segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Comentários dos Leitores

Samuel sobre a nota "A Crise e os Bancos":
Boa a piadinha, mas foi esquecido o Banco de Olhos. Então ficaria assim, depois da fusão: The Looking Blody Fucking Bank.
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Jorge Eduardo sobre a nota "Obama imita Eduardo Paes":
Quisera esse Eduardo Paes (que tem cara de manequim de loja de roupa) ser imitado pelo Obama (que tem cara de baterista de jazz).
Para os americanos o "Brazil" continua sendo ignorado. E vai continuar assim per omnia secula seculorum.
Basta comparar as edições eufóricas dos nossos jornalões com o resultado da eleição americana, com as edições dos jornalões lá deles, com o resultado das eleições daqui da área de serviço.
Chega a ser risível o descaso que nos dedicam.
Basta viajarmos para o Hemisfério Norte para só acharmos na imprensa notícias daqui se forem da área policial como desse último imbecil que sequestrou a namorada e depois a matou.
O Sr. Anônimo, que vem balançando o coreto do seu Blog, Roberto,acha que eu não saquei o aspecto histórico da eleição do Obama.
Claro que saquei e mais ainda, saquei a questão "racial". Essa coisa de "raça" ou "racismo" é muito perigosa além de equivocada: só há uma raça: raça humana.
Em 1933 ascendeu ao poder absoluto um indivíduo que levou o mundo à mais genocida guerra até os dias de hoje, fundamentado no extermínio dos judeus, considerados por ele sub-raça.
Devagar com o andor. Uma das coisa que os americanos têm praticado é o "Tiro ao Presidente".
Que Deus nos livre desse risco.

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Abraham Lincoln sobre a nota "Quem tem medo do Anônimo ? - Fernanda Argento":
Não se trata de medo do anônimo.Medo teria eu ao ouvir um comentário crítico, malicioso ou mesmo intimidatório vindo de uma esquina escura, numa noite sombria, sem que tivesse como enxergar de onde vinha aquela voz...Sem dúvida é muito mais saudável discutir opiniões divergentes à luz dos fatos ou dos próprios fótons.Comentários feitos no anonimato têm sentido diferente daqueles feitos de forma assumida.Mas tudo isso é bobagem pois o anonimato, ou a falsa identidade é muito fácil.
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domingo, 9 de novembro de 2008

Obama imita Eduardo Paes



Citando Ancelmo Goes, escrevi em 8/11 que Roger Agnelli afirmara que Obama tinha de fazer “muito” para chegar ao que Lula é hoje.
Parece que o Presidente eleito dos Estados Unidos leu o meu blog e, percebendo que seria uma missão quase impossível atingir o patamar de respeito e consideração de que Lula desfruta no cenário internacional, optou por um dever de casa mais fácil e começou a seguir os passos de Eduardo Paes: Pedir desculpas.
O Globo on line informa que Barack Obama, desculpou-se com a ex-primeira dama americana Nancy Reagan após ter feito, na sexta-feira, uma piada irônica sobre ela.
Questionado se havia conversado com algum ex-presidente desde sua eleição, Obama declarou que tinha se encontrado com todos os ex-presidentes vivos
- Eu conversei com todos aqueles que estão vivos.
E acrescentou, quando alguns integrantes da mídia começaram a rir:
- Eu não quis me meter com o que Nancy Reagan faz, vocês sabem, fazendo sessões espíritas.
A Porta voz de Obama Stephanie Cutter, declarou:
“O presidente eleito, Barack Obama, ligou para Nancy Reagan hoje para se desculpar pelo comentário descuidado e indelicado que fez durante a coletiva de imprensa hoje e expressou sua admiração e afeição, que tantos americanos compartilham, pela senhora Reagan e eles tiveram uma conversa calorosa".
Nancy foi ridicularizada em 1988 quando o ex-chefe de Gabinete de Reagan, Donald Reagan, revelou em livro que a ex-primeira-dama sempre consultava um astrólogo para planejar a agenda de seu marido, que faleceu em 2004.

