terça-feira, 13 de março de 2012


Pensamento romântico do Dia...

"Mês passado, gastei tanto no cartão de crédito com flor, chocolate, vinhos, jóias; que a MasterCard me ligou perguntando: “E aí..., comeu?”

Obama: Massacre no Afeganistão é trágico e chocante




Homens investigam uma das casas invadidas pelo militar americano: nove crianças e três mulheres morreram
Foto: Reuters

Homens investigam uma das casas invadidas pelo militar americano: nove crianças e três mulheres morreramREUTERS
CABUL — O presidente Barack Obama disse neste domingo que a morte de 15 afegãos, assassinados por um soldado americano na província de Kandahar, é um incidente “trágico e chocante”. O presidente afegão, Hamid Karzai, por sua vez, afirmou que o episódio é “imperdoável” e exigiu explicações da Otan e dos EUA.
“Este incidente é trágico e chocante e não representa a qualidade excepcional de nossa força militar e o respeito que os Estados Unidos têm para com o povo do Afeganistão”, disse Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca, declarando-se ainda “profundamente entristecido” com o episódio.
Obama ainda assegurou a Karzai, com quem falou mais cedo por telefone, seu compromisso “em apurar os fatos o mais rápido possível e julgar os responsáveis.
O general John Allen, o comandante dos EUA no Afeganistão, divulgou um comunicado prometendo uma "investigação rápida e completa" no tiroteio, e disse que o soldado permanecerá sob custódia dos EUA.
“O governo condenou reiteradamente operações realizadas em nome da guerra contra o terror, que causam perdas civis. Mas, quando afegãos são mortos deliberadamente por forças americanas, trata-se de um assassinato e de uma ação imperdoável”, afirmou o presidente afegão em um comunicado.
Um soldado americano abriu fogo contra civis nesta madrugada. Segundo moradores do bairro rural de Panjway, palco do tiroteio, o militar atirou em várias casas perto de uma base americana no local. Ao menos 15 pessoas morreram, incluindo três mulheres e nove crianças. O atirador foi detido em uma base da Otan, e o Exército americano investiga a causa do incidente. Segundo a BBC, o soldado teria sofrido uma crise nervosa, mas Karzai classificou a matança como “intencional”.
— Este é um incidente profundamente lamentável, e nós estendemos nossos pensamentos a todas as família envolvidas — disse o governador de Kandahar, Tooryalai Weesa.
O incidente aumentou o medo de retaliações contra americanos no país. O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse estar “profundamente triste” e garantiu que vai monitorar de “perto” o caso. Mais tarde, Panetta ligou para o presidente afegão para condenar o ataque e oferecer condolências. O episódio acontece em meio à escalada do sentimento antiamericano no país. Além disso, a Casa Branca e o Pentágono buscam negociar com Cabul a retirada das tropas da Otan até 2014 para evitar que o país mergulhe em uma crise política após a saída americana.
Segundo fontes, o atirador deixou a base militar por volta das 3h da madrugada e teria entrado e disparado contra três casas. Ele teria sido detido enquanto voltava para o quartel. A Otan disse que vai abrir uma investigação sobre o caso em colaboração com autoridades afegãs.
Problemas com civis têm sido motivo de grandes desentendimentos entre o governo de Cabul e a coalização liderada pelos EUA e a Otan no país. No mês passado, afegãos se rebelaram depois que soldados da Otan queimaram cópias do Alcorão. Trinta pessoas e seis soldados americanos morreram nos protestos. Kandahar, além disso, é um dos maiores redutos talibãs do Afeganistão.

Briizola de Volta...





O deputado Brizola Neto deve ser o novo ministro do Trabalho. Dilma aguarda apenas uma conversa com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para fazer o anúncio
Foto: Agência Câmara

O deputado Brizola Neto deve ser o novo ministro do Trabalho. Dilma aguarda apenas uma conversa com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para fazer o anúncioAGÊNCIA CÂMARA
RIO - O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) será o novo ministro do Trabalho, informa o colunista do GLOBO Ilimar Franco na coluna Panorama Político desta segunda-feira. De acordo com o jornalista, a presidente Dilma Rousseff aguarda apenas uma conversa com o presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para fazer o anúncio oficial.
A bancada do partido na Câmara já foi consultada, e Brizola Neto tem o apoio dos sindicalistas do PDT. O colunista informa ainda que o nome preferido de Dilma era o do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), mas ele não tem apoio do partido e enfrenta resistências entre os petistas.O comando da pasta ficou em aberto apósa saída de Lupi em dezembro do ano passado, abalado por denúncias de irregularidades. Interinamente assumiu o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto. A demora na escolha do sucessor causava insatisfação no PDT, mas a falta de consenso dentro do próprio partido impedia a nomeação de um novo ministro.


