quinta-feira, 12 de março de 2009

Dilma x Serra


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (foto), os dois prováveis candidatos à sucessão do presidente Lula, trocaram algumas farpas durante seminário promovido na tarde desta quarta-feira pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do PT.
Embora polidamente e sem bate-boca, Dilma disse que os governos anteriores sempre eram reféns das crises mundiais e hoje o governo é a solução para a crise, tomando medidas para atenuar os efeitos da recessão mundial. Segundo ela, os governos anteriores recorriam ao FMI diante de qualquer crise e depois não conseguiam recursos para investimentos em obras públicas, levando ao apagão de energia em 2001.
Já Serra, ao seu lado na mesa, não defendeu o governo anterior, do qual fez parte, mas também aproveitou para atacar a morosidade do atual governo no combate à crise, demorando mais de seis meses para reduzir a taxa de juros, ficando na contramão de outros países, como a Índia, que reduziram em até cinco pontos a taxa de juros. Não houve clima de confronto entre os dois e tanto Serra como Dilma foram aplaudidos pelos metalúrgicos e empresários do ABC.
Segundo Dilma, hoje o atual governo rompeu o circulo vicioso de ficar impotente diante das crises.
- Até agora, o governo era parte do problema e hoje é a solução para os nossos problemas - disse Dilma, para a platéia de sindicalistas e empresários do ABC.
Nenhum dos dois sabia ainda da decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros em 1,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Ela disse que a política de redução de juros vai continuar até atingirmos "taxas civilizadas". - Vamos baixar os juros e os spreads bancários para servir como a nossa alavanca para entrarmos num novo circulo virtuoso - disse ela.
Segundo a ministra, a queda no PIB foi menor no Brasil que em outros países. Embora Dilma não tenha citado o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador José Serra, ao discursar, não defendeu o governo anterior das críticas feitas pela ministra de Lula à gestão anterior, mas o governador paulista aproveitou também para dar suas estocadas no atual governo. Ele disse que o atual governo demorou pelo menos seis meses para tomar medidas que reduzissem a taxa de juros, enquanto que a Índia baixou os juros em cinco pontos.
- O Brasil ficou no sentido contrário do mundo durante seis meses - criticou Serra.
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Ivanildo:
- E, agora, chefe ? Os dois vão se acusar de estar fazendo propaganda eleitoral antecipada ?

2 comentários:

Anônimo disse...

Dois candidatos absolutamente antipáticos e, aparentemente, muito competentes. Não vai ser fácil escolher. A continuidade do Lula que foi a continuidade do FHC ou o Serra que é a continuidade de FHC. Ou seja, qualquer um dos dois significa a continuiudade do FHC. Votar em mulher ou em homem ?

Anônimo disse...

Com todo o respeito os dois candidatos representam a falência da renovação saudável da política em nosso país.
Um diplomata americano, na década de 80, declarou que seriam necessárias três gerações para que, um país submetido a um regime ditatorial prolongado como o nosso,se recuperasse a ponto de exercitar uma democracia plena.
Na época achei o prazo exagerado.