quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ivanildo, o Possesso

Possesso, Ivanildo, de novo com um recorte na mão, da coluna do Elio Gaspari no Globo, adentra à redação e bota falação:
- Assim não dá, chefe. O Eremildo está oferendo tequinologia para a PM-SP. Olha só.
E lê, com razoável desenvoltura:
- Eremildo acha que o Batalhão de Choque ainda não conhece esse tipo de equipamento (uma escada que permite a entrada de um policial em qualquer janela do segundo andar de um prédio) pois seus sábios tiveram três dias para planejar a invasão do apartamento onde estava Lindeberg e, na hora do vamos ver, apareceram com uma escada curta.
Pergunto, já sabendo a resposta:
- E daí, Ivanildo ?
- Daí ?? Daí quando eu vou aparecer no Globo ? Vou ter de ficar aqui neste BLOG que ninguém lê ?
Respondo certo de que Ivanildo não vai entender:
- Calma, Ivanildo, o tempo se vinga das coisas que são feitas em a sua colaboração.
Ele não entendeu mesmo:
- Minha colaboração !?

Comentários dos Leitores

Esclarecimento: Por e-mail, um leitor me faz duas perguntas:
1 - Por que você repete os comentários no “corpo” do blog se eles já aparecerem quando se clica nos “comentários” ?
2 – Por que você responde a alguns comentários e não a todos ?
Respondo:
1 – Nem todos os leitores clicam nos comentários porque sequer sabem que existe esta possibilidade, tão pequenina são as letras.
2 – Respondo aos comentários que contêm alguma pergunta ou algum pedido de esclarecimento, e aos que contêm críticas, justas ou não, às matérias publicadas. Como exemplo, nesta edição, você encontra uma resposta à crítica do leitor Julio (sobre advogados) e uma resposta a uma pergunta do leitor anônimo (sobre meu psiquiatra).
______________________________________________________________________ Clara:
Sobre a nota "A Derrota de Paes - Cora Ronai":
A derrota é de nós todos, eleitores e moradores da cidade, eleitores de Gabeira ou não. O novo prefeito, pelo que mostram os truques que usou (desculpas por ofensa a Lulinha, por exemplo), não "tá nem aí...".

Sobre a nota "Sujou !":
É... Em boca fechada não entra mosca!
____________________________________________________________________ Michael sobre a nota "Sujou !":
Uma frase de Lincoln: É melhor ficar calado e acharem que você é um imbecil do que falar e confirmarem que você é um imbecil.
_____________________________________________________________________ Julio sobre a nota "Divisão de Bens":
Não é a primeira vez que você publica piadinhas (aliás, sem graça) denegrindo a imagem dos advogados.
Como advogado que sou, peço que você respeite minha profissão.
Prezado Julio,
Respeito sua profissão, como respeito a minha. Também sou advogado, formado pela PUC em 1964. Também brinco com psicanalistas, médicos etc. Não se sinta ofendido, não há razão para isso.
_________________________________________________________________ Anônimo sobre a nota "Comentários dos Leitores":
Na resposta ao leitor Henrique, você cita seu psiquiatra. Você já informou o óbvio, ou seja, que não existe nenhum Ivanildo, mas o psiquiatra, existe ou não ?
Caro Anônimo,
Existe, sim, é muito bom. Ouvi uma vez de um amigo que “ele fazia análise para agüentar as pessoas que não faziam”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Derrota de Paes - Cora Ronai


Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos.
Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.
Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.
Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?
Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.
Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.
Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio , que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.
Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"
Nojo, nojo, nojo.

Divisão de Bens

Dois amigos se encontram depois de muitos anos.
- Casei, separei e já fizemos a partilha dos bens.
- E as crianças?
- O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
- Então ficaram com a mãe?
- Não, ficaram com nosso advogado.

E Daí ?




Derrotas em São Paulo, Salvador e Porto Alegre. E daí ?

Sujou !

Marido e mulher, já deitados para dormir:
Ela - Se eu morresse você casava outra vez?
Ele - Claro que não!
Ela - Não?! Não por quê?! Não gosta de estar casado?
Ele - Claro que gosto!
Ela - Então por que é que não casava de novo?
Ele- Está bem, casava...
Ela - (com um olhar magoado) Casava?
Ele - Casava. Só porque foi bom com você...
Ela - E dormiria com ela na nossa cama?
Ele - Onde é que você queria que nós dormíssemos?
Ela - E substituiria as minhas fotografias por fotografias dela?
Ele - É natural que sim...
Ela - E ela ia usar o meu carro?
Ele - Não. Ela não dirige...
Ela - !!!! (silêncio)
Ele - ( em pensamento ) Sujou !!!