  

Mais um pouquinho de Fina Estampa

O cerco se fechará contra Ferdinand  (Carlos Machado) nos próximos capítulos de "Fina estampa". Depois dodepoimento da loura misteriosa(Fiorella Mattheis) e das evidências apresentadas por Griselda (Lilia Cabral) e Joana (Suzana Pires), o delegado Paredes irá atrás do comparsa de Tereza Cristina (Christiane Torloni). O segurança, porém, conseguirá escapar e começará a tramar uma nova armadilha com a vilã.
A perseguição começará quando o ex-bombeiro marcar um encontro com a perua. Atento aos passos dele, o delegado observará a conversa de longe. Decidido a pôr um fim nas armações de Ferdinand, ele avisará a Joana que irá prendê-lo. Porém, o fortão conseguirá escapar e ainda atingirá um detetive durante a correria.
Mais tarde, livre dos agentes, ele ouvirá Tereza Cristina contar como será seu plano para sequestrar Griselda. A vilã mandará o aliado levar a milionária para o mesmo barraco em que Antenor (Caio Castro) ficou quando foi sequestrado. A ex-mulher de Pereirinha (José Mayer) ficará presa enquanto o segurança coloca fogo no local.

Senadores Fazem a Festa


- Uma brecha criada por normas internas do Senado custa caro aos cofres públicos. Graças a esse expediente, cada um dos 81 parlamentares pode multiplicar os cargos comissionados que tem à disposição - 12 no total. Alguns aumentaram esse número em mais de cinco vezes. Com isso, a despesa anual dos comissionados somente com vale-refeição cresceu 157%, passando de R$ 7,441 milhões para R$ 19,178 milhões. Todo servidor, efetivo ou comissionado, tem direito a um vale-refeição de R$ 638 mensais, independentemente do valor do salário.

Os senadores empregam 2.505 funcionários comissionados, o que representa um gasto de R$ 1,598 milhão por mês somente com esse benefício. O Guia do Parlamentar - cartilha elaborada pela diretoria do Senado e entregue a cada senador quando assume o mandato - diz que em regra o gabinete é composto por 12 assessores: cinco assessores técnicos, seis secretários parlamentares e um motorista. Mas, na prática, essas funções estão sendo desdobradas e multiplicadas. Se os parlamentares contratassem apenas os 12 servidores sugeridos, o gasto mensal com auxílio-refeição seria de R$ 620 mil. Ou seja: o Senado gasta 157% a mais só com um benefício, porque os senadores incham o quadro de funcionários e esse benefício é pago individualmente.
Há casos como o do senador Ivo Cassol (PP-RO), que desmembrou as 12 funções em 67 cargos comissionados, lotados em seu gabinete e nos dois escritórios políticos que mantém em Rondônia. Como o auxílio-refeição é de R$ 638 por mês, se Cassol seguisse a sugestão do Guia do Parlamentar, gastaria R$ 7,6 mil por mês, mas a despesa do seu gabinete chega a R$ 42,7 mil com esse benefício.
João Ribeiro (PR-TO) - réu em uma ação no Supremo Tribunal Federal na qual é acusado de manter 35 funcionários em sua fazenda em regime análogo à escravidão - não se importa muito em gastar o dinheiro do contribuinte para contratar assessores para trabalhar para ele, pagos pelo Senado. O senador mantém 53 pessoas no gabinete ou nos escritórios políticos - gasto de R$ 33,8 mil. Clóvis Fecury (DEM-MA) é outro que multiplicou seus auxiliares. Ele tem 56 funcionários, 38 lotados em seu gabinete em Brasília. Um gasto de R$ 35,7 mil.
Já o senador Fernando Collor (PTB-AL) (foto) tem 54 comissionados no gabinete e o senador Gim Argello (PTB-DF), que empregava seu contador particular, tem 46 assessores. O novato Eduardo Lopes (PRB-RJ), que acaba de assumir a vaga de Marcelo Crivella (PRB-RJ) no Senado, herdou 43 comissionados no gabinete. Ele assumiu o mandato semana passada, após Crivella aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para ser ministro da Pesca.
O vale-refeição é só um exemplo do aumento de gastos no Senado pela contratação excessiva de servidores comissionados. Eles também fazem horas extras, limitadas a R$ 2.500 por mês. Os funcionários efetivos não têm esse direito. Além disso, apesar de não ter plano de saúde pago pelo Senado, os comissionados podem ser atendidos, quando precisam, pelo serviço médico que funciona na Casa. Quanto mais funcionários ativos, mais gastos para manter esse serviço.
Neste domingo, O GLOBO revelou que a farra das nomeações continua, apesar da crise institucional na qual o Senado mergulhou em 2009 por conta de atos secretos que escondiam fantasmas e parentes dos parlamentares. O GLOBO identificou pelo menos 25 senadores que mantêm nos escritórios pessoas que não aparecem para trabalhar, porque fazem curso no exterior; ou profissionais que atuam em clínicas médicas e escritórios particulares de advocacia, ganhando salário pelo Senado. Há também outros que empregam políticos cujos mandatos foram cassados pela Justiça Eleitoral ou são denunciados pelo Ministério Público por desvio de verba.
O próprio Ivo Cassol, que emprega 67 comissionados, patrocina uma ilegalidade. Desde dezembro passado, mantém no gabinete o jornalista Francisco Sued de Brito Pinheiro Filho, nomeado em 1 de fevereiro para trabalhar na presidência da Assembleia Legislativa de Rondônia. A assessoria do senador disse que ele já havia identificado o problema e iria demitir o servidor, mas até ontem o nome dele constava no Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados do Senado.
Senadores não controlam ponto
Assim como acontece nos escritórios políticos nos estados, os senadores também não exercem controle sobre a atuação de seus servidores nos gabinetes do Senado, em Brasília. São poucos os que exigem que os funcionários registrem o ponto eletronicamente. Levantamento no Quadro de Servidores Ativos e Comissionados mostra que dez senadores aboliram a regra para todos os seus assistentes.
Ano passado, o Senado gastou mais de R$ 1,2 milhão com o ponto eletrônico biométrico. Mas, por acordo entre parlamentares, eles determinam quem tem e não tem a obrigação de bater o ponto.
Há casos como o do senador Jayme Campos (DEM-MT). Dos 21 servidores de seu gabinete, 20 não têm a obrigação de registrar a hora que chegam e a que saem. O único que não está livre da burocracia é um servidor efetivo (aprovado em concurso), que trabalha no Senado desde 1984 e é subchefe de gabinete do senador.
A segunda vice-presidência, ocupada pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS), desobriga 20 de seus 21 servidores de registrarem o ponto. Já a quarta secretaria, que está a cargo de Ciro Nogueira (PP-PI), não obriga nenhum dos 13 funcionários a bater o ponto. Também no gabinete do próprio Ciro ninguém registra o horário de entrada ou saída.
A presidência do Senado é mais controladora. Dos 42 assessores, somente três têm a vantagem de não registrar os horários de trabalho. Alguns senadores são mais rigorosos ainda. Não permitem que ninguém deixe de bater o ponto. Isso acontece nos gabinetes de Cristovam Buarque (PDT-DF), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Bauer (PSDB-SC), Paulo Paim (PR-RS), Pedro Simon (PMDB-RS) e Wellington Dias (PT-PI)

