
Mais do que um traço nos mapas escolares, um novo estado significa mais burocracia e gastos com câmaras estaduais, bombeiros, policiais, governadores, além de novos deputados e senadores. Apesar do custo para erguer uma nova estrutura, no Congresso há pelo menos 14 projetos que propõem a criação de novos estados. Se todos eles fossem aprovados, o país ganharia 14 novas unidades entre estados e territórios federais, passando a ter 41 no total.
Um acréscimo que não seria barato. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou no ano passado um estudo em que estima em R$ 832,14 milhões o custo fixo anual de manutenção de um estado no Brasil sem considerar a sua população ou sua atividade econômica. Segundo o Ipea, cada habitante custaria R$ 564,69 a mais ao gasto público estadual e cada real produzido em um estado requer um aumento de 7,5 centavos em termos de gasto público estadual. Um número contestado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (foto), autor de três projetos que propõem a criação de novos estados.
Se todos os projetos fossem aprovados e o custo fosse o mesmo para os territórios federais, apenas em um ano o país gastaria R$ 11,649 bilhões na manutenção destas novas unidades da federação.
- Esse (o estudo do Ipea) é um dado falso. Só o que vai ser arrecadado de imposto dá para tocar o estado. O resto é investimento federal. O principal objetivo da República é eliminar as desigualdades regionais e esse raciocínio (do gasto) é uma espécie de colonialismo interno. Não fosse a Zona Franca de Manaus, por exemplo, a Amazônia ocidental seria uma área completamente paupérrima - disse Mozarildo, defensor de todos os projetos que envolvam a região da Amazônia.
Mas a medida não é unanimidade no Congresso onde muitos projetos estão parados há mais de uma década. Entre os contrários às mudanças no mapa brasileiro, há deputados e senadores que apontam desde o atual momento de crise econômica e o gasto extra, que consideram desnecessário, ao argumento que o Brasil já está consolidado com as atuais 27 unidades da federação.
- O gasto que teríamos com burocracia é enorme. E há estados que não se sustentariam porque não teriam nível de arrecadação. Por mais que eles recebam o fundo de participação, (o dinheiro) seria insuficiente - critica a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Os parlamentares a favor das divisões, no entanto, argumentam que um estado menor poderia ser mais bem administrado e citam o exemplo de Tocantins, que pertencia a Goiás, e do Mato Grosso, que se dividiu gerando o Mato Grosso do Sul. Também afirmam que a população mais pobre seria mais bem assistida e o estado se desenvolveria mais do que se ficasse na dependência de um governo central muitas vezes distante do interior, como no caso do Pará ou do Amazonas.
- Os exemplos do Mato Grosso e de Goiás me levam à conclusão que o Piauí dará um grande passo na aceleração do seu crescimento e na diminuição das desigualdades internas - afirma o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que aprova a criação do estado de Gurgueia.
- Tocantins custou mais de R$ 1 bilhão para a instalação inicial. E do ponto de vista de distribuição de renda e desenvolvimento, não é um exemplo - rebate o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI).
Com tanta controvérsia e a pauta do Congresso voltada para a reforma política e a reforma tributária, é difícil imaginar que alguma das tentativas de plebiscito ganhe a luz do dia. Se elas fossem aprovadas, contudo, o país ficaria bem diferente do que conhecemos. Pelo menos no mapa.
- Esse (o estudo do Ipea) é um dado falso. Só o que vai ser arrecadado de imposto dá para tocar o estado. O resto é investimento federal. O principal objetivo da República é eliminar as desigualdades regionais e esse raciocínio (do gasto) é uma espécie de colonialismo interno. Não fosse a Zona Franca de Manaus, por exemplo, a Amazônia ocidental seria uma área completamente paupérrima - disse Mozarildo, defensor de todos os projetos que envolvam a região da Amazônia.
Mas a medida não é unanimidade no Congresso onde muitos projetos estão parados há mais de uma década. Entre os contrários às mudanças no mapa brasileiro, há deputados e senadores que apontam desde o atual momento de crise econômica e o gasto extra, que consideram desnecessário, ao argumento que o Brasil já está consolidado com as atuais 27 unidades da federação.
- O gasto que teríamos com burocracia é enorme. E há estados que não se sustentariam porque não teriam nível de arrecadação. Por mais que eles recebam o fundo de participação, (o dinheiro) seria insuficiente - critica a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Os parlamentares a favor das divisões, no entanto, argumentam que um estado menor poderia ser mais bem administrado e citam o exemplo de Tocantins, que pertencia a Goiás, e do Mato Grosso, que se dividiu gerando o Mato Grosso do Sul. Também afirmam que a população mais pobre seria mais bem assistida e o estado se desenvolveria mais do que se ficasse na dependência de um governo central muitas vezes distante do interior, como no caso do Pará ou do Amazonas.
- Os exemplos do Mato Grosso e de Goiás me levam à conclusão que o Piauí dará um grande passo na aceleração do seu crescimento e na diminuição das desigualdades internas - afirma o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que aprova a criação do estado de Gurgueia.
- Tocantins custou mais de R$ 1 bilhão para a instalação inicial. E do ponto de vista de distribuição de renda e desenvolvimento, não é um exemplo - rebate o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI).
Com tanta controvérsia e a pauta do Congresso voltada para a reforma política e a reforma tributária, é difícil imaginar que alguma das tentativas de plebiscito ganhe a luz do dia. Se elas fossem aprovadas, contudo, o país ficaria bem diferente do que conhecemos. Pelo menos no mapa.
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Os novos Estados a serem criados, conforme projeto do Senador Mozarildo Cavalcanti: Triângulo - Gurgueia - Tapajós - Carajás - Planalto Central - Rio São Francisco - Araguaia - Maranhão do Sul - Território Federal do Pantanal - Território do Rio Negro - Território Federal do Solimões - Território Fedral do Juruá - Território Federal do Oiapoque - Mato Grosso do Norte.
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- E aí, Ivanildo ?
- Se bem entendi, o Mato Grosso atual fica como está. Ao sul, o Mato Grosso do Sul também fica como está. Ao norte, entra o Mato Grosso do Norte. Então minha sugestão é que o atual Mato Grosso se transforme em Mato Grosso do Meio. Não é genial, chefe ?
No meu tempo chamava-se Trem da Alegria. Agora o blog, sempre original, lançou a "patuscada" que (tive que ir ao dicionário) é o mesmo que "farra". Trem da Alegria, patuscada ou farra, não importa. Esta tentativa de criação de 14 novos estados é, isto sim, mais uma vergonha, um escândalo dos nossos políticos. Como se diz sempre, seria cômico se não fosse trágico.
ResponderExcluir"Completamente paupérrima" é de chorar.
ResponderExcluirA lógica de que impostos e subsídios do governo cobrem todas as gastanças dos políticos é de um primarismo nível QI de ameba.
O Mozarildo podia honrar pelo menos a primeira metade do nome e criar obras para o bem da humanidade.
Del Castillo, muito bom seu comentário. Ressalto que em todas as suas partes. A última foi 10.
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