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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Comentários dos Leitores


Abaixo, mensagem recebida, via Internet, do leitor Orlando Ferreira de Sousa:



 Old Man,
 Seu blog está cada vez melhor.
 Parabéns!
 Forte abraço.
 =OFS=
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma foi pra rua - Zuenir Ventura


Se apresentados em forma de cartazes, os Cinco Pactos propostos pela presidente poderiam ter desfilado como reivindicações dos jovens


Alguns dias e uns milhões de manifestantes em passeatas de protesto foram suficientes para fazer o governo se mexer, mostrando que em democracia só se decide sob pressão. Que outra força seria capaz de produzir tantos recuos em relação ao aumento de 20 centavos nos ônibus? E que outro poder, senão a voz do povo, levaria a República a se reunir em torno de uma mesa? Obedecendo a uma das palavras de ordem das manifestações, Dilma também foi pra rua. Ou foi como se tivesse ido. Suas respostas tiveram a pressa de quem quer se ver livre das cobranças e resolver tudo, ainda que repassando responsabilidades. Afinal, como disse o ministro Aloizio Mercadante, “em última instância, quem vai resolver é o Congresso”. E, pode-se adiantar, os 27 governadores e 26 prefeitos de capitais presentes ao anúncio do pacote de boas intenções. Se apresentados em forma de cartazes, os Cinco Pactos propostos pela presidente poderiam ter desfilado como reivindicações dos jovens.
Quem não ergueria uma hipotética faixa que, em linguagem de marcha, resumiria um dos Pactos: “100% dos royalties do petróleo para a educação” ou “50% dos royalties do pré-sal”. E essa outra: “Mais rigor na punição. Corrupção é crime hediondo” Ou esta: “Abaixo a inflação! Pela estabilidade econômica.” Quanto à mobilidade urbana, questão que esteve na origem dos protestos, nem a garotada pediu tanto quanto o que está sendo oferecido: “fim dos impostos PIS/Confis para o óleo diesel”; R$ 50 bilhões para obras urbanas, com prioridade para o metrô, além de quase R$ 90 bilhões que, segundo o ministro das Cidades, já estão previstos no orçamento para o mesmo fim.
O mais ambicioso dos pactos, e o mais polêmico, é o de uma Constituinte para a reforma política. A proposta, que demandaria um plebiscito, repercutiu imediatamente no Congresso, no STF, entre constitucionalistas, na oposição e até junto a aliados do governo. Os que se opõem à “Constituinte exclusiva” alegam que o processo é de execução complexa e demorada, e não vai atender ao clamor das ruas. Além disso, acusam a presidente de avançar sobre prerrogativas do Congresso. Ontem à tarde, após encontro no Palácio do Planalto, o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado, disse que o governo se convenceu de que a proposta de Constituinte não é a mais adequada. “O plebiscito sim, porque seria feito em até 45 dias, a tempo de a mudança valer para as próximas eleições.”
Para quem, como Dilma, quer falar diretamente com a rua, a solução seria mesmo a melhor.
Zuenir Ventura é jornalista


Postado por Roberto Argento às 07:30 Um comentário:

Suprema Corte dos EUA respalda casamento gay

Venezuela diz estar pronta a considerar asilo a Snowden

Por 5 a 4, juízes consideraram inconstitucional legislação que define casamento como união entre homem e mulher

  • Decisão estende benefícios a casais heterossexuais; outra abre caminho para casamento gay na Califórnia
  • Presidente Obama elogia a medida

