Quase tudo permitiria fazer do último artigo do ano um momento de celebração. Mas, ao invés de um tradicional Feliz Ano Novo, é mais correto alertar para os riscos adiante.
A inflação mostra sinais de sair do controle. A taxa seria ainda maior se não fossem as medidas artificiais de controle de preços, que não podem durar muito, e vão cobrar um preço alto quando se esgotarem como, por exemplo, a repressão ao preço do combustível, que desequilibra financeiramente a Petrobrás.
Cabe alertar que a inflação sobre os bens de consumo das camadas mais pobres, em quase 8% este ano, reduz substancialmente os resultados da Bolsa Família e os aumentos no Salário Mínimo.
O reduzido desempenho do PIB tem características estruturais que dificilmente serão superadas de maneira estável, se a economia não for capaz de fazer duas inflexões.
Primeira, mudar a exagerada preferência pelo consumo que sacrifica a poupança. O Brasil consumidor de hoje inibe a taxa de crescimento no futuro, por falta de poupança. Esta falta de poupança está vinculada não apenas à preferência pelo consumo, mas também à falta de oportunidades de investimento nos setores mais dinâmicos da economia moderna.
Impressionante como esse seminaristazinha petista mudou...Tudo isso que está aí, hoje, nesse nosso abagunçado Patropi, tem uma pázinha de cimento colocada por ele. Aí,umas briguinhas com o Pagé apedeuta, levou o nosso padrecozinho para essa discreta e indecisa meia-oposição...Gostaria de saber o economista que escreveu essas linhas para ele, pois estão boas demais para ser de sua lavra.
ResponderExcluirEu vejo a realidade brasileira diferente. Continua muita gente desempregada, muitos miseráveis sem lar, sem teto morando nas ruas, sob viadutos e nas praças; a periferia de indigentes aumentando mais, a saúde pública uma vergonha, idem a educação, a segurança pública. A nova classe social, decantada pelo governo, está endividada com cartão de crédito e crediário porque foi gastar o que não tinha para atender ao apelo do governo que desejava aquecer a produção nacional. Por exemplo, nunca se vendeu tanto carro no Brasil para compradores sem poder aquisitivo, estimulado pelas autoridades governamentais.
ResponderExcluirAssim, principalmente no período do governo petista, o país não teve competência para continuar plantando para colher no futuro. O governo atual limitou-se a colher os frutos de árvores plantadas anteriormente.