sábado, 3 de março de 2012

PMDB: Uma sublegenda do PT ?


BRASÍLIA - Por meio de um manifesto, uma ala PMDB decidiu formalizar sua insatisfação com o forma do PT governar e tratar seu principal aliado. O documento já conta com 45 assinaturas, dos 77 deputados peemedebistas, e a adesão deve crescer até a próxima semana, quando será entregue ao vice-presidente da República, Michel Temer, (foto) e ao presidente da legenda, Valdir Raupp (RO).

O  manifesto diz que existe uma "relação desigual e injusta" no tratamento que o governo dá ao PMDB, sem permitir que a legenda participe das decisões maiores tomadas, e que "é visível o esforço do governo para fortalecer o Partido dos Trabalhadores". O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), também receberá o documento formalmente na próxima semana, mas diz que o PMDB continuará votando com responsabilidade, como fez na votação do projeto que cria a previdência complementar do servidor público (Funpresp).O PT é citado nominalmente no texto, que enfatiza a ação dos petistas de tentarem enfraquecer a predominância do PMDB nos municípios. A reclamação é que o PMDB vive no governo como uma "sublegenda do PT", segundo os deputados.

O texto evita tratar da queixa mais constante de peemedebistas: a falta de espaço e sub-representarão no governo Dilma. Segundo um dos líderes do movimento, deputado Danilo Fortes (PMDB-CE), não é um movimento por mais cargos ou de ameaça em votações na Casa, mas por maior protagonismo no governo por parte de uma bancada que tem sido mais fiel que o próprio PT nas votações de interesse do governo.

- O tratamento dispensado ao PMDB é, muitas vezes, humilhante, sub-rogado ao segundo plano. Só somos convocados para votar a favor do governo e defender as denúncias de malfeitos. Queremos discutir políticas públicas, fazer o PMDB participar, dando autonomia aos espaços que o PMDB possui. Hoje os ministérios estão todos tutelados -afirmou Danilo Fortes (PE).
Henrique Alves tem sido pressionado pela bancada peemedebista para mudanças na proposta do Código Florestal e o governo e o PT querem manter o texto do Senado. Para muitos, o PMDB foi novamente escanteado, com a relatoria do projeto dos royalties entregue ao petista Carlos Zarattini (SP).

O documento dos peemedebistas pede a realização de um encontro nacional no dia 25 de abril para a retomada da mobilização municipalista. Uma das grandes preocupações dos deputados é em relação à eleição deste ano. "Estamos vivendo uma encruzilhada onde o Partido dos Trabalhadores se prepara com ampla estrutura governamental para tirar do PMDB o protagonismo municipalista e assumir seu lugar como maior partido com base municipal do país", diz o manifesto.

O deputado Osmar Terra (PMDB-RS) é outro parlamentar que assina o documento.
- É um manifesto de insatisfação com o papel secundário que estamos tendo - disse Osmar Terra.
Os parlamentares do PMDB ainda estão sendo procurados para assinar o documento. Até mesmo a vice-presidente da Câmara, Rosi de Freitas (PMDB-ES), assina o manifesto, ao lado de Renan Filho (AL) e Darcísio Perondi (PMDB-RS). Por enquanto, o discurso é de que o movimento é da Câmara, mas tem a simpatia de senadores.