O Comunista e a Primeira Comunhão - Maria Betania Passarelli


Se as autoridades da FIFA já criticam a seriedade do Brasil para receber a Copa do Mundo, imagina se vissem o "altar de entidades" que decora o gabinete do nosso ministro dos Esportes, o comunista Aldo Rebelo: uma verdadeira feijoada de imagens de fé que vai de MaoTse Tung, Ghandi a Saci Pererê passando por Nossa Senhora Aparecida, São Francisco de Assis e Padre Cícero. Do jeito que as obras se arrastam, comunista já está fazendo até primeira comunhão!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Lula recebe Alta no Hospital




Antes e depois: à esquerda, Lula antes de ser internado com penumonia, ainda sem cabelos devido ao tratamento contra o câncer; à direita, ao ter alta neste domingo, já com os cabelos voltando a crescer
Foto: Divulgação / Instituto Lula

Antes e depois: à esquerda, Lula antes de ser internado com penumonia, ainda sem cabelos devido ao tratamento contra o câncer; à direita, ao ter alta neste domingo, já com os cabelos voltando a crescerDIVULGAÇÃO / INSTITUTO LULA
SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve alta às 15h30m do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado para se recuperar de pneumonia que atingiu seus dois pulmões. Ele deixou o hospital ao lado de dona Marisa, sua esposa. Apesar da alta, os médicos do ex-presidente pedem que ele fique uma semana descansando em casa e que só volte ao trabalho na outra semana.
Agora, Lula deve retornar ao hospital no final do mês para avaliar o tratamento contra o câncer na laringe, depois de sessões de quimioterapia e radioterapia. Lula havia sido foi internado no último dia 4, com quadro de pneumonia leve e febre.
Os médicos do ex-presidente detectaram dois pequenos focos de infecção, um em cada pulmão, após exames. Durante o período de internação, o tratamento dado a Lula foi amplo: antibióticos, antivirais e antifúngicos.
Em 17 de fevereiro, antes do Carnaval, Lula fez sua última sessão de radioterapia, como parte do tratamento para combater o câncer na laringe. O tumor de Lula foi diagnosticado em outubro passado. Como tratamento, ele fez três sessões de quimioterapia, seguidas de 33 sessões de radioterapia.