Manifestantes se abraçam diante da Suprema Corte após decisões que respaldam o casamento gay nos EUA Foto: Charles Dharapak / AP
Manifestantes se abraçam diante da Suprema Corte após decisões que respaldam o casamento gay nos EUA Charles Dharapak / AP
WASHINGTON - Duas decisões da Suprema Corte dos EUA nesta quarta-feira foram consideradas uma grande vitória para o movimento homossexual no país ao darem respaldo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na primeira, os membros do Supremo consideraram inconstitucional a Lei Federal de Defesa do Casamento (Doma, na sigla em inglês), que descreve como matrimônio a união entre um homem e uma mulher, impedindo que homossexuais obtivessem os mesmos benefícios que casais heterossexuais. Também, hoje, um dia antes de entrar em recesso, a Corte se recusou a se pronunciar sobre a Proposta 8, que proíbe o casamento homossexual na Califórnia. A decisão abre caminho para uniões gays no maior estado do país.
Ambos pareceres foram recebidos com entusiasmo pelos defensores dos direitos dos homossexuais, apesar de o Supremo não ter se pronunciado de maneira que o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo seja estendido a todo o país. Centenas de pessoas se concentraram nas portas da Suprema Corte e festas são preparadas há semanas.Após a decisão aprovada por 5 votos a 4, o juiz Anthony Kennedy escreveu no parecer que a Lei de Defesa do Casamento viola a garantia da Constituição dos EUA de proteção igualitária. Kennedy, frequentemente responsável pelo voto decisivo do tribunal em decisões apertadas, também disse que a lei impõe “um estigma sobre todos os casamentos do mesmo sexo tornados legais pela autoridade inquestionável dos Estados”.
A decisão foi também comemorada pelo presidente Barack Obama, que em comunicado destacou que ela se refere apenas a casamentos civis, ficando a cargo das instituições religiosas decidirem sobre as próprias cerimônias. “Somos um povo que declarou que todos foram criados iguais, e que o amor que nutrimos por alguém também deve ser igual”, disse o presidente, que recebeu a notícia a bordo do Air Force One, rumo à África.
A primeira decisão estende imediatamente alguns benefícios federais a casais do mesmo sexo, mas não altera as leis estaduais, ou seja, não obrigam os estados a legalizarem a união gay. A diferença é que, agora, todos os estados deverão conceder benefícios federais, antes limitados a casais heterossexuais, a qualquer homossexual que tenha sua união legalizada.
Ao se negar a analisar a Proposta 8, a Suprema Corte manteve decisões de instâncias inferiores que haviam derrubado a proibição ao casamento gay na Califórnia. O tribunal decidiu que os opositores ao casamento do mesmo sexo não têm legitimidade para recorrer da decisão judicial que revogou a proibição no estado.
No caso da Doma, o Supremo responde à ação movida por Edith Windsor, uma viúva de 83 anos, que teve de pagar mais de US$ 360 mil para receber uma casa herdada de sua esposa e parceira de 40 anos, porque o governo federal não reconhecia o seu casamento. A decisão da Corte envolve o reconhecimento de direitos a herança, residência, pensão e seguro saúde. O Supremo alegou que tratar as pessoas como parte de um “casamento menos respeitado” viola o direito aos “princípios de proteção igualitários” da lei conhecida como a Quinta Emenda da Constituição.
A Doma foi sancionada em 1996 pelo então presidente Bill Clinton - que este ano voltou atrás e manifestou seu apoio à revogação da lei. Em fevereiro de 2011, o presidente Barack Obama e o procurador-geral Eric Holder anunciaram que não defenderiam a Doma por acreditar que ela não estivesse de acordo com a Constituição dos EUA.
Pesquisas de opinião mostram um apoio crescente entre os americanos em relação ao casamento gay, mas há divisões entre os 50 estados. Atualmente, o casamento gay já é reconhecido por 13 estados americanos. Em 30, por outro lado, há emendas constitucionais que o proíbem expressamente. O restante possui leis intermediárias.


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Porque parou - Miriam Leitão


O governo precisa mudar projetos e prioridades se estiver falando sério sobre mobilidade urbana. O trem-bala é a maior obsessão. Mas vejam se faz sentido: iria custar R$ 12 bilhões, depois chegou a R$ 19 bi, passou para R$ 30 bilhões, e agora é R$ 33 bi. No mercado se diz que pode chegar a R$ 60 bilhões. Com esse dinheiro, daria para triplicar a rede de metrôs que existe hoje no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O professor Paulo Fernando Fleury, especialista em logística, acha que um sinal de que não faz sentido essa insistência é o fato de que o leilão foi marcado e suspenso três vezes porque não aparecia empresa interessada. A cada fracasso, o governo aumentou as vantagens para o empreendedor, elevando a parte que será financiada ou garantida pelo governo:
— Hoje já se pode dizer que 90% do projeto será de uma forma ou de outra com capital estatal em financiamento ou subsídio. A nova licitação está marcada para este ano.
Seria maravilhoso, de fato, ter um trem rápido ligando Rio e São Paulo para ser alternativa à ponte-aérea. A questão é que o Brasil está sufocado por problemas de mobilidade urbana mais urgentes. Praticamente, as cidades estão paradas no trânsito, perdendo tempo, produtividade, vida em família, lazer, chance de ficar com os filhos, hora de namorar, tempo para o descanso. Horas e horas, todo o dia é dia de ficar parado no trânsito. Ninguém aguenta tanto sufoco e isso se espalhou pelo Brasil. Há muito tempo São Paulo perdeu a exclusividade desse tormento. E quem vai de transporte público sofre infinitamente mais.
Nisso, o governo deixa de investir o pouco que está no Orçamento para a mobilidade urbana. Os dados do site Contas Abertas são estarrecedores.
— Nos últimos 11 anos, desde 2002, todo o dinheiro previsto para a mobilidade urbana no Orçamento Geral da União foi de R$ 5,8 bilhões e foi desembolsado apenas R$ 1,1 bilhão. Isso é 19% do total que estava autorizado no Orçamento — diz Gil Castelo Branco.
Agora, leitores, comparem a exuberância do dinheiro que será necessário para fazer o trem-bala e a irrisória quantia colocada em 11 anos em mobilidade urbana. E vamos pensar: o que é mais importante?
Quando foi criada a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), elogiei, aqui neste espaço, pensando que, afinal, haveria algum órgão pensando a logística do país de uma forma geral.
— A EPL está com todo o foco voltado para o trem-bala. Só o estudo de engenharia detalhado custou R$ 1 bilhão — diz Paulo Fleury.
A mobilidade urbana é assunto dos três níveis administrativos, mas grande parte das obras pode ser feita com recursos da União.
— No sétimo balanço do PAC, o governo informa que em mobilidade urbana há 50 obras nas grandes cidades, duas concluídas, e 63 projetos nas cidades médias, todas em "ação preparatória" — diz Gil Castelo Branco.
Enquanto não investia em obras para melhorar o ir e vir nas engarrafadas cidades brasileiras, o governo abriu mão de bilhões de impostos para incentivar a compra de carro individual, perdendo recursos que, por lei, deveriam ser destinados ao investimento em infraestrutura de transporte.
Se o governo quer mesmo falar sério sobre um pacto com os outros entes federados em mobilidade urbana, terá que fazer mais do que dar mais um subsídio ao diesel. Precisa realmente investir pesado nessa área. E será preciso escolher o que é mais importante.
A presidente Dilma disse que serão feitos investimentos de R$ 50 bilhões. Mas faltou dizer: onde, em que projetos, em quanto tempo, quais serão as prioridades, e de onde sairá o dinheiro? Se não responder isso, está jogando números ao vento. Mais uma vez.
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A Palavra do Dia