Coisas e Coisas do governo Lula (20/7/2004) = Ricardo Noblat


Como disse recentemente José Genoíno, presidente nacional do PT, a propósito de um assunto qualquer, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
Uma coisa é o bom momento que o governo parece atravessar: multiplicam-se os indicadores de que a economia retomou o crescimento; nada existe na agenda de votação do Congresso capaz de criar embaraços nos próximos meses; os todo-poderosos ministros Palocci e José Dirceu afinaram o discurso; e ficou para o fim do ano ou começo do próximo uma possível nova reforma do ministério.
Destaque-se, também, a contenção de Lula que tem derrapado menos nos seus improvisos. Ou tem improvisado menos. Bem, isso tudo é uma coisa.
A outra coisa é: os responsáveis pela grana dentro do governo economizam mais do que o previsto e seus colegas se queixam de falta de grana para tocar o mínimo em suas respectivas áreas; no âmbito do governo e mesmo em sua periferia, não existe nenhuma discussão sobre como driblar as armadilhas da política econômica herdada de FHC e sua turma.
José Dirceu espera passarem as eleições municipais para decidir o que fará da vida - se fica ou se sai do governo; e o PT está às vésperas de colher algumas derrotas eleitorais comprometedoras. Se elas de fato ocorrerem, serão debitadas à política de Palocci. E recrudescerão as pressões para mudá-la.
O ministro da Fazenda está na dele com o aval de Lula. O ministro da Casa Civil não está na dele - primeiro porque perdeu força dentro do governo e não conseguiu recuperá-la; segundo porque tem tantas atribuições que não consegue dar conta de todas elas; terceiro porque virou uma espécie de gerente administrativo do governo quando gostaria de ser seu coordenador político; e quarto porque continua sendo contra a política de Palocci, mas não vê sinais de que ela será alterada.
Há mais oposição à política econômica na Esplanada dos Ministérios do que pode sugerir a falsa calmaria que por lá impera. Até assessores de maior confiança do presidente, como é o caso de Frei Beto, já disseram a ele com lealdade que se preparam para ir embora tão logo passem as eleições. A todos, Lula pede paciência, paciência, paciência. É mais para o público interno do que para o externo que Lula tem pedido confiança.
É improvável que possíveis maus resultados colhidos pelo PT nas eleições municipais sejam capazes de enfraquecer Palocci ou de fazê-lo admitir uma correção de rota na sua política. Pelo contrário: nesse caso, Lula se verá tentado a se inclinar ainda mais para a direita na suposição de que agindo assim evitará o fortalecimento dos seus adversários - leia-se PSDB e PFL, principalmente o primeiro.
Em resumo: para o bem ou para o mal, salvo algum fato extraordinário, o governo Lula se arrastará até 2006 mais ou menos do jeito que está e que é hoje.

Barrichello na Fórmula Indy


Rubens Barrichello vai correr na Indy em 2012 Foto: Arquivo
Rubens Barrichello vai correr na Indy em 2012ARQUIVO

RIO - Após ficar sem equipe na Fórmula 1 nesta temporada após 19 anos na categoria, Rubens Barrichello anunciou nesta quinta-feira que vai disputar a F-Indy em 2012. Rubinho vai correr pela equipe KV e terá como companheiro o amigo Tony Kanaan.
A estreia de Rubinho na Indy será no próximo dia 25, em São Petersburgo, na Flórida. Ele vai disputar as 16 provas da temporada - incluindo as cinco corridas em circuitos ovais. A Indy tem uma prova no Brasil, marcada para o dia 29 de abril, em São Paulo.
- Estou muito feliz, porque é uma nova fase da minha vida. Amo tudo isso que faço e é um prazer estar renascendo em uma categoria nova e continuar me divertindo - disse Rubinho à TV Globo.
Prestes a completar 40 anos, em maio, Rubinho é o recordista de participações na F-1, com 322 largadas em GPs. O brasileiro venceu 11 corridas, fez 14 poles e 68 pódios. Ele foi vice-campeão mundial em 2002 e 2004, quando corria pela Ferrari. A equipe de Rubinho na Indy, a KV, venceu apenas uma prova em sua história, em 2008.


Mais um pouco de Fina Estampa


Ferdinand (Carlos Machado) bem que tentará escapar dos crimes  que cometeu em “Fina estampa”, mas o ex-bombeiro será denunciado à polícia nos próximos capítulos da novela de Aguinaldo Silva. Loira, personagem de Fiorella Mattheis na trama, será levada à delegacia e, ao prestar depoimento, acabará dando com a língua nos dentes.
Quinzé (Malvino Salvador) estará acompanhado de um oficial de Justiça quando verá Loira na praia. Ele reconhecerá a mulher que o dopou e a levará à polícia.
Loira então contará ao delegado que foi contratada por Ferdinand para aplicar o golpe conhecido por "Boa Noite Cinderela" no filho de Griselda (Lilia Cabral). Ela alegará que, desde o início, achava que a ideia do fortão era apenas pregar uma peça em Quinzé e que não imaginava que sua intenção era matá-lo.
A periguete acabará liberada, mas antes de ir embora cruzará com Quinzé e Griselda. Ela pedirá desculpas aos dois

A Reflexão do Dia - Maria Bethania Passarelli

E eu que pensava que pastor evangélico entendia apenas de rebanho. Pelo visto deve entender também de cardume.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Responsabilização - Veríssimo