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MORAL DA HISTÓRIA :
Jamais prolongue um assunto com uma mulher... apenas abane a cabeça ou diga 'A-HAM' ou 'HUM-HUM'









Lista de Casamento

O noivo tinha 92 anos e a noiva 87. Decidiram então, deixar a lista de casamento na farmácia.

Comentários dos Leitores

Sobre a nota "Comentários dos Leitores":
Paulo Moraes
Bob
Não peça para o "anônimo" se identificar.......
Acho "ele" (ou "ela") até engraçado (a)..Pelo menos sabe fazer "gênero".
Paulo,
Talvez você tenha razão. Deve ser um gozador...

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Henrique
Não acho que você tenha querido chamar o César Maia de corno ou burro, como escreveu um anônimo. Mas, por favor não me venha com a história de que você só quiz dizer que o apoio do César Maia atrapalhava. O que acho é que você teve a sorte de pegar uma foto e quiz aproveitar de qualquer maneira, o que não é muito louvável.
Mas o Blog, em geral, está bom.
Henrique,
Agradeço o elogio. Uma colaboração: Você escreveu duas vezes quiz (com Z). É com S; um macete: Veja o infinitivo do verbo, se não houver Z os tempos são com S: Querer – quis, quiseste etc. Fazer – Fiz, fizeste etc. Quanto à foto, pode ter acontecido o que você relatou, mas foi inconsciente. Vou confirmar com meu psiquiatra com quem tenho consulta na próxima semana.

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marcelovirmond sobre a nota "Kassab mantém larga vantagem sobre Marta":
Finalmente o Kassab respondeu a pergunta polêmica:
- Eu até queria casar mas tive medo de pegar uma vagabunda que pudesse me trair com algum malandro argentino.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Taj Mahal de César Maia - Roberto Argento



Certamente foi o calor escaldante de ontem que afetou os neurônios do Prefeito César Maia, com seu tradicional casaco, ao visitar as obras da Cidade da Música, comparando-a a grandes obras da Humanidade, como o Taj Mahal. Ou então, um delírio de final de mandato por perceber que a obra já ultrapassou os 500 milhões de reais que poderiam ter evitado a epidemia de dengue e a conseqüente morte de quase cem pessoas.

Há 2000 anos



Depois de informar em manchete de primeira página que Eduardo Paes venceu na zona oeste, O Globo de ontem registra na página 14: Festival de irregularidades na Zona Oeste – Fiscais do TRE denunciam boca-de-urna e apreendem panfletos e santinhos de Paes. Ninguém foi preso.
Pergunto: Há alguma relação entre as duas informações ? É um mero acaso ou, como dizia Nelson Rodrigues, (foto) não existe o acaso, tudo estava escrito há dois mil anos ?

Comentários dos Leitores

Victor sobre a nota "O Novo Prefeito - Eduardo Paes":
Tive paciência para resumir: nosso novo prefeito, entre 1993 e 2007, trocou de partido seis vezes ! Começou no PV, foi para o PFL, para o PTB, voltou ao PFL, foi para o PSDB e, para ser candidato agora foi para o PMDB. Será que ele vai trocar outra vez, antes de tomar posse ? Será que vai para o PT para ser o vice da Dilma ? Você poderia nos atualizar como anda (se é que anda) o projeto da fidelidade partidária ?
Prezado Victor,
O leitor e colaborador Fernando Caldeira que já publicou neste blog um artigo sobre a Reforma Eleitoral Brasileira (em 9/10) atendeu nosso pedido e escreveu o texto na matéria a seguir, sob o título A Fidelidade Partidária.
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Anônimo sobre a nota "O Apoio de César Maia":
De baixo nível a publicação desta foto, insinuando que o Prefeito César Maia é corno ou burro.
Caro Anônimo,
A insinuação é sua, não minha. Estou convencido de que o único momento em que o Gabeira perdeu o controle foi quando Eduardo Paes disse pela centésima vez que César Maia o estava apoiando, assim como estou convencido de que este apoio pesou muito contra o Gabeira. Foi que quis dizer com a frase que acompanha a foto.
Mais uma coisinha: Não se esconda atrás do anonimato.
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Yan sobre a nota "Vantagem de Paes foi menor do que um Maracanã - Ri...": Duas observações:
1 - Leio sempre o Noblat, acho um ótimo colunista. Mas esta crônica que você transcreveu não tá com nada. Qual o objetivo de comparar a diferença de votos com a lotação de um Maracanã ? O Paes poderia ter ganho com uma diferença de 5000 ou 500 ou 50.
2 - O Noblat é muito parecido com minha avó...
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Anônimo sobre a nota "Vantagem de Paes foi menor do que um Maracanã - Ri...":
Poderíamos incluir na conta o número de funcionários públicos que viajaram.
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Fidelidade Partidária - Fernando Caldeira