Emblema 
Um emblema é uma imagem ou sinal representativos de ideia, instituição ou associação. Na Copa das confederações sediada no Brasil, o emblema oficial é o sabiá-laranjeira, uma ave símbolo do país. As cores escolhidas para o emblema são referências à bandeira nacional e à fauna do país. De acordo com a FIFA, a escolha das cores e do movimento do pássaro do emblema almejam refletir a hospitalidade do povo brasileiro, além de sugerir o dinamismo dos jogos de futebol..
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Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A melhor alternativa (Editorial)": 
O povo nas ruas altera as agendas de Brasília. U julho do Henrique Alves virou junho e certamente o Agosto dos mensaleiros no STF será antecipado. 
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Governo nega ter recuado ao anunciar que estuda alternativas de reforma política sem Constituinte

Após protestos, PEC 37 será colocada em votação na Câmara nesta terça-feira


  • De acordo com o ministro da Justiça, Dilma gostou da proposta da OAB de plebiscito para definir conteúdo da reforma


A presidente Dilma Rousseff se reuniu no Palácio do Planalto com o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o presidente da OAB, Marcos Vinícius e integrantes do Movimento contra a Corrupção Eleitoral
Foto: Jorge William / O Globo
A presidente Dilma Rousseff se reuniu no Palácio do Planalto com o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o presidente da OAB, Marcos Vinícius e integrantes do Movimento contra a Corrupção Eleitoral Jorge William / O Globo
BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff estuda apresentar uma proposta de plebiscito em que submeterá à população pontos da reforma política, que seriam votados em projeto de lei pelo Congresso até outubro deste ano para que as modificações tenham validade já nas eleições de 2014. Assim, a presidente deixou em segundo plano a possibilidade de convocação de uma Assembleia Constituinte para debater o assunto. A proposta foi debatida nesta terça-feira em encontro com representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
O recuo acontece após as reações negativas à proposta do governo de Constituinte exclusiva para mudar a legislação. O novo plebiscito pode consultar, por exemplo, se o povo é ou não favorável ao financiamento de empresas às campanha eleitorais. A proposta defendida pela OAB e o MCCE prevê o financiamento público e de pessoas físicas, com limites definidos em lei. O tema foi um dos principais entre os debatidos no encontro com a presidente.
— A nossa avaliação é que essa proposta da OAB está inteiramente adequada às premissas que embasaram a intervenção da presidente ontem. A principal questão colocada ontem pela presidente é que o povo seja ouvido. A proposta apresentada hoje se coaduna integralmente com essa premissa, porque pode haver um plebiscito, sim, como as entidades reconheceram. Obviamente está colocado de forma harmonizada. Essa proposta é avaliada por nós como interessante — disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também participou da reunião, junto com o vice-presidente Michel Temer . Cardozo chegou a voltar depois do anúncio para falar com os jornalistas e reiterar de que não se tratava de um recuo.
— A presidente ontem falou em processo constituinte específico. Ela não defendeu uma tese. Há várias maneiras de se fazer um processo constituinte específico. Uma delas seria uma Assembleia Constituinte específica, como muitos defendem. A outra forma seria, através do plebiscito, colocar questões que balizassem o processo constituinte específico feito pelo Congresso.O ministro procurou esclarecer a fala da presidente na abertura da reunião ontem com os governadores e prefeitos das capitais:
Cardozo defendeu o debate com a população:
— Achamos fundamental que a reforma política passe por um amplo debate com a sociedade. O plebiscito é um fator importante para que a reforma se realize, porque é a oportunidade de as pessoas se manifestem e indiquem o rumo que acham correto para a reforma política. A premissa que a presidente partiu ontem foi que a reforma política é necessária e que ela seja feita com oitiva da sociedade. Essa premissa se coaduna com a proposta da Ordem.
Na reunião, a presidente sinalizou que não pretende submeter à população itens cuja aprovação dependa de mudança constitucional. Avalia que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode demorar muito tempo para ser votada pela Câmara e pelo Senado, que resistem em aprovar mudanças na legislação eleitoral.
— O governo sai convencido de que um proposta de Constituinte não é o mais adequado, que atrasa o processo. O plebiscito deve ser convocado para que a população diga diretamente qual reforma política ela quer — disse o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, logo após o encontro no Palácio do Planalto.
O presidente da OAB ressaltou que o plebiscito deve ser feito em até 45 dias para que haja tempo hábil de a mudança valer para as próximas eleições, em 2014. Ele apresentou a Dilma o projeto “Eleições Limpas”, lançado ontem, que tem como sua principal bandeira o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais.
Ministro voltou para reiterar que não houve recuo
Após a entrevista, Cardozo voltou a falar com os jornalistas para dizer que não houve recuo do governo. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) também divulgou nota, reforçando a posição do ministro.
— Eu respondi umas cinco vezes que não havia recuo. A ideia de um plebiscito é uma das premissas fundamentais nossa. Não dá para dizer que eu disse que vamos recuar. Ao contrário, estamos reafirmando a necessidade de um plebiscito. Nós achamos que a reforma política exige um plebiscito. Isso está virando uma confusão. Em momento algum, eu disse que haveria recuo no plebiscito. O que eu disse foi que a Ordem apresentou uma proposta que se harmonizava com as nossas premissas. E, portanto, passava a ser vista por nós com interessante, na medida em que ela harmonizava e não exigia mudança constitucional. Também disse que não fechamos em nenhuma proposta —afirmou o ministro.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Semcom) informou que a presidente recebeu a proposta da OAB e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, considerou-a "uma importante contribuição", mas não tomou nenhuma decisão e deixou claro que ouvirá outras entidades sobre reforma política. No encontro, segundo a Secom, a presidente "reiterou a relevância de uma ampla consulta popular por meio de um plebiscito".


