domingo, 15 de março de 2009

O G20 e a Crise Econômica



Ministros das Finanças do G-20 (foto) procuraram assegurar neste sábado que os países em dificuldade podem contar com a ajuda internacional, mas divergiram sobre os próximos passos para combater a pior crise econômica desde a década de 1930. Enquanto os Estados Unidos defendem mais gastos públicos como solução para o problema, países europeus defendem mudanças nas regras de regulação dos mercados. Uma medida que deve constar do comunicado será a regulação das agências de classificação de risco, cujo papel na crise de crédito global tem sido muito criticado.
No meio de outro foco de divergência está o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), contrários ao aumento de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), outra das medidas que deverá constar do comunicado formal dos ministros. Brasil, Rússia, Índia e China já anunciaram que não vão dar recursos extras ap FMI enquanto a instituição não for reformada para permitir maior participação dos quatro países emergentes.
Os ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais das maiores economias mundiais estão reunidos no sul da Inglaterra para preparar a cúpula de seus presidentes sobre a crise econômica que acontecerá no dia 2 de abril.
Economias da zona do euro têm resistido aos apelos dos Estados Unidos para que elevem seus planos de estímulo, argumentando que os recursos já injetados nas economias precisam de tempo para surtir efeito e que suas políticas sociais já asseguram um impulso automático de gastos.
- Nós não estamos mais tendo o debate de regulação versus estímulo - afirmou uma fonte que participa do encontro.
A expectativa predominante é de que os países concordem em duplicar os fundos do FMI para US$ 500 bilhões a fim de combater a crise. Japão e Europa já indicaram que poderão elevar suas contribuições. Alguns países desenvolvidos têm defendido que economias emergentes mais prósperas, como China e Arábia Saudita, também contribuam.
- Defenderemos um aumento significativo nos recursos do FMI - afirmou a fonte. - Países asiáticos emergentes não querem emprestar ao FMI porque há muito estigma associado ao Fundo.
Brasil, Índia, China e Rússia pediram um controle estrito dos 'hedge funds', por exemplo, mas uma autoridade europeia disse que essa não era prioridade para a reunião do próximo dia 2 de abril, com os presidentes dos países do G-20.
O FMI gastou quase US$ 50 bilhões ajudando países do Leste Europeu nos últimos meses e está pedindo que seus fundos de auxílio sejam duplicados para US$ 500 bilhões, enquanto o Banco Asiático de Desenvolvimento também espera mais recursos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Esta crise evidenciou de forma acachapante a dificuldade da tomada de decisões dos líderes da sociedade moderna.
Os saltos científicos e tecnológicos dos últimos anos não foram suficientes para dirimir dúvidas dos que dispõem de tantos dados a analisar. È mais cômodo esperar.
O problema é que o taxímetro está ligado e a conta acaba ficando "Impagável".