Fla x Flu, a História antes do Nada



Reprodução de uma foto que mostra a última formação do Fluminense antes da cisão, no jogo em que o Tricolor goleou o Rio Cricket por 5 a 0 em 10 de setembro de 1911
Foto: Ivo Gonzalez / O Globo



Reprodução de uma foto que mostra a última formação do Fluminense antes da cisão, no jogo em que o Tricolor goleou o Rio Cricket por 5 a 0 em 10 de setembro de 1911IVO GONZALEZ / O GLOBO

RIO - A fotografia começa a desbotar, mas a história permanece nítida após 100 anos. No rosto dos jogadores do Fluminense, os sorrisos são raros e a sisudez para a ocasião, o penúltimo jogo da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, em 10 de setembro de 1911, contra o Cricket, vencido por 5 a 0, nas Laranjeiras, é um sinal de preocupação: o tricolor vivia o nada, descrito na famosa frase do também centenário Nelson Rodrigues — “O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada” —, o vazio no qual o Fla-Flu foi criado e depois preenchido pela linha do tempo de jogos memoráveis até chegar ao de hoje (18h30m), no Engenhão, o primeiro do ano do centenário.
Na era romântica, o surgimento de um novo time e de um dos maiores clássicos do planeta foi forjado por capítulos de traição, aventura, pioneirismo e sede de poder, como descrito em raros documentos arquivados nas Laranjeiras — e que serão exibidos pela primeira vez na nova sala de troféus do clube —, como a ata da assembleia geral de agosto de 1911 e cópias das sessões da diretoria. Uma delas, escrita um dia após o jogo com o Rio Cricket, o 11 de Setembro tricolor.
“O Sr. Alair Antunes pede a palavra para comunicar que não pode continuar como membro do G. Committee, pois que um team, que elle havia affixado na pedra, foi retirado, e um outro recollocado havia sido riscado. Que 7 jogadores haviam resolvido entre si não acceitar a resolução do G. Committee. Que o Sr. Alberto Borgerth, consultando jogadores para organização de teams, proporcionaram um resultado negativo, pois que os mesmos se julgaram com direito a discutir opiniões que não lhe competiam.”
O parágrafo de abertura da ordem do dia expõe o conflito de interesses no time que seria campeão naquele ano. Não é defeito da câmera ou erro do fotógrafo o fato de Alberto Borgerth não aparecer na foto do penúltimo jogo. Ele havia sido barrado pelo Ground Committee, a comissão técnica da época, que decidiu pela escalação do zagueiro Ernesto Paranhos, de braços cruzados na pose histórica ao lado dos adversários do Cricket, um dos últimos registros do time tricolor antes da cisão que originou a equipe de futebol do Flamengo.
— Foi justamente aí, na escalação para este jogo, que a crise foi deflagrada. Borgerth, que vinha sendo titular, foi preterido por Ernesto Paranhos. E, então, alguns jogadores, liderados pelo próprio Borgerth, passaram a querer interferir na escalação do time — explicou João Cláudio Boltshauser, diretor do Flu Memória.
Sem interferência na escalação
Os membros do Ground Committee não aceitaram a interferência com receio que se abrisse precedente perigoso. Mas a insatisfação dos jogadores com as decisões dos dirigentes datava de meses antes, em um episódio documentado na ata da assembleia, de agosto de 1911, em 12 páginas escritas pelo membro do Committee Affonso de Castro, com a consultoria de Oswaldo Gomes, maior vencedor de Campeonatos Cariocas (oito) e autor do primeiro gol da seleção brasileira no amistoso com o Exeter City, em julho de 1914. Oswaldo estava no time titular de 1911, era membro do Committee e, ao lado de James Calvert, o segundo titular a permanecer no Fluminense e autor de um dos gols da vitória tricolor por 3 a 2 no primeiro Fla-Flu, em 7 de julho de 1912.
O documento comprova o acordo feito antes da assembleia para eleger Oswaldo Gomes e Alair Antunes para duas vagas no Ground Committee. Todos concordaram, inclusive os jogadores liderados por Borgerth, também integrante do Committee. No dia da eleição, um candidato de oposição, Joaquim Guimarães, foi apresentado por partidários de Borgerth, rompendo o acordo. Sobre Borgerth, está escrito o seguinte no documento: “Disse que não era responsável pelo que estava acontecendo. Mas nada fez para dissuadir seus companheiros de tal intento.”
Meses depois, na 16 sessão da diretoria, em 3 de outubro de 1911, na Rua da Quitanda, no Centro, o Fluminense recebia por ofício de Borgerth o pedido de desligamento do clube, seguido por outros jogadores. A história seguiu o seu rumo e os dissidentes também: já haviam decidido ir para o Flamengo, clube do qual Borgerth era remador. O gesto final dos novos rubro-negros foi disputar as duas últimas partidas do campeonato, aquela contra o Rio Cricket e a derradeira, que acabou com a vitória de 2 a 0 sobre o América, gols de Gallo e Paranhos, o jogador escalado para o lugar de Borgerth, que insistiu para os jogadores entrarem em campo, porque a possibilidade de eles saírem antes havia sido cogitada.
Borgerth nunca foi um pária nas Laranjeiras. Foi convidado para o cinquentenário do clube e virou símbolo de uma rivalidade, mas foi capaz de se dizer tricolor e rubro-negro ao mesmo tempo. Em 1925, o jornalista Mario Filho batizou o clássico de Fla-Flu ao classificar um combinado carioca com jogadores dos dois times. Ao juntar as primeiras três letras de cada, reuniu o que havia sido separado antes do nada e estará ligado para sempre.