Quem tem medo do Anônimo ? - Fernanda Argento

Como leitora assídua do Bob’s Blog, observo uma permanente guerrinha contra os “anônimos”. Afinal, vocês têm medo do quê ? Vocês têm medo de comentários de um anônimo? Por quê? Ele ou ela, não ofendeu, não acusou, não caluniou ninguém, apenas emitiu comentários, fez apenas pequenos comentários. Por que essa ojeriza ao anonimato? Talvez ele/ela esteja somente brincando…
Por que não respondemos aos comentários sem a menção de quem escreveu. O anonimato, a meu ver, é um direito. Errado estamos nós dando mais valor ‘a quem’ diz do que ‘ao que se diz’. Que diferença faz se o/a anônimo assina laura, jorge, wilson, fernanda?…que diferença faz ? Nenhuma.
Olhem os comentários e não percam seu tempo dizendo: - Ah! foi somente o anônimo, o anônimo burro, o anônimo covarde o anônimo anônimo.
Eu, particularmente, simpatizo muito com o Anônimo. No fundo estamos todos fugindo da questão central: a crítica. Se o anônimo critica e não concordamos é só responder…é só retrucar, argumentar, questionar. E a vida segue.

A Crise e os Bancos

Se esta crise global continua, lá pelo final do ano apenas dois bancos continuarão operacionais, o Banco de Sangue e o Banco de Espermas!
Logo estes dois bancos farão uma fusão que será chamada The Bloody Fucking Bank.

Obama: Como sair do buraco em que estamos ?





O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse na última sexta-feira, na primeira entrevista coletiva após a vitória nas urnas, que o país ainda terá grandes desafios pela frente para sair da crise financeira que atravessa.
- Não será rápido e não será fácil sair do buraco em que estamos.
(O Globo on line)
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Não fique tenso, Senhor Obama. Estar num buraco só é ruim quando há terra por cima.




(Bob's Blog)

Comentários dos Leitores

Clara
Sobre a nota "Comentários dos Leitores":
...e o "anônimo" continua nos divertindo com suas tiradas "inteligentes"...
Sobre a nota "Domingo Cheio - Lauro Freitas":
Ah! O Paes vai fazer isto? E pensar que tem gente que acha que o Gabeira não merecia ser eleito porque era "alienado"...
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Lauro Menezes sobre a nota "Domingo Cheio - Lauro Freitas":
Prezado Xará,
Esta história de bifinhos de soja, chuchu e vagem...Está me lembrando a velha definição: O vegetariano é o cara que leva a moça para atrás da moita e come a moita.
Um abraço.
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Felipe A de Souza sobre a nota "Comentários dos Leitores":
a.nô.ni.mo
adj (gr anónymos) sm 1 Indivíduo que não assina o que escreve. 2 Indivíduo obscuro, sem renome.
Ou seja, escreve mas "não assina em baixo"!
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Fernanda sobre a nota "Comentários dos Leitores":
Acho que vocês dão muita trela para o anônimo.
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As Gralhas Enfurecidas (012) - Roberto Argento

