vou subir ao palco em Charlotte falar por que meu marido - e nosso presidente - é o homem certo para o trabalho. Vinte e três anos atrás, eu me apaixonei por Barack. Por causa de sua paixão, senso de propósito, e sua determinação de tornar a vida melhor para as outras pessoas. É apenas quem ele é - e é o que continua a ser a cada dia na Casa Branca”.
No email, a primeira-dama lembrava que nos próximos dois meses, seria preciso dar tudo para ter a chance de terminar o que começamos. Ela pede para que “aqueles que acreditam que Barack é o homem certo para o trabalho”, mostrasse seu apoio com uma doação de US$ 19 ou mais.


Serra em Apuros - Marcos Coimbra



É cedo para dizer o que vai acontecer na eleição de prefeito em São Paulo, mas de uma coisa podemos estar certos: é a mais extraordinária do ano.
Não pela falsa razão de ela funcionar como “ante-sala” da próxima eleição presidencial. A experiência nos ensina que, por mais importante que seja – em função do tamanho da cidade e de seu papel na economia brasileira – saber quem é seu prefeito em nada nos ajuda a prever o rumo que tomará a sucessão no Planalto.
O que ela tem de mais relevante este ano é que exemplifica o modo como funcionam atualmente nossos dois principais partidos. Na eleição de São Paulo, PT e PSDB deixam claras suas diferenças.
Nada indica que Lula tenha pensado na candidatura de Fernando Haddad depois de consultar pesquisas de opinião que mostrassem que era preponderante a vontade de renovação no eleitorado paulistano.
Ao contrário, o que elas indicavam em 2011 era o bom desempenho dos candidatos conhecidos. Como sempre acontece nas pesquisas feitas a grande distância da eleição, lideravam nomes que já haviam disputado outras vezes e eram lembrados pelos entrevistados.
Marta Suplicy e Serra estavam na frente, com a senadora sempre acima do ex-prefeito.
Não foi, portanto, em função de resultados de pesquisa que o ex-presidente optou por Haddad. No máximo, olhou os números da rejeição e avaliou que Marta teria dificuldade para crescer e atrair a maioria necessária a vencer no segundo turno.
Algo que um candidato inteiramente novo poderia conseguir, mesmo se começasse de baixo nas intenções de voto.
Quando se decidiu e levou o PT a apoiá-lo, Lula fez um lance arriscado. Que todos seus desafetos nas oposições, especialmente os observadores políticos na mídia conservadora, consideraram equivocado – para dizer o mínimo.