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Governador Sérgio Cabral diz que vai receber representantes de grupo acampado no Leblon


Encontro, no entanto, será no Palácio Guanabara, em Laranjeiras

  • Secretários de Governo e Assistência Social estiveram com manifestantes

Manifestantes continuam acampados na Avenida Delfim Moreira, na esquina onde mora o governador Sérgio Cabral, no Leblon Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo
Manifestantes continuam acampados na Avenida Delfim Moreira, na esquina onde mora o governador Sérgio Cabral, no Leblon Marcos Tristão / Agência O Globo
RIO - Sérgio Cabral afirmou que está à disposição para receber, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, os representantes do grupo de manifestantes que desde a sexta-feira acampam no Leblon, próximo ao prédio onde mora o governador. Mais cedo, os secretários de Estado de Governo, Wilson Carlos Carvalho, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, no acampamento para conversar com os manifestantes. O grupo afirma que só sairá do local após o encontro com Cabral.
No domingo, o grupo recebeu o reforço de manifestantes que haviam se reunido em Copacabana, em protesto conta a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que retira do Ministério Público a atribuição de realizar investigações criminais. O ato — que começou com aproximadamente 4 mil pessoas — tinha por volta das 21h de domingo cerca de 150 participantes.Os manifestantes fecham a Rua Aristides Espínola, que está interditada com grades e cercada por PMs. Eles reivindicam maior transparência nas contas públicas.


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Aquém do possível, por Míriam Leitão

de junho de 2013
Míriam Leitão, O Globo
Reforma política, como a reforma tributária, é aquilo que todo mundo é a favor, mas cada pessoa tem uma proposta diferente. Um plebiscito para decidir se deve haver uma constituinte exclusiva para isso pode ser uma boa ideia.
O que não é bom é chamar os governadores para dizer que “antes o país era governado apenas para um terço dos brasileiros”. Isso ofende a oposição e os fatos.
A presidente herdou do seu antecessor a convicção equivocada de que o Brasil começou em 2003. Houve avanços importantes na inclusão de brasileiros nos governos petistas. Mas qualquer pessoa que acompanhou os fatos recentes sabe que o processo de inclusão no mercado de consumo foi iniciado, e se tornou possível, a partir da estabilização da economia em 1994/1995.
Pacto se faz costurando coincidências de pensamentos e propostas comuns, e não lembrando mais uma vez o que separa. Isso é que dá submeter todos os pronunciamentos que faz ao marqueteiro. Este não é momento de campanha.
A população está nas ruas num momento difícil da economia. Não por culpa das manifestações. A economia está complicada por fatores externos e os erros cometidos na condução da política econômica. O dólar ontem caiu pelo segundo dia seguido, mas ainda acumula um ganho de 10% em um mês.


A bolsa continuou caindo ontem e fechou com –2,3%, na casa dos 45 mil pontos. O nível mais baixo desde abril de 2009. A desaceleração da China atinge a Vale que, como exportadora, poderia até se beneficiar da alta do dólar; a disparada da moeda americana atinge todas as empresas endividadas em dólar, mas mais ainda a Petrobras, que tem o ônus de pagar pela gasolina importada um preço cada vez maior.
O dólar subiu diante da maioria das moedas. Subiu mais no Brasil por dificuldades econômicas, como o déficit em conta corrente de 3,2% do PIB. A presidente Dilma falou em pacto pela estabilidade fiscal.

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A Palavra do Dia

Confederação 
Uma confederação é a união de vários estados independentes 
que reconhecemm governo comum, ou uma organização-teto de várias federações. No caso,‘confederação’ é a organização continental de federações nacionais de futebol.Participam da ‘Copa das Confederações’ os seis países campeões continentais,além do país sede e do campeão mundial, somando oito seleções. De cada continente é escolhida uma única seleção, com exceção da América, que envia dois países para o torneio. Do continente americano são classificadas a seleção campeã da ‘Copa Ouro’, disputa-da entre as Américas do Norte, Central e Caribe,e a campeã da ‘Copa América’, disputada pelos países da América do Sul.