Cristopher Hitchens disse certa fez que se fizera uma promessa: não leria mais nada escrito pelo Henry Kissinger até que fossem publicadas suas cartas da prisão.
O Hitchens já morreu, o Kissinger continua escrevendo (seu último livro é sobre a China) e são poucas as probabilidades de que venha a ser julgado, o que dirá preso, pelo que aprontou — no Chile e no Vietnã, por exemplo.
Sua posteridade como estrategista geopolítico e conselheiro de presidentes está assegurada, ele morrerá sem ser responsabilizado por nada e não serão seus inimigos que escreverão seu epitáfio.
O juiz espanhol Garzón, aquele que mandou prender o Pinochet, estava mexendo com o passado franquista da Espanha, também atrás de responsabilização, e bateu de frente com a reação. Recorreram a um tecnicismo de legalidade duvidosa para barrá-lo. Lá também se invoca uma Lei da Anistia para impedir uma investigação dos crimes da ditadura. Anistia não anula responsabilização.
A partir do tribunal de Nuremberg que julgou a cúpula nazista no fim da Segunda Guerra Mundial, passando pelos julgamentos de tiranos em cortes internacionais desde então, o objetivo buscado é a responsabilização, que não tem nada a ver com retribuição, vingança ou mesmo justiça.
Até hoje discute-se a legalidade formal, de um ponto de vista estritamente jurídico, dos processos em Nuremberg, mas era impensável, diante da enormidade do que tinha acontecido, e sob o impacto das primeiras imagens dos corpos empilhados nos campos de concentração nazistas recém-liberados, que eles não se realizassem.
Alguma forma de responsabilização era uma necessidade histórica. Com alguma grandiloquência se poderia dizer que a consciência humana a exigia.
A tal Comissão da Verdade que se pretende no Brasil responderia à mesma exigência histórica, além da necessidade de completar a história individual de tantos cujo destino ainda é desconhecido.
A julgar pela rapidez com que, aos primeiros protestos de evangélicos e bispos católicos, o Gilberto Carvalho correu para lhes dizer que a posição do governo em relação ao aborto continuaria retrograda como a deles, pode-se duvidar da disposição do governo para enfrentar a reação que virá, como na Espanha do Garzón, ao exame do nosso passado e à responsabilização dos seus desmandos.
Vamos torcer para que, neste caso, a espinha do governo seja mais firme.
Pois sem responsabilização as histórias ficam sem fim, soltas no espaço como fiapos elétricos, e o passado nunca vai embora.

Neymar em Los Angeles





Zac Efron na pré-estreia do filme “O Lorax”, em Los Angeles
Foto: PHIL McCARTEN / REUTERS

Zac Efron na pré-estreia do filme “O Lorax”, em Los AngelesPHIL MCCARTEN / REUTERS
RIO - A notícia de que o ator americano Zac Efron iria a São Paulo, nesta terça-feira (28), para as inaugurações de três lojas da marca John John (na capital paulista, em Ribeirão Preto e Campinas) atingiu as fãs de “High School Musical” como um raio. Rapidamente as garotas começaram a se organizar nas redes sociais para descobrir mais informações e esperar pelo astro nos shoppings onde ocorreriam os eventos. Como prometido, Zac desembarcou no Brasil, atendeu a algumas fãs no aeroporto, mas, para a desilusão de outras milhares de meninas, os três encontros com o rapaz foram cancelados! A assessoria de imprensa do Shopping Iguatemi, em Campinas, justificou o cancelamento dizendo que o ator teve “um contratempo de viagem”, mas é bem provável que o motivo tenha sido mesmo a confusão formada pelo enorme número de fãs nas entradas dos locais, o que comprometeria a segurança de Zac.

