
Absolvido por unanimidade no processo movido contra ele pelo PTC, por infidelidade partidária, na noite desta quinta, o deputado Clodovil Hernandes (foto) disse que não esperava pelo resultado e que todo o processo contra ele serviu para seu crescimento pessoal. Indagado se estava feliz, afirmou:
- Não é uma situação que traga felicidade. Sou feliz quando ajudo os pobres, quando estou cuidando do povo que me colocou lá (na Câmara).
Eleito com quase meio milhão de votos, Clodovil acabou protagonizando em 2007 episódios que incomodaram os demais colegas deputados. Clodovil comprou briga com a bancada feminina na Câmara, ao dizer que as mulheres de hoje em dia tinham ficado muito ordinárias, que trabalhavam deitadas e descansavam em pé. Dias depois, desentendeu-se com Cida Diogo (PT-RJ), que colhia assinaturas para representar contra ele no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar.
Segundo Cida Diogo, Clodovil desrespeitou-a, chamando-a de feia e afirmando que não serviria sequer para ser prostituta. Cida relatou o episódio, ao deputado Inocêncio Oliveira, que presidia a sessão, aos prantos - tudo sendo televisionado pela TV Câmara - e vários deputados condenaram o deputado paulista. Sob forte pressão, o deputado foi vítima, dias depois, de um AVC e as representações contra ele acabaram engavetadas.
O deputado paulista negou há pouco ter xingado a deputada. Segundo ele, Cida Diogo agiu daquela forma porque tinha interesse em concorrer nas eleições de 2008:
- Não aconteceu nada. Ela queria ser prefeita de uma cidade de sua região. Nós todos somos viróticos. Luto pelas mulheres, pela família. Ela comprou a inimizade das pessoas que me queriam bem - disse o deputado.
Clodovil alegou nesta quinta, em sua defesa, que durante todos esses episódios, se viu abandonado pelo PTC. Os argumentos de justa causa para desfiliação do PTC e ingresso no PR foram aceitos pelos ministros, que acompanharam o relator do processo, ministro Arnaldo Versiani, na decisão de manter o mandato.
Ele afirmou que pretende lutar por um projeto que prevê o acompanhamento psicológico para pessoas que tenham câncer de próstata. Durante o julgamento, o deputado demonstrou apreensão e emocionou-se ao ver o resultado favorável a ele.
Clodovil foi eleito, em 2006, pelo PTC, mas em agosto de 2007 desfiliou-se do partido e ingressou no PR. No início de 2007, o TSE decidiu que o mandato pertencia ao partido e não ao eleito. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal, que ratificou o entendimento. O relator entendeu que havia justa causa para a mudança de legenda porque houve grave discriminação do partido a Clodovil.
- A permanência ( no partido) se tornou impraticável e a convivência insuportável - justificou o ministro Versiani.
Como a mudança foi feita depois do prazo limite estabelecido pelo TSE para que a mudança do partido pelo qual o político tenha sido eleito não implicasse em risco de perda do mandato ( 27 de março de 2007), o PTC recorreu à Justiça para reaver a vaga. Clodovil argumentou que deixou a legenda por ter sido abandonado pelos dirigentes do partido, desde o período eleitoral, quando não deram a ele material de campanha e depois, já no mandato, não deram assistência jurídica.
A defesa de Clodovil enfatizou que nem mesmo quando passou por problemas, amplamente divulgados pela mídia, como o desentendimento no plenário da Câmara com a deputada Cida Diogo,recebeu nota de apoio do partido.
- Não é uma situação que traga felicidade. Sou feliz quando ajudo os pobres, quando estou cuidando do povo que me colocou lá (na Câmara).
Eleito com quase meio milhão de votos, Clodovil acabou protagonizando em 2007 episódios que incomodaram os demais colegas deputados. Clodovil comprou briga com a bancada feminina na Câmara, ao dizer que as mulheres de hoje em dia tinham ficado muito ordinárias, que trabalhavam deitadas e descansavam em pé. Dias depois, desentendeu-se com Cida Diogo (PT-RJ), que colhia assinaturas para representar contra ele no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar.
Segundo Cida Diogo, Clodovil desrespeitou-a, chamando-a de feia e afirmando que não serviria sequer para ser prostituta. Cida relatou o episódio, ao deputado Inocêncio Oliveira, que presidia a sessão, aos prantos - tudo sendo televisionado pela TV Câmara - e vários deputados condenaram o deputado paulista. Sob forte pressão, o deputado foi vítima, dias depois, de um AVC e as representações contra ele acabaram engavetadas.
O deputado paulista negou há pouco ter xingado a deputada. Segundo ele, Cida Diogo agiu daquela forma porque tinha interesse em concorrer nas eleições de 2008:
- Não aconteceu nada. Ela queria ser prefeita de uma cidade de sua região. Nós todos somos viróticos. Luto pelas mulheres, pela família. Ela comprou a inimizade das pessoas que me queriam bem - disse o deputado.
Clodovil alegou nesta quinta, em sua defesa, que durante todos esses episódios, se viu abandonado pelo PTC. Os argumentos de justa causa para desfiliação do PTC e ingresso no PR foram aceitos pelos ministros, que acompanharam o relator do processo, ministro Arnaldo Versiani, na decisão de manter o mandato.
Ele afirmou que pretende lutar por um projeto que prevê o acompanhamento psicológico para pessoas que tenham câncer de próstata. Durante o julgamento, o deputado demonstrou apreensão e emocionou-se ao ver o resultado favorável a ele.
Clodovil foi eleito, em 2006, pelo PTC, mas em agosto de 2007 desfiliou-se do partido e ingressou no PR. No início de 2007, o TSE decidiu que o mandato pertencia ao partido e não ao eleito. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal, que ratificou o entendimento. O relator entendeu que havia justa causa para a mudança de legenda porque houve grave discriminação do partido a Clodovil.
- A permanência ( no partido) se tornou impraticável e a convivência insuportável - justificou o ministro Versiani.
Como a mudança foi feita depois do prazo limite estabelecido pelo TSE para que a mudança do partido pelo qual o político tenha sido eleito não implicasse em risco de perda do mandato ( 27 de março de 2007), o PTC recorreu à Justiça para reaver a vaga. Clodovil argumentou que deixou a legenda por ter sido abandonado pelos dirigentes do partido, desde o período eleitoral, quando não deram a ele material de campanha e depois, já no mandato, não deram assistência jurídica.
A defesa de Clodovil enfatizou que nem mesmo quando passou por problemas, amplamente divulgados pela mídia, como o desentendimento no plenário da Câmara com a deputada Cida Diogo,recebeu nota de apoio do partido.
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- Algum comentário, Ivanildo ?
- Não, chefe. Qualquer coisa que disser vão me acusar de discriminação contra os gays.
2 comentários:
Alguém pode me informar quem é o cabeleireiro do Clodovil ? O penteado dele está um show !
Nada contra os gays nem contra os costureiros, mas é um tanto quanto estranho que um gay costireiro receba 500 mil votos no Estado de São Paulo. Enfim, como dizia Churchill, "a democracia é um péssimo regime, mas eu não conheço nenhum melhor"
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