domingo, 15 de março de 2009

Rio Solidário (3)



Tatiana Simioni (foto) ensina inglês para a garotada da Rocinha e ainda dá expediente numa creche na favela. Leilane Pereira arregimenta voluntários para trabalhar no Inca.
Já Tatiana, de 30 anos, viveu grande parte da sua vida entre celebridades e nobres, como a rainha da Inglaterra, país onde morou. Hoje, ela vive outra realidade. A carioca formada em Turismo e Hotelaria conta que vai pelo menos duas vezes por semana à Favela da Rocinha, onde ensina inglês para os jovens e ajuda a cuidar dos filhos dos moradores numa creche.
- Claro que estar num hotel cinco estrelas é muito bom, mas cheguei a um ponto na minha vida em que decidi fazer aquilo de que gosto. Descobri que minha verdadeira vocação é cuidar dos outros - conta. - Fui observada no início do meu trabalho, mas hoje há um respeito mútuo na comunidade. Sou chamada de teacher (professora, em inglês) pelas crianças e isso é um carinho enorme para o meu coração.
Tatiana disse que teve o primeiro contato com a pobreza ao viajar para o Peru para conhecer a família da mãe, quando tinha 8 anos. Ela conta que guarda na memória a imagem das pessoas carentes nas ruas.
- Minha mãe também era voluntária. Eu lembro que ia à igreja com ela, que dava aulas de alfabetização para adultos. E não há salário no mundo que pague a felicidade no rosto de um idoso que conseguiu ler o próprio nome - recorda.
Tatiana pretende, a partir do ano que vem, se dedicar ao trabalho voluntário ao redor do mundo, começando pela América Latina.

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