 

O Escritor e a Loucura - Zuenir Ventura



Para só quem conhece Rubem Fonseca (foto) no Brasil, é difícil imaginar a cena ocorrida na semana passada em Póvoa de Varzim, cidade de Eça de Queirós. no Norte de Portugal, quando o escritor que não dá entrevista, não se deixa fotografar e não faz palestra, a nossa Greta Garbo, de microfone em punho, rodando em volta da mesa onde deveria estar sentado ao lado de meia dúzia de importantes colegas portugueses, iniciou sua fala. "Aqui nessa mesa todos somos loucos" Dizia e punha a mão no ombro de cada um, inclusive do quase nonagenário filósofo Eduardo Lourenço Jorge. "A literatura é uma forma socialmente aceita de loucura", justificava. Na plateia, mais de 200 pessoas assistiam meio incrédulos, misturando espanto e muitos risos, à palestra-show do autor de "Bufo & Spallanzani", que foi premiado no 13* Correntes d'Escrita, o encontro anual que reúne escritores de expressão ibérica.
Citando em dez minutos doze autotres de variadas nacionalidades (é o único a fazer isso com naturalidade, sem ser pedante), Rubem apontava as condições necessárias para alguém se dedicar ao ofício da escrita. A primeira, indispensável, seria então a loucura. Recorrendo ao exemplo do inglês W. H. Auden, ele garantiu que a maneira de formar um poeta é torná-lo. quando criança, bem neurótico. Basta isso ? Perguntou para responder que não, que o candidato devia ser alfabetizado, "mas não muito". E não precisa ser inteligente ? Nem sempre. Segundo ele, Somerset Maughan confessou ter conhecido centenas de colegas, mas poucos, inteligentes. "Concordo com isso", acrescentou Rubem, para delírio da plateia.
As outras condições seriam ser motivado  (sem motivação você não descasca nem uma banana), imaginativo (e virando-se para os que compunham a respeitável mesa, disse "O escritor tem que ter imaginação, ouviram, meninos ") e, finalmente ser paciente. Para ilustrar, citou o caso do romancista francês Gustave Flaubert, que levou cinco anos para escrever "aquele livrequinho de 200 páginas, Madame Bovary" porque ficou à espera sa palavra certa, o "mot juste". "Não existe sinônimo, estão ouvindo ? Cada palavra tem um significado diferente, ensinou, provocando mais risos: "Essa coisa de sinônimo é conversa mole para dormir dos gramáticos"
No final, sobrou também para o público: "Vocês aí, não pensem que, por não serem escritores, não são  loucos também" Foi aplaudido de pé.
Em 1995, assisti a um show parecido em Havana, onde ele e eu fomos jurados do Prêmio Casa das Américas. Quando descrevi na volta o que tinha visto, um Rubem Fonseca solto, desinibido, fazendo graça e arrancando gargalhadas ao ter dois contos, um violentíssimo e outro quase obsceno, muitos aqui duvidaram. Agora tem o YouTube para comprovar. Podem conferir:

http//youtu.be/QqjLOOs8h5k

As Bolhas - Vídeo


Hugo Chávez Piora

O presidente Hugo Chavez teve uma pequena hemorragia interna ontem e teria que ser submetido a uma nova cirurgia para estancá-la, mas sua debilidade física não permitiu. Ele está sendo tratado no Centro de Tratamento Intensivo do Cimeq. As notícias oficiais, que divulgaram até mesmo um twitter atribuído ao presidente venezuelano dizendo que se recuperava bem, são atribuídas à tentativa de esconder sua piora de saúde. Na sua coluna do jornal El Universal o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda informa que a situação é mais grave do que as autoridades venezuelanas admitem.

O Conde

O velho Conde, retornando de seu passeio matinal chega à sua mansão, e é recebido pelo seu mordomo que, com um largo sorriso e uma reverência, abre-lhe a porta e, de cabeça abaixada, o saúda dizendo:
 - Entre,  seu grande filho de uma puta,  de onde é que o idiota do Conde vem com essa cara de viado velho?
 E o Conde, sorridente,  lhe responde:
 Do otorrino,   acabo de colocar um aparelho auditivo...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Entenda a Teoria do Rabo Preso



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Romney vence mais Duas






Mitt Romney com a mulher, Ann, após ter a vitória em Michigan e Arizona anunciada
Foto: Reuters