Aí, aconteceu.
A tensão provocada pela incerteza da manutenção do emprego fez o seu estrago: enfartou. Sem dor no peito, sem espalhafato, sem efeitos especiais, discretamente, britanicamente. Às três da tarde, sentiu um ligeiro incômodo, que atribuiu às costeletas de porco do almoço. Mas o incômodo mudou de lugar e começou a descer pelo lado interno do braço esquerdo. Luiz Felipe lembrou-se do amigo Flávio, que enfartara há um ano, e descrevera os mesmos sintomas.
E lembrou-se, também, de seus pais, morrendo de enfarte, quase no mesmo dia, dezesseis anos antes. Assustado, e ciente da importância da herança genética nos acidentes cardíacos, ignorou as observações dos colegas, dispensou o sal de frutas oferecido pela secretária, pegou o metrô, desceu em Botafogo e entrou no consultório do Dr. Ivanor, seu clínico geral há quinze anos.
Ainda esperou uma hora. Não havia marcado consulta e o consultório estava cheio. Enfim, o médico mandou que ele entrasse.
- Sua pressão está normal, mas você está suando muito. Vai até o Procardíaco e me telefona.
Luiz Felipe entrou no Hospital e foi atendido alguns minutos depois. Certamente, pensou, não poderia ser um enfarte, porque não houvera correria, não estava sendo atendido na emergência, não havia choques elétricos, nem massagens cardíacas, nada, enfim, parecido com as aventuras fantásticas do “Plantão Médico” a que assistia sempre na TV.
Estranhamente, seu núcleo neurótico não tinha se manifestado.
O médico fez um eletro e enquanto a tira de papel ia saindo da máquina, perguntou-lhe mais de uma vez se ele estava sentindo alguma dor. Luiz Felipe disse que não.
Saiu, mas voltou logo, acompanhado por uma enfermeira. Luiz Felipe percebeu que algo não ia bem, mas ainda se recusava a acreditar que estivesse sofrendo um enfarte, porque, repetia, não estava sentindo absolutamente nada.
Finalmente, o médico informou:
- O senhor está fazendo um enfarte.
Para ele, até aquele momento, as pessoas tinham enfarte, sofriam enfarte, eram acometidas de enfarte. Ele não sabia que pessoas faziam enfartes e pensou em pedir desculpas ao médico, por estar fazendo aquilo, ali, na sua sala. Continuava a não acreditar no que estava ouvindo, insistindo em que não estava sentindo dor alguma.
A enfermeira mediu a pressão, colocou um comprimido em sua boca, e transferiu-o para o que chamavam de Unidade Intermediária, onde grudaram uma porção de fios em seu peito. Acima da cabeceira da cama, um vídeo registrava os batimentos cardíacos, emitindo um irritante bip-bip que acompanhava os tracinhos que subiam e desciam, num balé sem qualquer criatividade.
Ele estava vivo.
Mais tarde, apareceram o Dr. Ivanor e o Dr. Ulisses, Cardiologista Chefe do Hospital. Haviam examinado o eletro. A pequena alteração registrada podia não ser um enfarte, mas uma esofagite. O exame das enzimas, nas vinte e quatro horas seguintes, determinaria o diagnóstico.
- Por enquanto você fica quieto, não saia da cama para nada. Amanhã de manhã eu volto. Você quer que eu avise a alguém ?
- Bem, se eu morrer... telefona para meu irmão. O Dr. Ivanor tem o número.
Luiz Felipe dormiu bem, apesar de ter sido despertado duas vezes por vampiros que lhe tiraram sangue. Ao acordar, desligou os fios do peito e foi ao banheiro para a rotina matinal. Em alguns segundos, dois enfermeiros, muito assustados, entraram no quarto. Ao desligar os fios, Luiz Felipe desconectara o terminal na sala dos médicos, os tracinhos se transformaram em uma linha horizontal, o bib-bip cessara...
Ele estava morto.
E os enfermeiros não encontraram sobre a cama o cadáver que, tranqüilamente, sentado no vaso, lia uma revista de história em quadrinhos.
O Dr. Ulisses apareceu e confirmou o enfarte, que classificou como leve. Atendendo a insistentes pedidos, permitiu que ele saísse da cama para ir ao banheiro, uma só vez por dia.
- Mas chame a enfermeira para desligar os fios.
Trinta dias depois, foi para casa, quatro quilos mais magro, sem fumar e com uma enorme vontade de morrer, que atribuiu à ausência do cigarro.
Voltou ao cardiologista e contou sua ansiedade.
- Não tem nada a ver com o cigarro. Você está deprimido, o que é muito comum. Mais de noventa e cinco por cento das pessoas que têm enfarte, ficam deprimidas, mas isto passa em alguns meses. Depressão é uma coisa complicada... um cientista americano disse que o homem conhece muito mais sobre a superfície lunar do que sobre o funcionamento do cérebro. Fique tranqüilo, seu enfarte foi muito leve, numa zona pouco importante do coração. O importante é não fumar.
Ele não estava preocupado com o enfarte, já tinha acontecido, nem com o cigarro, já tinha parado outras vezes, sem ter enlouquecido. O que o preocupava era aquela sensação de vazio, aquele desespero sem razão de ser, enfim, aquilo a que o médico estava chamando de depressão.
- Passa. Em alguns meses, passa. Você vai ver, um dia acorda e descobre que passou...
Assustou-o a declaração do médico. Afinal, como o Cardiologista Chefe do Hospital, lidando diariamente com recém-enfartados, dos quais, ele mesmo disse, noventa e cinco por cento entravam em depressão, não tinha nada a receitar, tratamento algum a indicar ? O único comentário que podia fazer era sobre a superfície lunar ?
Passa em alguns meses. Em quantos meses ? Em quantas luas ?
Decidiu, então, consultar um psiquiatra.
- O que se sabe, hoje, com razoável certeza, é que alguns tipos de depressão têm como causa a deficiência de elementos químicos, responsáveis pela comunicação entre os neurônios. Esta deficiência, aparentemente, tem como causa problemas psicológicos, como, por exemplo, o estado pós-enfarte, em função do susto, do medo da morte, do período de hospitalização. Doentes que ficam hospitalizados por muito tempo, mesmo sem ser por problemas cardíacos, também são sujeitos à depressão. Ou seja, um problema psicológico provoca déficit dos elementos químicos e o déficit causa a depressão. Então, o tratamento deve ser químico, através de remédios que suprem a deficiência.
Razoável certeza... aparentemente...
Saiu com uma receita de Tofranil e, como ficava muito bem num deprimido, com a certeza absoluta de que não ia adiantar coisa alguma. Na rua, passava um caminhão de lixo e Luiz Felipe lembrou-se de Woody Allen, dizendo que “você percebe que está deprimido quando vê um caminhão de lixo e grita táxi !"
No terceiro dia, o remédio começou a fazer efeito, mas o efeito colateral: ele estava com a boca absurdamente seca. Mal podia falar.
A depressão estava muito bem, cada vez mais forte.