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Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Dilma reúne hoje governadores e prefeitos para mel...": 
Não houve negociação com ninguém.
Até quando Governadores e Prefeitos vão se omitir em favor de um Governo Imperial? 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "OAB-RJ cria comitê de mobilização em prol da refor...": 
A OAB se pretende ser a coordenadora da reforma política.
Esta exorbitando de suas funções. A reforma é urgentíssima mas não podemos nos transformar num mercado persa. 
Postado por Roberto Argento às 00:30 Nenhum comentário:

terça-feira, 25 de junho de 2013

O Casamento Gay




 Ricardo Artur de Araújo Pereira (Nascido em Lisboa, São Sebastião da Pedreira, em 28 de abril de 1974) é um humorista português e declarou sobre a idéia da Dilma  (PRESIDENTE  do BRASIL) de oficializar o Casamento Gay. 
Descrição:                                                            Descrição:    http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSmkg8h2-wlFadd5gPlpcFUL0Tau8LW1Yvu0vkHyLZqZyyUWUxU
Sou totalmente favorável a casamentos gays, desde que sejam só entre os políticos do PT.
Tudo o que venha contribuir para que eles não se reproduzam... é bom para o Brasil e para o mundo!
 

Postado por Roberto Argento às 08:30 Nenhum comentário:

A melhor alternativa (Editorial)


O Globo

Entre as incontáveis mensagens em cartazes e faixas nas históricas manifestações de rua dos últimos dias, algumas trataram da Proposta de Emenda Constitucional nº 37, a PEC 37, redigida para cassar o poder do Ministério Público de fazer investigações criminais. “Abaixo a impunidade, contra a PEC 37”, protestava uma faixa, por exemplo, em Brasília, terça-feira da semana passada, à frente do Congresso.
A relação entre a impunidade e a aprovação da emenda à Constituição fruto do corporativismo policial é indiscutível. Afinal, foi a partir da independência recebida pela Carta de 1988 que o MP pôde ter um papel atuante no combate à corrupção na vida pública. A atuação da Procuradoria-Geral da República no encaminhamento da denúncia e condenação dos mensaleiros é um grande exemplo da importância do MP no Brasil. E há outros.

Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

É compreensível, portanto, que o assunto frequente as manifestações, deflagradas formalmente devido ao aumento de tarifas de ônibus, mas movidas por uma série de insatisfações, algumas difusas, mas outras bastante objetivas, como o baixo nível ético no exercício da política, somado à lentidão e à pouca eficácia em geral do Judiciário na punição de criminosos de colarinho branco.
A própria origem da PEC 37 e os apoios que tem recebido no Congresso — entre eles, de alguns petistas interessados em dar o troco ao MP em nome de mensaleiros condenados — reforçam a resistência à emenda.
Ela é de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), não por coincidência um delegado de polícia. Além de petistas, atrai a simpatia de todo político com interesses contrariados pelo Ministério Público.
O melhor desfecho seria a comissão criada pelo presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), para conciliar interesses de policiais e membros do Ministério Público e chegar a algum consenso antes da votação da PEC. Não chegou e, em nome do impasse, Henrique Alves anuncia o adiamento da votação para julho, com o apoio do PT.

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Dilma reúne hoje governadores e prefeitos para melhorar serviços públicos


Presidente deve anunciar medidas na área da saúde e mobilidade. Antes, recebe também representantes do Movimento Passe Livre