Mitt Romney com a mulher, Ann, após ter a vitória em Michigan e Arizona anunciadaREUTERS
PHOENIX, Arizona e DETROIT, Michigan - O ex-governador Mitt Romney venceu com folga a primária do Partido Republicano no Arizona, mas o triunfo apertado em relação ao ex-senador Rick Santorum em Michigan, seu estado natal, despertou temores de que o processo de escolha do candidato republicano à Presidência se prolongue demais.
Uma sequência de resultados magros retardaria a definição do nome que enfrentará o presidente Barack Obama, nas urnas, em novembro. Isso porque, nos próximos 15 estados a realizarem prévias, os delegados que votarão na convenção partidária de agosto serão divididos proporcionalmente, de acordo com a posição de chegada dos concorrentes.
Já às 22h, as redes de TV CNN, ABC e NBC deram projeções confirmando a vitória de Romney no Arizona — o que lhe rende todos os 29 delegados em jogo. Com 100% das urnas apuradas, ele obteve 47% dos votos do estado, enquanto Santorum aparece com 26%.
A contagem, porém, foi apertada em Michigan, onde os 30 delegados do estado são distribuídos segundo o critério de proporcionalidade. Com 99% das urnas apuradas, Romney tem 41% dos votos, seguido de perto por Santorum, com 37%.
Os dois estados são fundamentais para determinar os rumos da chamada Super Terça, no dia 6, quando vão às urnas republicanos de 11 estados para disputar 419 delegados. Antes, no próximo sábado, os eleitores do partido no estado de Washington fazem sua escolha. São necessários 1.144 delegados para garantir a nomeação republicana. Romney tinha, até ontem, 123, contra 72 de Santorum.


Hugo Chávez: O Mistério Continua




Presidente venezuelano foi para Cuba na semana passada retirar uma nova ‘lesão’ supostamente maligna
Foto: AFP
Presidente venezuelano foi para Cuba na semana passada retirar uma nova ‘lesão’ supostamente malignaAFP
RIO — No primeiro comunicado oficial do governo venezuelano desde a cirurgia de Hugo Chávez em Cuba, o vice-presidente Elias Jaua disse que o chefe de Estado passa bem e que a lesão foi “completamente removida” na operação. O anúncio otimista contrasta com as recentes notícias de que médicos procuram novos tumores em Chávez, temendo que seu estado de saúde seja pior do que o anunciado.
Jaua ainda contou que Chávez está em contato direto com seu Gabinete. Os únicos detalhes divulgados pelo vice-presidente foi de médicos realização “a extração total da lesão pélvica” e que “não houve complicações” ao longo do procedimento.
De acordo com fontes, a operação teria durado 90 minutos e acontecido de noite em um hospital cubano. Até agora, os relatos indicam que a cirurgia teria sido realizada no Centro de Investigações Médico Cirúrgicas (Cimeq), em Havana, considerado o melhor do sistema de saúde do país e que já teve o ex-presidente Fidel Castro como paciente.
Na noite de segunda-feira, o colunista do GLOBO Merval Pereira adiantou que o presidente venezuelano foi submetido a uma laparotomia exploradora, cujo objetivo era buscar por novos tumores além do que já foi extirpado na mesma região que, em junho, foi detectado um câncer no governante. Segundo fontes, a situação de Chávez seria pior do que o anunciado.
Durante toda o dia de ontem médicos analisaram exames e trocaram informações até com um profissional de Moscou para saber qual o melhor procedimento no caso de Chávez, contou Merval em seu blog. Mais cedo, o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda anunciou que dois dos três médicos que cuidam do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estariam em Havana, mas a informação foi desmentida. Segundo Merval Pereira, há informações de que um brasileiro faz parte da equipe que cuida de Chávez em Cuba e teria acompanhado sua cirurgia.




PSDB, São Paulo: Prévias Adiadas








Reunião da executiva municipal do PSDB Foto: Eliária Andrade / O Globo
 Silvia Amorim, O Globo
O adiamento das prévias do PSDB em São Paulo para dar mais tempo ao ex-governador José Serra fazer campanha foi marcada, nesta terça-feira à noite, por bate-boca e um racha na direção do partido.
Por 10 votos a 8, a Executiva municipal mudou a data, inicialmente marcada para o próximo domingo, para o dia 25. A discussão que ocorreu por mais de duas horas a portas fechadas continuou mesmo em frente às câmeras.
- É uma palhaçada - gritou o primeiro vice-presidente do PSDB paulistano, João Câmara, aliado do pré-candidato José Aníbal.
- Estamos há sete meses nesse processo e aí vem o Serra, às vésperas, e quer tratorar. Isso é uma provocação, um desrespeito à militância - continuou.
Serra disputa com Aníbal e o deputado federal Ricardo Tripoli a vaga de candidato do PSDB à prefeitura paulistana. 