Diante das vergonhosas práticas e da ausência de lei sobre a fidelidade partidária (afinal nossos legisladores preferem a desordem que lhes beneficia), o TSE foi chamado a pronunciar-se e, interpretando a Lei Maior, decidiu pela fidelidade para os cargos proporcionais (deputados e vereadores) e posteriormente estendeu-a aos cargos majoritários ( presidente, governadores, senadores e prefeitos).
O Congresso (que não gosta de ver o judiciário "legislando", até porque acaba por "legislar" contra seus interesses corporativos) reagiu e aprovou no Senado - já em dois turnos - a emenda constitucional que impõe a fidelidade partidária a partir das eleições de 2008. Disse o relator Marco Maciel: "Nesses assuntos, a omissão do Congresso Nacional passou a ser analisada pela Justiça. O Judiciário está ajudando a pulsar a reforma política.".
Falta agora a votação em dois turnos pela Câmara dos deputados. E a Câmara vai aprová-la, certamente, pois esta emenda é mais branda (para eles) do que a interpretação posta em vigor pelo TSE.
Este é um exemplo de que não há a menor hipótese dos partidos (desculpe se falo neles como se realmente existissem!) promoverem a reforma política que necessitamos. Só teremos estes pequenos avanços, extraídos a forceps pelo Judiciário, este impulsionado pela opinião pública.

Se beber, não Dirija - 5



(Não é Salinas...)

Colaboração do leitor Lucio Terzi.

As Gralhas Enfurecidas (007)