Pronunciamento da presidente Dilma Rousseff 21/06/3013 Foto: Reprodução
Pronunciamento da presidente Dilma Rousseff 21/06/3013 Reprodução
BRASÍLIA — Dentro da estratégia do governo federal de dividir responsabilidades e acalmar os protestos que avançam pelo país, a presidente Dilma Rousseff convocou para uma reunião esta segunda-feira à tarde governadores e prefeitos de capitais, com o objetivo de definir uma linha de ação conjunta para melhorar os serviços públicos. Dilma chegará ao encontro, marcado para as 16h, com propostas recicladas e ouvirá muitas cobranças de governadores e prefeitos, que reclamam do não cumprimento de promessas da União, especialmente da falta de investimento federal em mobilidade urbana. Antes, a presidente vai receber no Palácio do Planalto representantes do Movimento Passe Livre, que iniciou a onda de protestos pelo país com o objetivo de reduzir as tarifas de ônibus.
A pauta principal da reunião com prefeitos e governadores será Plano de Mobilidade Urbana, o que é considerado pouco pelos gestores estaduais e municipais, que vão para o encontro com pautas específicas e dissociadas das reivindicações das ruas: abordam desde problemas de caixa provocados pelo baixo crescimento econômico, até uma Constituinte para fazer a reforma política, pauta do PT.
Em seu pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio, na última sexta-feira, a presidente propôs um pacto entre todas as esferas de governo para tentar melhorar os serviços públicos. Dilma disse que seu governo ouve a voz das ruas e que o país precisa de mudanças profundas, entre as quais uma reforma política.
A presidente deve anunciar melhorias na estrutura pública de saúde: mais hospitais e unidades de atendimento, além de novas vagas em cursos de medicina e para especialistas, a fim de melhorar a rede Médica, o que pode ser uma resposta para neutralizar a resistência à importação de médicos. A vinda de médicos estrangeiros, citada por Dilma no pronunciamento, tem sido continuamente criticada por entidades de médicos.O Palácio do Planalto já tem confirmada a presença de governadores e prefeitos aliados e da oposição, mas as cobranças virão de todos os lados. Além do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, Dilma vai defender a adesão dos estados e municípios à Lei de Acesso à Informação, como forma de dar mais transparência aos atos públicos e combater a corrupção. Vai sugerir a adesão ao Programa Brasil Transparente, da Controladoria Geral da União (CGU), que também já existe.
Combate à corrupção na agenda
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), por exemplo, é um dos que dizem não acreditar que investimentos em obras de mobilidade, por si só, resolvam a insatisfação popular, já que tem retorno de longo prazo. Ele afirma que o grito das ruas é preocupante à medida que prega a negação, a rejeição da classe política. A presidente, disse ele, está preocupada porque, em alguns momentos, a manifestação tem enveredado para o vandalismo e a desordem:
— A questão da mobilidade urbana, que originou os protestos, não será resolvida rapidamente, porque as obras levarão até três anos para serem concluídas. Em várias capitais já existem investimentos em andamento, com recursos do Ministério das Cidades, dos estados e do setor privado.
O governador petista disse que ninguém tem pronto na cabeça um produto, uma resposta para as ruas, nem a própria presidente sabe o que fazer. Segundo Wagner, o principal foco tem que ser a reforma política, prioridade do PT, porque elimina possibilidades de conluio e conchavos, pois uma das principais mensagens dos protestos é a questão da corrupção. Wagner também defende uma modernização da Lei de Licitações.
— A corrupção tem o braço político, mas tem também o empresarial. A Lei de Licitações foi elaborada para ajudar no combate à corrupção, mas está ultrapassada — destacou o governador.
Na visão do governador Jaques Wagner, os recursos gastos para sediar os Jogos da Copa estão mal explicados. Ele destacou que é preciso deixar clara a importância do evento para o Brasil e que os investimentos realizados vão permanecer e ajudar na promoção do turismo, e atrair shows internacionais para os estádios, por exemplo.
Tarso defende passe livre para estudantes
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, chegará a Brasília disposto a defender passe livre para estudantes, uma proposta que está sendo preparada no governo gaúcho, e a convocação de Assembleia Nacional Constituinte para discutir a reforma política.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, ambos do PMDB, viajam no fim da manhã. O vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB) criticou o baixo crescimento da economia, por diminuir o poder de resposta dos estados. Antes da viagem, ele e Cabral se reúnem:
— A situação dos estados é muito dura. Há pouca margem de manobra, porque a economia não está crescendo muito, e a arrecadação de impostos diminui. Tivemos menos ICMS, por exemplo. Dinheiro em caixa seria importante para responder aos anseios da população. É um momento muito difícil para todos.
Tucanos fazem reunião prévia
Governadores e prefeitos do PSDB vão comparecer à reunião com a presidente, mas, antes, devem se reunir com o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), para discutir uma pauta em comum. O governador de Goiás, Marconi Perillo, comemorou em seu twitter o discurso da presidente. “Quero ir ao encontro da presidente Dilma para firmarmos pacto entre União, estados e municípios para ação conjunta em favor dos brasileiros”, escreveu ele, continuando: “Ela traduz para toda a Nação a mensagem que o povo nas ruas emite nas veementes manifestações históricas dos últimos anos.” E encerrou: “Em seu pronunciamento, a presidente Dilma mostra-se lúcida e de grande capacidade de liderança.”
O governador tucano de Minas Gerais, Antônio Anastasia, disse que atenderá ao chamado da presidente, porque se trata de uma questão nacional e vai com o intuito de colaborar. Mas cobrará a retomada dos repasses de recursos para o metrô de Belo Horizonte.
— Vamos pedir para acelerar a retomada dos investimentos. De minha parte, vou apresentar a ela a situação de dificuldades financeiras em que se encontram os estados — disse Anastasia, que irá com o prefeito Márcio Lacerda, do PSB.
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que reúne as capitais e maiores cidades brasileiras, deve se reunir antes do encontro com Dilma para fechar uma lista de propostas que será levada ao Planalto. No comando da frente estão os prefeitos de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), e de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Pelo governo, devem participar os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Saúde, Alexandre Padilha; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Relações Institucionais, Ideli Salvatti; da Educação, Aloizio Mercadante; das Cidades, Aguinaldo Ribeiro; da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho; e da CGU, Jorge Hage. Todos foram orientados pela presidente a levantar projetos desenvolvidos pelo governo nos estados e municípios e o que poderá ser feito.