Cuidado, esquerdistas: Não Mordam a Isca!





Crivella fala com a imprensa após anúncio de que integraria o governo Dilma
Foto: O Globo / Ailton de Freitas


Crivella fala com a imprensa após anúncio de que integraria o governo DilmaO GLOBO / AILTON DE FREITAS
BRASÍLIA – O senador Marcelo Crivella (PRB) é o novo ministro da Pesca e Aquicultura do governo Dilma Rousseff. Ele substitui Luiz Sérgio (PT-RJ), que volta a exercer o mandato na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, em nota lida pelo porta-voz da Presidência. A presidente Dilma Rousseff informou a troca na pasta sem detalhar os motivos. No texto, Dilma agradece o trabalho despenhado por Luiz Sérgio.
A mudança na pasta da Pesca visa a atender uma antiga reivindicação do PRB, que tem uma bancada de dez de deputados e cobrava do governo a participação no primeiro escalão. Crivella é o único senador do partido. O PRB, aliás, era a legenda do ex-vice-presidente da República José Alencar. A ministra da Secretaria das Relações Institucionais da Presidência, Ideli Salvatti, lembrou que o partido é um "precioso aliado" do governo, desde a gestão Lula.Luiz Sérgio iniciou o governo Dilma como ministro das Relações Institucionais, mas, sem se sair bem na articulação política,assumiu a pasta da Pesca no lugar de Ideli Salvatti, que foi para o seu lugar.
- A presidente fez um profundo reconhecimento pelo trabalho que o ministro Luiz Sérgio desenvolveu, mas também da importância de poder contar no governo, no ministério, com a representação do PRB, um partido pelo qual todos nós temos o maior respeito pela sua atuação e principalmente pelo respeito que todos nós temos, até uma forma de homenagear o nosso ex-vice presidente José Alencar. Toda a discussão da presidenta foi no sentido de integrar um partido que, durante todo o período do presidente Lula e agora, durante todo o governo da presidenta Dilma, sempre foi um partido extremamente aliado, firme, e atuante nas ações do governo. É a incorporação efetiva de um precioso aliado de muito tempo do nosso projeto - disse Ideli.
A ministra negou que a entrada de Crivella no ministério tenha sido uma tentativa do governo de acalmar os ânimos da bancada evangélica, que criticou duramente declarações do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, sobre uma "disputa ideológica" do governo com líderes evangélicos pela nova classe média. Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

A Fina Estampa de novo...



Nem tudo sairá conforme o planejado no casamento de Amália (Sophie Charlotte) e Rafa (Marco Pigossi) em "Fina estampa". Depois de se irritar com um barraco armado por Zuleika (Juliana Knust) em plena cerimônia na igreja, a filha de Griselda (Lilia Cabral) ainda receberá um presente nada agradável na mansão onde mora. Decidida a infernizar a vida da família, Tereza Cristina (Christiane Torloni) enviará um caixa contendo um rato morto para a noiva. Ela levará um grande susto.
A vilã pedirá que o fiel empregado Crô (Marcelo Serrado) entregue o embrulho sem o nome do remetente. Depois de recepcionar os convidados na festa em sua casa, Amália irá até o quarto trocar de vestido para o momento da valsa. Curiosa, não resistirá e começará a abrir os presentes que ganhou. A empresária ficará especialmente intrigada com a embalagem enviada pela perua e logo abrirá a caixa. Porém, terá a surpresa de encontrar o rato morto e ficará apavorada.
Ela gritará e chamará toda a família para o segundo andar da casa. Todos ficarão espantados, mas Griselda tentará contornar a situação. Quinzé (Malvino Salvador), então, jogará o animal fora e todos voltarão à festa.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quem vai substituir Lupi ?