Harry no Rio




O príncipe Harry cumprimenta uma criança no Complexo do Alemão
Foto: Guito Moreto / O Globo
O príncipe Harry cumprimenta uma criança no Complexo do AlemãoGUITO MORETO / O GLOBO
RIO - O príncipe Harry visitou na tarde deste sábado o Complexo do Alemão, na Zona Norte. Durante a passagem pela comunidade, pacificada desde novembro de 2010, Harry quebrou o protocolo: quando caminhava com sua comitiva, ele parou para apertar as mãos de moradores que se aglomeravam nas grades gritando "Príncipe Harry". O integrante da família real participou de uma partida de críquete com crianças no Alemão, acostumadas a jogar tacobol, que é parecido. Ele ainda visitará um centro comunitário antes de embarcar para São Paulo, à noite.

No alto do Complexo do Alemão, faltou espaço junto às grades colocadas ao longo do percurso do príncipe. Mãos se esticavam com câmeras para tirar fotografias de Harry. Ele se mostrou extremamente simpático: parou, sorriu e acenou diversas vezes. Harry conheceu projetos sociais nos quais ONGs ministram cursos de reciclagem e customização, entre outros. O príncipe passeou na comunidade acompanhado de um guia e inaugurou um centro de ações comunitárias.O príncipe chegou por volta das 14h à estação Palmeiras do teleférico do Complexo do Alemão, ao lado do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que recebeu o príncipe e entregou a chave da cidade em nome do prefeito. Em seu segundo e último dia de visita ao Rio, o príncipe assistiu à apresentação do Coral Liga dos Cantantes, que atua na Clínica da Família Zilda Arns. O grupo, formado por crianças da comunidade, entre entre 4 e 15 anos, cantou a canção 'Toda criança quer', que fala do cotidiano dos jovens na favela. Parte da música foi cantada em inglês. Logo após à apresentação, Harry saiu do lado dos secretários e foi conversar com as crianças.
Sem entender muito bem o que estava acontecendo, a pequena Maiara Pereira Cruz, de 3 anos, dizia, orgulhosa, que ficou “no colo do príncipe”. Jaqueline Farias Lopez, de 9 anos, não conteve a emoção. Com lágrimas nos olhos, contou que apertou a mão de Harry.
— Estou muito feliz porque vi um príncipe de perto. Ele não é daqueles de livros, não, é de verdade — disse.
Príncipe Harry sobe no palco com Diogo Nogueira no Alemão
O cantor Diogo Nogueira já se apresentou ao lado de muitos famosos mas, na tarde deste sábado, ele teve ao seu lado durante um show no Complexo do Alemão uma companhia real. O príncipe Harry, que fazia uma visita pelo local, foi convidado por ele para subir ao palco e não hesitou.
O príncipe cumprimentou a comunidade em português dizendo "olá, Alemão" e ficou ao lado de Diogo Nogueira durante cerca de 15 minutos. Segundo o cantor, ele pensou em tentar sambar, mas desistiu.
- Já estava programado que ele ia assistir ao show, mas no cantinho. Quebrei o protocolo e o chamei para ficar mais perto. Quando ia arriscar um samba, ele riu e fez que não com a mão - comentou o cantor, acrescentando que eles conversaram rapidamente.
Diogo contou que deu as boas-vindas a Harry e ouviu do visitante que estava muito feliz em conhecer a cidade.
- Nos falamos rápido porque ele está com muita pressa, cheio de compromissos, mas, quando ele perguntou qual era a melhor cidade do mundo, eu respondi que é o Rio de Janeiro, claro - disse o cantor
Antes de deixar o palco, o príncipe ainda deu mais uma demonstração de simpatia.
- Diogo, é com você - brincou Harry, despendindo-se do público.
Uma manhã esportiva
Pela manhã, Harry esteve no Aterro do Flamengo, onde deu a largada na corrida do Great Sports Day. Vestindo calça de jogging e camiseta branca, ele usou uma bandeira do Brasil para dar início à corrida e em seguida se juntou aos participantes. Harry correu por cerca de um quilômetro e parou para se preparar para um jogo de rúgbi, também no Aterro. O jogo durou cerca de meia hora e, na sequência, foram distribuídas medalhas para os participantes.
O príncipe também teve uma aula de vôlei de praia com a medalhista olímpica Adriana Behar, que contou com a ajuda de outros ex-atletas brasileiros da modalidade, como Jaqueline Silva, Carlão e Pará. Para jogar, ele vestiu o novo modelo da camisa da seleção brasilieira de futebol. A camisa tinha o nome do príncipe estampado nas costas. Por volta das 10h, Harry encerrou suas atividades no Aterro.


