sexta-feira, 13 de março de 2009

Elle Voltou com a Corda Toda



No mesmo dia em que o presidente Lula brincou com a crise econômica e sugeriu que o jogador Ronaldo Fenômeno, do Corintians, fosse chamado para resolver o problema, quem se apresentou disposto a resolver as questões financeiras do país foi o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Na estreia como presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) disse que fará gestões junto ao governo para mudar medidas anunciadas para atenuar os efeitos da crise financeira, relativas à redução de IPI na compra de automóveis, e parcelamento das dívidas junto ao INSS, que estariam atingindo de forma impactante os municípios e estados mais pobres do país. Com críticas fortes, ele disse que não adianta a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, anunciar pacotes habitacionais sem antes os municípios mais carentes conseguirem equacionar sua inadimplência.
Em relação á prorrogação da redução do IPI, Collor disse que a comissão vai encaminhar uma posição conjunta pedindo que a medida só atinja os estados produtores, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, para que a queda na arrecadação não prejudique os estados e municípios consumidores. Lembrando que em alguns municípios o FPM compõe cerca de 80% da renda total, o presidente da Comissão endossou reclamações de parlamentares do Tocantins e Mato Grosso.
- Houve uma certa pressa do governo em adotar medidas para reativar setores da economia e evitar o desaquecimento e aumento do desemprego. Isso só está sendo vantajoso para os estados produtores, que já tem um ICMS muito elevado. Nós dos estados consumidores fomos enormemente penalizados. Alguma coisa deve ser feita e devemos tomar uma posição conjunta na Comissão - disse Collor.
Collor criticou também a medida que alonga a dívida dos municípios com o INSS, mas com desconto direto na fonte, incluindo dívidas contestadas na Justiça. Ele defende que municípios mais carentes possam pagar a dívida com um percentual de 2 a 3% da arrecadação, e os maiores e mais ricos assumam um percentual maior, sem desconto direto na fonte.
- Sem equacionar a inadimplência dos municípios, nenhuma política habitacional dará resultado. Não adianta a ministra Dilma anunciar pacote de habitação sem resolver esse problema - disse.
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Ivanildo:
- Esse marajá vai dar trabalho ao Lula, né não ?

Um comentário:

Anônimo disse...

O pretenso populismo desprovido de qualquer conhecimento de causa dos graves problemas da nação, faz com que as declarações dos políticos em exercício, na tentativa de apresentar soluções que tragam aplausos dos menos avisados, jamais ataquem a real causa dos problemas.
O problema da penúria de estados e municípios não será resolvido com paliativos e atitudes demagógicas.
A única solução está numa reforma tributária que transfira os recursos represados no governo federal para os mais habilitados a investi-los em favor dos contribuintes, os municípios, e os estados, nesta ordem de prioridade.