Demora na escolha do sucessor do ex-ministro Carlos Lupi tem causado insatisfação no PDT
Foto: Ailton de Freitas / Arquivo O Globo
Demora na escolha do sucessor do ex-ministro Carlos Lupi tem causado insatisfação no PDTAILTON DE FREITAS / ARQUIVO O GLOBO
BRASÍLIA - A falta de consenso do PDT em torno de um nome e a posição do partido de votar nesta terça-feira contra a criação do Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos (Funpresp) são os dois principais problemas apontados pelo Palácio do Planalto para a substituição no Ministério do Trabalho. A demora na escolha do sucessor do ex-ministro Carlos Lupi tem causado insatisfação no PDT, que espera um chamado da presidente Dilma Rousseff para tratar do tema, ainda esta semana, antes da viagem para a Alemanha.
No núcleo palaciano, não foi bem recebida a informação de que o PDT decidiu votar majoritariamente contra o Funpresp, um projeto considerado prioritário pela presidente Dilma. Nesta segunda-feira, um ministro chegou a argumentar que se fosse o posicionamento individual de alguns parlamentares mais próximos do movimento sindical, não haveria problema. Mesmo assim, pela contabilidade palaciana, o governo conseguirá aprovar o Funpresp, mesmo sem os votos dos 26 deputados pedetistas. Esse fato deve dificultar a escolha do novo ministro do Trabalho.
Ao mesmo tempo, o governo quer que o PDT esteja unificado e pacificado em torno de um nome. Depois de muita divergência interna, a bancada do PDT tem apontado duas alternativas: a do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) e do secretário-geral da legenda, Manoel Dias. Já houve vetos internos aos nomes de alguns pedetistas. O Planalto foi informado que o próprio Lupi veta o nome do deputado Brizola Neto (PDT-RJ). Já o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), vetou o deputado Vieira da Cunha.
O líder da bancada, deputado André Figueiredo (PDT-CE), ligado a Lupi, disse nesta segunda-feira que o partido ainda aguarda ser chamado por Dilma para tratar do assunto. Ele alerta que o partido já começa a ficar impaciente com essa demora. O ex-ministro Lupi saiu do governo no início de dezembro. Desde então, a pasta é comandada pelo ministro interino Paulo Roberto Pinto. O líder pedetista também nega divisão no partido.
- O PDT não está dividido. Estamos aguardando ser chamados para conversar. Agora, toda paciência tem limite. Tem vozes internas defendendo que o PDT permaneça na base do governo, mas sem ministérios. Com essa demora na escolha do novo ministro, essa posição começa a ganhar força. Agora, independente de ministério, a bancada vai votar contra o Funpresp - avisou André Figueiredo.
Ele também reagiu ao movimento de setores do PT e do próprio governo, que passam a defender a tese de que o PDT tem um número pequeno de deputados para uma taxa de infidelidade elevada nas votações. E que na conta custo-benefício, o partido não deveria ficar com o Ministério do Trabalho. Para o líder André Figueiredo, essa crítica é de setores petistas ligados ao sindicalismo.
- Tem sempre grupos do PT que disputam internamente. Imagine, como esses grupos se comportam com os outros partidos - ironizou Figueiredo.
No Planalto, a avaliação é de que, diferente dos demais partidos, a presidente Dilma quer ter uma influência maior na escolha do nome do PDT. Principalmente, porque conhece os quadros do partido, já que até o ano 2000 era filiada ao partido. Por causa disso, interlocutores de Dilma apostam na preferência pelo deputado Vieira da Cunha, que já foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo ex-deputado Carlos Araújo. Na saída de Dilma do partido, houve um estremecimento na relação. Mas que já estaria superado.
- Estamos na expectativa do PDT ser chamado para uma conversa. O Lupi deverá levar nomes para que a presidente Dilma possa escolher - disse o deputado Vieira da Cunha.


A Novela das Prévias - Lauro Jardim


Embora Ricardo Trípoli e José Anibal ainda resistam a cancelar as prévias, José Serra já assumiu por conta própria a postura de candidato tucano na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Serra passou a tarde [de ontem] ao telefone discutindo o nome de seu futuro vice e tentando reunir antigos aliados (partidos nanicos, inclusive) para definir as alianças que serão a base política de sua candidatura.
Faltam poucos minutos para o último debate das prévias do PSDB, que ocorre no Centro de São Paulo. A situação entre os tucanos, para variar, é de impasse.
Depois de um dia intenso, entre reuniões e telefonemas, José Anibal e Ricardo Tripoli reiteraram que não aceitam o adiamento das prévias marcadas para domingo – uma exigência de José Serra a Geraldo Alckmin para entrar na disputa.
Até agora, a saida vislumbrada por Alckmin é levar a decisão para o voto, numa reunião da executiva municipal do partido, que será convocada para às 17h de amanhã.

Não Deixem de ver


http://www.youtube.com/watch?v=N6v_OS2acio&feature=youtu.be