Estavam presentes todos os Diretores. Antes de sentar, Luiz Felipe viu um novo personagem, certamente mais velho que o Presidente. Eduardo Ferreira de Alcântara comunicou a criação da Diretoria de Relações Públicas, e deu as boas-vindas ao ocupante do novo cargo.
O General Macedo, reformado, de alto prestígio junto às Forças Armadas, a quem caberia abrir portas para novos negócios, agradeceu ao Presidente e aos demais membros da Diretoria a confiança que lhe fora depositada e disse que esperava estar à altura desta nova missão em sua vida, que cumpriria com todo o denodo e a disciplina que sempre imprimiu em todas as funções que exerceu.
Luiz Felipe, por um momento, sentiu-se aliviado, achando que o Presidente não tinha conseguido convencer o outro acionista, seu irmão, a promovê-lo, e o General, por razões mais do que óbvias, tinha sido o escolhido. Uma boa solução, pensou, satisfeito por não ter que recusar o convite.
Mas o núcleo neurótico, embaixo da mesa, puxou sua calça e informou que a sessão ainda não havia terminado.
O Presidente estava discursando, transmitindo sua certeza de que a Segex estava caminhando muito rapidamente para retomar o lugar que merecia no mercado de seguros do país, e que ele seria o condutor nesta grande jornada, contando com a colaboração, a experiência e a sabedoria de todos os presentes.
- Esta empresa voltará a ser o que meu pai sempre sonhou que ela fosse.
O Presidente aguardou alguns segundos, agradeceu os aplausos, o que sempre acontecia quando citava o nome do pai, e prosseguiu:
- Tenho certeza de que o nosso amigo Macedo, agora, nesta atividade fora dos quartéis, terá tanto sucesso quanto teve em sua carreira militar. Ele trará novos negócios e nós precisamos estar bem estruturados para recebê-los, administrá-los com eficiência e agilidade.
E concluiu:
- Senhores, tenho a enorme satisfação de comunicar a promoção de um membro de nossa equipe, que em apenas seis meses, comprovou o alto conhecimento técnico, a força extraordinária de trabalho que já demonstrara em sua passagem pela Seguradora de Paris. Sinto-me particularmente feliz e orgulhoso de tê-lo trazido para o nosso convívio, antes que um concorrente o fizesse. Apresento-lhes o Diretor Técnico, Luiz Felipe de Souza Neto.
Luiz Felipe recebeu os cumprimentos, voltou a sua sala, telefonou para Luísa, informou que fora promovido e convidou-a para um jantar comemorativo. O núcleo neurótico, que estava ouvindo na extensão, perguntou debochadamente:
- Comemorar o quê ?
- Foi assim mesmo, Luísa. Juro. Ele tinha me dado um dia para pensar, eu fui ao Dr. Silas e quando cheguei à Companhia o circo estava armado. Fui promovido a Diretor e se aquela coisa quebrar, eu quebro junto. E agora ?
Luísa estava nitidamente impaciente com a permanente choradeira de Luiz Felipe, que nos últimos dias só sabia dizer “e agora?”, “o quê que eu faço?”, “como é que eu fico nessa história?” e, por isso, não estava se sentindo capaz de ajudar, de dizer qualquer coisa, sabendo que, a qualquer comentário que fizesse, Luiz Felipe, como sempre, responderia que era conversa de psicólogo.
Na verdade, ela estava questionando seu relacionamento com Luiz Felipe.
Ela o conhecera na Universidade, onde ela cursava Psicologia e ele a Faculdade de Direito. Cruzavam-se nos corredores, esbarravam-se no bar da Universidade, brigavam nas Assembléias do Diretório Central dos Estudantes, ele com tendências românticas pela esquerda, idolatrando Fidel Castro, ela, enamorada pela direita, considerando uma tragédia nacional a derrota do Marechal Lott para o caótico Jânio Quadros. Ela indo para a Faculdade num Karman Ghia do ano, ele de ônibus.
Um dia Luísa não conseguiu fazer o Karman Ghia pegar, abriu o capô e ficou olhando para o motor, como um burro olhando para o palácio, como mais tarde Luiz Felipe descreveria a cena. Ele caminhava em direção ao ponto de ônibus e ofereceu ajuda. Luísa perguntou se ele entendia daquilo. Ele disse que absolutamente nada, mas que sabia empurrar.
O carro funcionou. Luísa ofereceu-lhe carona e surpreendeu-se por ver que ele, como ela, morava no Leblon, o que, ela pensava, não ficava bem para um universitário de esquerda. Não chegou a haver uma combinação, mas quase todos os dias Luísa alterava um pouco seu itinerário e apanhava Luiz Felipe no ponto do ônibus.
Separaram-se por um ano porque Luísa foi para a Europa aprender inglês e francês mas, quando voltou, retornou à Faculdade e passou a encontrar-se com Luiz Felipe outra vez.
Foi quando ele perguntou se ela estava a fim de namorar. Ela achou a frase absolutamente idiota, mesmo para a década de sessenta e, ao invés de responder, lembrou sua condição de estudante de Direito e pediu que ele redigisse uma petição, com firma reconhecida em cartório. Ela proferiria a sentença em quarenta e oito horas.
Estavam namorando há oito meses quando o pai de Luísa, executivo de importante laboratório farmacêutico, foi transferido para a França e Luísa resolveu acompanhar a família, percebendo, já naquela época, que seu namorado era uma pessoa muito complicada para seu gosto.
Alguns anos mais tarde os pais morreram em um acidente de carro numa estrada perto de Lyon e Luísa voltou para casa. Reencontrou o ex-namorado, de quem recebeu uma atenção e um carinho muito especiais nos momentos difíceis por que passou. A atenção e o carinho tornaram-se bastante explícitos e, enfim, começaram a se relacionar também “sur le lit”, como Luísa gostava de falar. Estavam juntos, em casas separadas, há quase três anos. Nenhum dos dois jamais falara em casamento. Nunca também tinham expressado o pensamento que ambos possuíam: não havia nada pior para atrapalhar um ótimo relacionamento do que o casamento.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Vantagem de Paes foi menor do que um Maracanã - Ricardo Noblat


O Rio tem 4.578.531 eleitores. Votaram, hoje, 3.652.115. Deixaram de votar: 927.250 - ou 20,25% do total de eleitores aptos. Ou ainda 1/5 do eleitorado.
Paes venceu com 1.696.195 votos. Gabeira teve 1.640.970 votos. Perdeu por uma diferença de 55.225 votos - 1,66% do total.
Curiosidade: para atender medidas de segurança, o Maracanã só pode abrigar 87.101 espectadores. (Ricardo Noblat)
O jogo de maior público do campeonato carioca de 2008 foi Flamengo x Botafogo pela decisão da Taça GB. Naquele dia, 78.830 mil torcedores pagaram para assistir ao jogo.

