
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como alguns auxiliares no Palácio do Planalto, avaliam que o aumento do corte da Selic vai abrir espaço para uma política de juros mais agressiva do Banco Central. O Copom cortou em 105 ponto percentual a taxa básica de juros brasileira, que agora está em 11,25% ao ano. Para o presidente, o Copom demorou muito para reduzir os juros - cujos efeitos demoram pelo menos seis meses para se mostrarem - na contramão das demais grandes economias, que iniciaram o processo de relaxamento da política monetária logo após a explosão da crise, em setembro. Ele afirmou que sua preocupação é a queda da atividade econômica.
A pressão de Lula sobre o BC foi grande. Ao reunir o presidente do BC, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na noite de terça-feira, o presidente deixou claro que não via motivos para a redução dos juros ontem ser inferior ao 1,5 ponto que já se tornara consenso de mercado.
No Congresso, líderes da base aliada e da oposição lamentaram que o Copom não tenha sido mais ousado já este mês. Para o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, a queda nos juros vai ajudar a amenizar os efeitos da crise. Já para os líderes parlamentares, o BC deveria ter sido mais agressivo:
- O resultado da reunião do Copom indica que uma parte do governo já acredita na crise, mas a redução ficou abaixo da expectativa. Ainda temos as taxas mais altas do mundo - disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB.
Os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ) e Aloizio Mercadante (SP), líder do PT, engrossaram o coro daqueles que achavam que o BC deveria ter sido mais ousado. Na Câmara, a decepção também foi grande.
A pressão de Lula sobre o BC foi grande. Ao reunir o presidente do BC, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na noite de terça-feira, o presidente deixou claro que não via motivos para a redução dos juros ontem ser inferior ao 1,5 ponto que já se tornara consenso de mercado.
No Congresso, líderes da base aliada e da oposição lamentaram que o Copom não tenha sido mais ousado já este mês. Para o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, a queda nos juros vai ajudar a amenizar os efeitos da crise. Já para os líderes parlamentares, o BC deveria ter sido mais agressivo:
- O resultado da reunião do Copom indica que uma parte do governo já acredita na crise, mas a redução ficou abaixo da expectativa. Ainda temos as taxas mais altas do mundo - disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB.
Os senadores Francisco Dornelles (PP-RJ) e Aloizio Mercadante (SP), líder do PT, engrossaram o coro daqueles que achavam que o BC deveria ter sido mais ousado. Na Câmara, a decepção também foi grande.
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Ivanildo:
- Chefe, olha a foto. Por que será que ele vive sempre berrando ?
2 comentários:
A timidez em baixar a taxa básica é compreensível quando a gente lembra os tempos de alta inflação. Por outro lado acho que está faltando um pouco de ousadia, ou permaneceremos "sensatamente", sem crescimento nenhum, para o resto dos tempos.
A taxa de redução de 1,5%, mais que uma dedução técnica, é consequência de uma imposição política. Valores acima indicariam a perda de controle do Banco Central e valores abaixo deixariam claro que o executivo e o legislativo nada apitam.
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