Menos marketing, mais Qualidade - José Serra



Ao fim de nove anos de governo do PT, a política educacional brasileira resultou numa verdadeira sopa de pedras. Não tem consistência, e as iniciativas desconexas vão se sucedendo — pedras jogadas na panela aquecida por vultosos recursos públicos, produzindo pouca substância.
Os estados e os municípios cuidam da pré-escola, ensino fundamental e médio. Mas a esfera federal detém capacidade legislativa e normativa, além de recursos em grande escala, para atuar no setor.
No ensino superior público, o grande agente é o ministério da Educação, com a exceção de uns poucos estados que têm grandes universidades.
O mais recente exemplo dessa inconsistência é o Plano Nacional de Educação 2011-2020, resumido pelo novo titular da Educação no Senado, Aloizio Mercadante.
A superficialidade e a confusão das falas do ministro afligem aqueles que consideram a educação o principal desafio brasileiro neste século.
Nem no Plano nem nas falas há qualquer pista para enfrentar o fato de que o ensino superior público no Brasil, na era petista, foi além da estagnação.
Acredite se quiser: em 2010, formou 24 mil estudantes a menos do que em 2004, segundo estimativa de Carlos Brito, da FAPESP, destoando da fase de forte expansão no governo FHC e do ministro Paulo Renato.
No momento, a pedra mais vistosa atirada na sopa são os tablets, a serem distribuídos de graça. Ninguém responsável pode rejeitar a chegada das modernas tecnologias às salas de aula. Mas não passa de mistificação barata — ou muito cara, a depender de como se faça — essa história de que a educação só melhora se cada aluno e cada professor tiverem nas mãos um iPad, como promete o ministro.
Rejeitar a adoção de modernas tecnologias seria o mesmo que combater a luz elétrica e a água encanada. Mas um professor mal preparado o será em qualquer circunstância. Um aluno que mal sabe escrever e multiplicar não será redimido por um tablet.

Santorum vence no Kansas



O republicano Rick Santorum cumprimenta eleitores em Topeka, Kansas Foto: Charlie Riedel / AP
O republicano Rick Santorum cumprimenta eleitores em Topeka, KansasCHARLIE RIEDEL / AP
WASHINGTON —Uma vitória arrebatadora no caucus (assembleia eleitoral) do Kansas — onde pesou o fator religioso, segundo analistas — deu ontem fôlego renovado à campanha do ex-senador Rick Santorum na corrida para conquistar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos EUA. Com 99% dos votos apurados, ele apareceu em primeiro lugar, com 51% da preferência do eleitorado republicano — bem distante de seu maior adversário, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, com 21%, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, com 14%, informou a rede CNN. O parlamentar texano Ron Paul obteve 13%.
A vitória dá a Santorum fôlego para uma etapa crucial da disputa na próxima semana: os estados do Alabama e Mississippi, no ultraconservador Sul do país, capazes de impulsionar se nome como uma alternativa viável ao favorito Romney.
— O valor de vencer o Kansas é não deixar a peteca cair — explicou o analista político Ruy Teixeira, do Centro para o Progresso dos Americanos.
No Kansas, no centro dos EUA, onde os hispânicos são apenas 5% da população, e a maioria dos eleitores, evangélicos, as diferenças socioeconômicas entre a maior área metropolitana e os outros três distritos eleitorais favoreciam o ex-senador da Pensilvânia — assim como sua plataforma de oposição ao aborto, aos anticoncepcionais e ao casamento gay.
Pelas regras do estado, os 40 delegados republicanos serão distribuídos por um sistema misto. Três deles vão automaticamente ao vencedor. Depois, cada um dos quatro distritos do Kansas atribuirá três delegados ao candidato que obtiver mais votos em cada distrito. Os 25 restantes serão distribuídos de forma proporcional aos votos recebidos. Segundo projeções, Santorum deve conquistar 33 delegados, e Romney os outros sete.
Romney vence em ilhas americanas no Pacífico
Romney, no entanto, também contabilizou uma vitória no fim de semana, arrebatando os votos de 18 delegados dos territórios americanos no Pacífico — num sinal do poder econômico e da capacidade de mobilização de sua campanha, segundo observou o “Wall Street Journal”. Embora não tenha visitado a região, o ex-governador enviou o filho Matt a Guam e à Ilhas Marianas do Norte, próximo às Filipinas, onde também foram realizados caucuses neste sábado.
- Sou grato por ter vencido todos os nove delegados em Guam - disse Romney em um comunicado após a votação. - O povo de Guam sempre lutou bravamente pela a América e pelos valores que defendemos.
Tanto Guam quanto a parte norte das Ilhas Marianas são territórios americanos. Além dos 40 delegados de Kansas, mais nove das Ilhas Virgens estão em disputa neste sábado.