Postado por Roberto Argento às 07:30 Um comentário:

OAB-RJ cria comitê de mobilização em prol da reforma política


Objetivo é definir propostas para combater a crise de representatividade dos partidos

Tópicos da matéria:
  • Protestos no Brasil

RIO — A Seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realiza na manhã desta segunda-feira um ato público em prol da reforma política, em sua sede no Centro. Segundo o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, será criado um comitê de mobilização pela reforma política que, junto com a sociedade civil (entidades de classe, movimentos estudantes, sindicatos, partidos e etc.), vai definir as propostas. O combate a crise de representatividade dos partidos e a promoção de ações que resgatem o compromisso dos governos para com a sociedade serão temas do comitê.
— Os partidos se afastaram das bases. Há alguns que vivem apenas da venda do tempo de televisão. Precisamos discutir essas questões e trazer de volta a participação da população numa agenda de reforma política. Temos de trazer uma resposta concreta ao grito que está sendo dado nas ruas. Parte desse alerta diz respeito aos partidos. Os políticos têm que entender que esse movimento se dirige a eles também — disse Santa Cruz, que ainda criticou a atuação da Polícia Militar do Rio nas manifestações das últimas semanas.
No ato na sede da OAB-RJ, estão presentes representantes de partidos como o PCdoB e PSTU, sindicatos e líderes de movimentos estudantis.


Postado por Roberto Argento às 06:00 Um comentário:

Messi regulariza situação fiscal dos anos 2010 e 2011, diz jornal espanhol


Atacante pagou € 10 milhões à Agência Tributária da Espanha em declarações complementares

  • Advogados do jogador procuram, agora, acordo sobre os exercícios de 2007 a 2009
  • Craque do Barcelona ainda é investigado por sonegação de € 4 milhões em impostos

  • ·


Messi ainda precisa regularizar as suas declarações de imposto de renda de 2007 a 2008
Foto: JOSEP LAGO / AFP
Messi ainda precisa regularizar as suas declarações de imposto de renda de 2007 a 2008 JOSEP LAGO / AFP
RIO — O atacante Lionel Messi pagou € 10 milhões à Agência Tributária da Espanha em declarações complementares de Imposto de Renda por seus ganhos provenientes de contratos de direitos de imagem nos anos de 2010 e 2011. Segundo o diário espanhol “La Vanguardia”, o pagamento foi voluntário. Os contadores e advogados do jogador procuram, agora, um acordo com o Fisco para pagar as quantias correspondentes aos exercícios de 2007 a 2009.
O jogador do Barcelona ainda está sendo investigado por ter sonegado o Fisco em cerca de € 4 milhões, relativos a impostos de direitos de imagem. Ele terá de prestar esclarecimentos sobre esta pendência, à Justiça, em 17 de setembro.
O craque completa, nesta segunda-feira, 26 anos. Ele ganhou uma homenagem do composito argentino Daniel Ursini, que também já escreveu uma música para o Papa Francisco. A composição se chama 'Al Messi que fue Papá', que em português seria 'Para Messi que foi Pai'. A letra da música exalta o lado humano do jogador, e pede para que ele siga 'driblando' os vícios e as tentações.


Postado por Roberto Argento às 02:30 Nenhum comentário:

Comentários dos Leitores

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PM de Minas prevê tensão durante protesto em dia d...": 
Ao prever badernas nas ruas, as forças de segurança transformam previsão em certeza. 

Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Um exercício de fantasia futurológica - Elio Gaspa...": 
Disseram ao Jânio e ao Collor que seriam loucos se fossem candidatos sem uma base sólida. O tempo provou que ambos eram realmente loucos.
O mesmo não acontecerá com o Joaquim Barbosa pois sendo uma pessoa lúcida recusará os convites dos oportunistas. 
Postado por Roberto Argento às 00:30 Nenhum comentário:

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sem Comentários



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Postado por Roberto Argento às 07:30 Nenhum comentário:

Um exercício de fantasia futurológica - Elio Gaspari


Numa tarde em Brasília, o Supremo Tribunal Federal reúne-se para julgar os recursos dos mensaleiros, revoga as condenações por formação de quadrilha e livra-os do cárcere. Joaquim Barbosa, o presidente da Corte que relatara o processo, joga a toga sobre a bancada, faz um breve discurso, renuncia ao cargo, sai do prédio e chama um táxi. Dias depois, seu nome é lançado como candidato à Presidência da República. Há fantasia nesse cenário, mas o gesto da renúncia é uma possibilidade real. Se Joaquim Barbosa será candidato, trata-se de pura futurologia.