sábado, 8 de novembro de 2008

Obama e Lula





Ancelmo Goes (O Globo, 7/11) reproduz uma manchete:
Roger Agnelli: (foto) Obama tem de fazer “muito” para chegar ao que Lula é hoje. O Presidente da Vale não especificou o que é o muito. Mas, e o contrário, ou seja, o que tem o Lula de fazer para chegar a Obama ?
Muito ? Não, pouquíssimo: Graduar-se em Harvard.

Domingo Cheio - Lauro Freitas

Depois de um almoço composto de bifinhos de soja, salada de vagens com chuhu e água mineral sem gás, corrida de fórmula 1, na Globo. Máquinas dando voltas e mais voltas, quem saiu em primeiro chegou em primeiro, quem era o favorito a ganhar o campeonato ganhou e por aí vai, com emocionantes trocas de pneus no interregno.
Vou ligar os tres liquidificadores de marcas diferentes que tem lá em casa e torcer por um deles, para ver se a emoção se compara. Não vou esquecer de chamar o Galvão Bueno (foto) para narrar e comentar com a inteligência privilegiada que Deus lhe deu.
Terminada a corrida e buscando manter o ritmo, passei a ouvir um CD do João Gilberto e aí entendi a razão do gato dele ter se suicidado, jogando-se pela janela, após três dias preso com ele no apartamento ouvindo-o ensaiar as suas preciosas músicas.
Logo voltei a ligar na Globo, Vasco e Flu, para ver o mestre Renato Gaúcho dar instruções ao zagueiro-zagueiro Odvan.
As emoções continuam, pois no Globo de hoje duas notícias, a saber: o prefeito eleito vai colocar em seu gabinete o filho do Governador, de 17 anos (o filho) e mais, as árvores da ciclovia da Barra precisam de poda.

O Primeiro Sutiã


(O Globo on line)
Lula disse que a pior fase da crise financeira internacional já passou. (*)
- O povo não deve ter medo de consumir, comprar uma televisão ou o primeiro sutiã.
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(*) Bob’s Blog – O Presidente também disse que o Papai Noel, a Branca de Neve e o Coelhinho da Páscoa existem.