 

Estudante apedrejado por ser Homo, quer dizer, emo


Mais de 90 estudantes apedrejaram até a morte em Bagdá (Iraque) um outro aluno considerado "emo".
Os jovens extremistas reagiram contra a vítima depois que a Polícia Moral do país emitiu nota no site do Ministério do Interior condenando o "fenômeno emo" entre os jovens iraquianos, noticiou o "Daily Mail".

"O fenômeno Emo, ou culto ao diabo, está sendo acompanhado pela Polícia Moral, que tem a aprovação para eliminá-lo o quanto antes, já que ele está afetando de forma nociva a sociedade e se tornando um perigo. Eles usam roupas estranhas e apertadas e tem fotos com caveiras. E também usam anéis no nariz e na língua, e fazem outras atividades estranhas", escreveu a polícia, dando combustível ao radicalimso religioso.
A denúncia foi feita por um grupo ativista. O nome da vítima não foi revelado.
O deputado Safiyyah al-Suhail afirmou que, recentemente, "alguns estudantes foram presos por usarem jeans americano ou por terem corte de cabelo ocidentalizado".

domingo, 11 de março de 2012

Sexo Vespertino


Um casal de mendigos foi preso por fazer sexo em público na concha acústica de um parque em Danbury (Connecticut, EUA), às 14h.
Jonathan Price, de 41, and Shannon McClung, de 38, atraíram até plateia. Quando a polícia chegou ao local, perto do rinque de patinação, viu várias pessoas assistindo à cena. Aparentemente, o casal não percebeu que havia atraído os voyeurs, informou o "Danbury News-Times".
Ambos disseram na delegacia morar em um abrigo para sem-teto na cidade.

O Governo já Sabia - Merval Pereira


Não deveria ter sido surpresa para nenhum governo o anúncio de que a China está se preparando para um crescimento de 7,5%, redução que afetará bastante nossa balança comercial. A informação está no 12 Plano Quinquenal que está em vigor desde março. Em uma coluna de janeiro eu registrei que  a China, que naquela semana aparecera no noticiário como mais urbana que rural pela primeira vez, buscava um crescimento qualitativo tanto no seu desenvolvimento social quanto no tecnológico. O processo de evolução das empresas chinesas está baseado no amadurecimento de sua capacidade de desenvolver tecnologia e produtos inovadores. com o objetivo central de fazer migrar o padrão de desenvolvimento da China para indústrias avançadas e desenvolvimento tecnológico, em busca do que classificam de "harmonização da sociedade".
A intenção é promover um "pouso suave" para um crescimento médio de 7% do PIB nacional "com qualidade", com metas que incluem promoção do consumo, redução das diferenças sociais pela melhoria do salário mínimo e metas de Eficiência energética.
O plano quinquenal pretende mudar a expressão Made in China, ligada a produtos de baixa qualidade, por Designed in China, com ambição de tornar a China um país "orientado para a inovação" até 2020.
Essas informações constam de um documento resultado de um "termo de cooperação" entre a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e a COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) da UFRJ para estudo da indústria chinesa, abrangendo três setores que, combinados, produzem sinergias poderosas na conformação da base tecnológica de uma indústria nacional/regional: químico, eletroeletrônico e metal-mecânico.

Acredite se Quiser


Ela é uma em um milhão. A maçã  foi achada por Donna Wood, de 51 anos. A fruta estava em um pacote de oito maçãs comprado em um supermercado de Wimborne (Inglaterra).
"Todas as outras tinham aspecto perfeitamente normal", disse ela, segundo o "Sun".

Mutações como essa podem ser produto de temperatura muito fria, mudanças bruscas de temperatura e ação de insetos

Não, não foi no Brasil...


Uma deputada que representa a região central da Califórnia (EUA) apertou o botão errado e se tornou a única parlamentar a votar contra um projeto que ela mesmo criara, juntamente com outros políticos do estado. 

O projeto que exige que o Irã liberte o pastor cristão Yousef Nadarkhani, que deve ser executado por apostasia, passou na Câmara da Califórnia por 417 votos a um - este da democrata Lois Capps. 