Quem duvida dessa possibilidade apresenta o que seria um obstáculo intransponível: a falta de base política. Alguém conhece pessoa que votará no candidato que for indicado pelo PMDB? Ter base partidária é mais uma carga do que um impulso, mesmo no caso do PT. Para a campanha da doutora Dilma, será bom negócio esquecer a estrelinha vermelha, fechando o foco na personalização de seu governo. O PT decidiu confundir-se com os mensaleiros. Problema dele.
Dos cinco presidentes eleitos nos últimos 60 anos, três prevaleceram sem que devessem qualquer coisa às bases partidárias. Fernando Henrique Cardoso foi eleito pelo Plano Real. Se dependesse da força do PSDB, seria candidato a deputado federal. Ele foi eleito porque o real ficou de pé. Depois do fracasso do Plano Cruzado, houve sete ministros da Fazenda e só ele teve futuro político.
Fernando Collor passou por três grandes partidos, mas elegeu-se pelo microscópico PRN, que não existe mais. Recuando-se aos anos 60, Jânio Quadros elegeu-se governador de São Paulo pelo irrelevante PTN e em 1958 foi engolido pela União Democrática Nacional num lance puramente oportunista.
Partido quem teve foi Lula. Todos brincam de cubos, formando alianças fisiológicas lubrificadas pelos métodos que desembocam em mensalões.
Olhando-se para a rua cheia de gente contra-isso-que-está-aí, vê-se um quebra-cabeça onde falta uma peça. Aécio Neves tem nas costas o doutor Eduardo Azeredo, com seu mensalão mineiro. Eduardo Campos não entendeu nada, disse que baixou as tarifas de transportes num ato “unilateral”, como se fosse um coronel do semiárido falando aos peões de sua fazenda.
Joaquim Barbosa pode vir a ser a peça que fecha o quebra-cabeça. Se isso acontecerá, não se sabe. Também não se sabe que resultados trará. Os dois exemplos de avulsos que chegaram a presidente, Jânio e Collor, terminaram em catástrofes. No caso de Jânio, numa catástrofe que levou as instituições democráticas para a beira do precipício no qual elas cairiam três anos depois, em 1964. Barbosa defende grandes causas, mas é chegado a pitis e construções inquietantes, como a sua denúncia das “taras antropológicas” que a sociedade brasileira carrega. Descontrola-se e justifica-se atribuindo sua conduta a dores de coluna. Se todas as pessoas que têm esse tipo de padecimento perdessem o controle quando viajam em trens lotados na hora do rush, as tardes brasileiras teriam pancadarias diárias. Há nele uma misteriosa predisposição imperial.
Talvez esse exercício de futurologia tenha o valor de uma leitura de cartas. Sobretudo se o PT perceber que a ida dos mensaleiros para a prisão, ainda este ano, deixará de ser um peso nas suas costas. Afinal, depois que Fernando Haddad e Geraldo Alckmin acordaram o monstro, é difícil saber como levar a rua para casa, mas é certo que o monstro sairá de casa se os mensaleiros forem poupados.
Às 19h de quinta-feira, os manifestantes que estavam na Avenida Paulista em frente ao prédio da “Gazeta” mandaram que as bandeiras vermelhas fossem abaixadas: “O povo unido não precisa de partido”. Minutos depois, queimaram algumas. Há 12 anos, elas estavam lá, gloriosas, festejando a eleição de Lula.
Dragão de biombo
Do prefeito Fernando Haddad, na terça feira, depois de receber a turma do Passe Livre, coisa que se recusara a fazer antes de ir para Paris:
“Vou fazer uma reflexão sobre os números, sobre o que ouvi [na reunião] e vou dar uma resposta para o movimento e pronto”.
Blá-blá-blá de dragão de biombo.
No dia seguinte baixou a tarifa porque ficou com medo da rua.
queixa
O comissário Gilberto Carvalho, que desde 2003 gere as relações do governo (e do PT) com os movimentos sociais, queixou-se de que o ronco das ruas não tinha comando único.
Se tivesse, muita coisa seria possível. Inclusive a criação de uma discreta Bolsa Comando.
poesia na rua
Aqui vai o agradecimento a uma jovem que estava na passeata de terça-feira, em São Paulo, com uma blusa branca de mangas curtas, carregando um poema em forma de cartaz. Dizia só isso:
“Cidade muda não muda”.
Ecoou na sua criatividade um cartaz de 1968, quando um tiro da PM matou Edson Lima Souto:
“Bala mata fome?”
sonho de vanda
Em 1970, quando a Vanda da Vanguarda Popular Revolucionária estava no presídio Tiradentes, em São Paulo, talvez sonhasse com um dia em que um milhão de brasileiros fossem para as ruas, cercando o Palácio do Planalto.
Na quinta-feira, havia gente querendo fazer isso, mas a doutora só saiu do Palácio, protegida pela tropa do Exército, às 20h.
Peculiaridade 1
Nenhuma manifestação teve discurso.
Peculiaridade 2
Qualquer comparação com o movimento das multidões desses dias com o da campanha das Diretas Já, dos anos 1980, tem um vício de origem.
Nas Diretas, os governadores oposicionistas do Rio e de São Paulo cacifaram a infraestrutura dos comícios, com metrôs grátis, palanques, som e até mesmo ônibus.
Agora, pelo menos na mobilização, a Viúva não gastou um ceitil.
Peculiaridade 3
A rua de 2013 não teve celebridades.
Para se ter uma ideia da megalomania demófoba dos governantes que acordaram a rua, em dezembro do ano passado, o doutor Sérgio Cabral convocou uma passeata contra o projeto de redivisão dos royalties do petróleo. Nela havia um cercadinho para os VIPs, que recebiam pulseirinhas verdes e tinham a proteção de seguranças.
Na semana passada o governador Cabral ficou no cercadinho do palácio.
Pec 37
O presidente da Câmara, Henrique Alves, marcou a votação da PEC 37 para a próxima quarta-feira. É a emenda constitucional que inibe as investigações de roubalheiras pelo Ministério Público.
Na semana passada ele anunciou sua disposição de adiar a decisão. A menos que possa citar outro motivo para o adiamento, teve a ideia por causa da ida do monstro às ruas.
Ele pode pensar que a manobra ajuda a esfriar os ânimos. Estará apenas marcando a data da próxima manifestação: 3 de julho.
Se Alves marcar a votação para as primeiras horas da tarde de quarta-feira, tira o Congresso do caminho do monstro. Ou arrosta.


Postado por Roberto Argento às 07:00 Um comentário:
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