O Novo Prefeito - Eduardo Paes



Eduardo da Costa Paes (Rio de Janeiro, 14 de novembro de1969) é um Bacharel em Direiro e político brasileiro.
Começou sua carreira política como subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na primeira gestão do prefeito César Maia, entre 1993 e 1996. Ao ingressar na equipe de governo era filiado ao Partido Verde, mas se elegeu em 1996 pelo PFL quando foi o vereador mais votado do Rio de Janeiro.
Em 1998 se candidatou a deputado federal, e ganhou, repetindo a vitória em 2002. Em 1999 se filia ao PTB. Com a segunda eleição de César em 2000, foi nomeado Secretário Municipal do Meio Ambiente na sua segunda frente ao executivo carioca. Em 2001, volta a se filiar ao PFL.
Eleito deputado federal em 2002, em 2003 se filia ao PSDB. Em sua atuação parlamentar em Brasília, Paes teve forte posição quanto às denúncias de corrupção no governo Luladurante o assim chamado Mensalão.
Na sua primeira candidatura majoritária, para o governo do Rio de Janeiro, no ano de 2006, obteve 5,5% dos votos válidos. No segundo turno das eleições fluminenses, Paes apoiou Sérgio Cabral Filho, apesar de este estar apoiando Lula para presidente, enquanto a outra candidata, Denise Frossard, apoiada por César Maia, apoiava o candidato do partido de Paes, Geraldo Alckmin. Com a vitória de Cabral, Paes acabou assumindo a Secretaria de Esportes e Turismo do novo governo.
Em outubro de 2007, Eduardo Paes vai para o PMDB, para ser lançado como o candidato de Sérgio Cabral à prefeitura do Rio.
Seu nome sofreu a princípio alguma contestação dentro do PMDB, por parte de outro pré-candidato, Marcelo Itagiba, ex-secretário de segurança do Governo Garotinho. Itagiba alegava que a candidatura de Eduardo Paes poderia ser indeferida, sob a alegação de que ele teria se desencompatibilizado de seu cargo de secretário após a data-limite. Entretanto, este argumento mostrou-se improcedente e o TRE deferiu sua candidatura.
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Eduardo Paes - 50,83 %
Fernando Gabeira - 49,17 %

Gabeira Mantém Promessas


Em seu primeiro pronunciamento após admitir a derrota, Gabeira agradeceu à população carioca pelo movimento que o levou ao segundo turno e próximo à vitória e prometeu cumprir, mesmo fora do governo, algumas das suas promessas de campanha.
- Neste momento, eu posso dizer apenas que sou muito agradecido ao povo do Rio de Janeiro, e agradecer a esse maravilhoso movimento. Fui apenas um intérprete da mensagem do povo do Rio não só para os políticos do Rio como para todos os outros políticos do Brasil - afirmou Gabeira, informando que pretendia ligar para Eduardo Paes dentro de uma hora.
(O Globo on line)

(O Globo on line)

O Apoio de César Maia


Quem avisa, amigo é.

O Bob's Blog avisou: Gabeira, não aceite o apoio do César Maia.

Se beber, não dirija - 4





Mais um out door em Salinas, Minas Gerais.

Dinâmica de Grupo

Os três finalistas para a disputa do cargo de Diretor Comercial se apresentam para a prova final, uma dinâmica de grupo.
A psicóloga lhes dá as boas vindas e apresenta a seguinte questão:
- Vocês morreram. Estão deitados em seus caixões e os amigos e parentes estão a sua volta, no velório. O que vocês gostariam de ouvir deles?
O primeiro, por sorteio, respondeu:
- Que perda irreparável. Tão jovem, tão brilhante, com tanta colaboração ainda a prestar à comunidade.
O segundo:
- Profundamente lamentável. Um ótimo profissional e embora jovem, já um bom marido e um pai exemplar.
O terceiro, o vencedor:
- Ihhh, olha lá, ele está se mexendo.