Ao perceber o erro, Lois correu para manifestar o seu apoio à lei, noticiou o "Tribune", de San Luis Obispo, cidade da deputada. Mas, obviamente, seus adversários políticos vão lucrar com a trapalhada.

Faixas Bêbadas...


Funcionários terão que refazer faixas de trânsito na rodovia A361, entre
Ashford e Chivenor (Inglaterra). Elas ficaram completamente tortas. Estariam os responsáveis bêbados ao pintá-las?

O Petróleo é Delas


V
Mulheres no comando: Magda Chambriard, na ANP, Dilma, na presidência, e Graça Foster à frente da Petrobras
Foto: Arte sobre fotos



Mulheres no comando: Magda Chambriard, na ANP, Dilma, na presidência, e Graça Foster à frente da PetrobrasARTE SOBRE FOTOS
BRASÍLIA — Na mesma semana em que foi derrotada no Senado com a rejeição da recondução de Bernardo Figueiredo ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a presidente Dilma Rousseff decidiu blindar a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ao nomear a diretora Magda Chambriard para comandar o órgão regulador. A escolha de Magda foi uma resposta à pressão de partidos aliados para manter a influência política nas agências reguladoras.
Desde dezembro, quando o comunista Haroldo Lima deixou o cargo de diretor-geral da ANP, o Palácio do Planalto administrava a pressão de aliados para promover o loteamento da ANP: de um lado, o PMDB queria ampliar a influência na agência; de outro, o PC do B trabalhava para manter o feudo. Até mesmo o PT chegou a fazer um lobby discreto pelo cargo. Mas, desde o ano passado, Dilma já sinalizava internamente que o seu nome preferido era de Magda Chambriard. Agora, além da própria Dilma, que foi secretária estadual de Energia do Rio Grande do Sul e ex-ministra do setor no governo Lula, há Graça Foster no comando da Petrobras e, agora, Magda Chambriard. Resultado: o comando do setor de petróleo, considerado estratégico para o país em tempos de pré-sal, está exclusivamente em mãos de mulheres.
A queda de braço dos aliados pelo comando da ANP ganhou força em dezembro passado, durante a votação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), no Senado. A cobiça do PMDB era tamanha, que o partido passou a disputar internamente a indicação. O presidente do Senado, José Sarney, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendiam nos bastidores o nome do maranhense Allan Kardec Duailibe. Apesar de Kardec ter sido filiado ao PC do B, ele se aproximou nos últimos anos de Sarney.
Ao mesmo tempo, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), chegou a defender nos bastidores a indicação de Fernando Câmara, hoje gerente-executivo da ANP, para o comando da agência. Apesar da proximidade com o PT, Câmara circulou pelos corredores do Senado, no fim do ano passado, para conseguir apoio de peemedebistas. Mas depois de tomar conhecimento da posição de Sarney, Raupp recuou.
A relação entre a presidente Dilma e a nova diretora-geral da ANP foi consolidada no episódio do vazamento de petróleo da Chevron, na Bacia de Campos, no fim de 2011. Segundo relato de auxiliares, Dilma teria ficado muito impressionada com as ações da então diretora no embate com a petrolífera responsável pela exploração na área. Na ocasião, a iniciativa de Magda ofuscou o próprio Haroldo Lima. Desde essa ocasião, Dilma já tinha certeza que a escolheria para o cargo, já que Haroldo Lima, após dois mandatos, não poderia mais ser reconduzido ao posto. Ele saiu em fins do ano passado.
Só evitou fazer as mudanças no fim do ano, para evitar reações no Congresso durante a votação da DRU. Esta semana, diante de novas pressões e com a derrota no Senado, Dilma decidiu oficializar a nomeação de Magda.
— Nada é por acaso — resumiu um interlocutor direto da presidente, ao sinalizar que a nomeação de Magda foi uma resposta de Dilma aos partidos aliados. O recado foi que não aceitará mais indicações políticas para os órgãos reguladores, como havia prometido antes mesmo de tomar posse, em 2010.
Nome de carreira da Petrobras, Magda Chambriard chegou na ANP pelas mãos do seu antecessor, Haroldo Lima, do PCdoB. Depois de ocupar uma assessoria, assumiu a superintendência de exploração da agência, antes de ser nomeada diretora. Segundo fontes da Petrobras, inicialmente o nome preferido da presidente da estatal, Graça Foster, era do diretor da ANP Helder Queiroz. Mas como Queiroz tem um perfil exclusivamente técnico, ele mesmo demonstrava resistência em assumir o comando da agência.
Ainda nesta segunda-feira, a ANP é considerada um feudo do PCdoB. O diretor Florival Rodrigues de Carvalho, que substituiu provisoriamente Haroldo Lima, é também uma indicação dos comunistas. Mas, a partir de agora, Dilma tentará reduzir a influência política na estatal, aposta um auxiliar palaciano.