Comentários dos Leitores

Jorge Eduardo sobre a nota "Comentários dos Leitores":
Triste é a incapacidade de assumir sua identidade Sr. Anônimo e mais ainda, sua triste incapacidade de distinguir "história" de "História".
Anote aí: "anônimo" é sinônimo de "covarde".
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Felipe A de Souza sobre a nota "Yes, we can":
Numa manhã de dezembro de 1968, então com 5 anos, fui chamado da brincadeira pela minha velha "bá", Severina, para ir correndo ver em nossa TV preto e branco de válvulas o homem dar a volta na lua!
A imagem era meio ruim e aquilo ficou assim... um pouco vago para mim na época.
No ano seguinte exibi todo orgulhoso aos meus amigos, na minha festa de 6 anos, um incrível bolo de cor Flicts com crateras, modulo lunar, astronautas, antena de radar e outros apetrechos que meu pai havia construído com a sua grande habilidade com balsa, cartão chrome-coat e até tampinhas de latinhas de filme que, na ocasião ainda eram de alumínio.
Dois anos depois, em 30 de julho de 1971 (há 37 anos atrás...) os dois astronautas David Scott e James Irwin desembarcavam um carro na lua. Um carro!
Dez anos antes o então presidente dos EUA, John F. Kennedy, havia feito um discurso em que prometia que ainda naquela década o homem chegaria à lua:
"Eu acredito que a nação deva se comprometer para alcançar o objetivo, antes do fim da década, de aterrissar o homem na lua e fazê-lo voltar em segurança para a Terra. Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis"
Lembrei disso quando cheguei no trecho do discurso de Obama:
"...às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos."
Para ser líder, basta liderar.



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Anônimo sobre a nota "Comentários dos Leitores":
Covarde? Talvez. Mas será que não deu pra entender a mensagem...h/H?? Que pena. Foi somente um erro de digitação... ou de atenção...


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Clara

Sobre a nota "Cada Presidente tem o Choro que Merece - Roberto A...":
Acho ótimo que o Barack Obama tenha sido eleito, mais por desejo que alguma coisa mude do que por esperança que a mudança nos atinja.


Assisto as CNNs e FOX NEWS' da vida e vivi muitos anos nos EUA. Pelo que percebi dos discursos de palanque, nenhum dos candidatos se referiu a algo que possa vir a nos beneficiar, pelo contrário, enfatizaram sempre uma atitude protecionista, principalmente o Obama. Acho que não temos muito o que aprender com eles, como sociedade, pois de modo geral são tristes, preocupam-se demais com bens materiais e se alimentam mal. Acho que devemos nos preocupar mais com a nossa comunidade, com aqueles que elegemos (a diferença no voto popular, lá, não foi tão grande assim...) e deixar de lado este sentimento de inferioridade e de humildade diante da "Fabulosa América". Devemos ter mais orgulho do que somos e somos MUITO!
Sobre a nota "Eleições Americanas: As tartarugas Paraplégicas e ...":
Bob, "até se falou em fraude" não! Houve fraude e nada foi feito. Assisti na CNN um comentarista falando sobre isto e dizendo que esta omissão das autoridades que deveriam ter tomado alguma providência é uma vergonha! Eles deveriam vir ao Brasil e aprender conosco como se fazem eleições com alta tecnologia, poucas filas e respeito para com a vontade dos que votam.
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Newton sobre a nota "Cada Presidente tem o Choro que Merece - Roberto A...":
O Primeiro Ministro italiano chamou Obama de "bronzeado". Plagio e digo que foi a semana em que os bronzeados venceram os caras-pálidas: Hamilton venceu de Massa e Obama de McCain...

O Salva Vidas... - Vídeo

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Yes, we can




"Olá, Chicago! Se alguém aí ainda duvida que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta.
É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.
É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.
Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e Estados azuis.
Somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América. É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.
Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA. Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.
O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.
Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.
Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.
Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.
Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.
A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.
A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho. À melhor equipe de campanha formada na história da política.
Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir. Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.
Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.
Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.
Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.
Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Esta é a vitória de vocês. Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.
Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.
Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.
Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.
Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.
O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos.
Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos. Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.
Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.
O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.
Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.
Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.
Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.
Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.
Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.
Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.
E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.
E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.
A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.
E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.
Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.
Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.
Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.
Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.
Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem-se e estenderem a mão para votar. Podemos.
Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.
Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.
Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos". Podemos.
O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação. E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar. Podemos.
EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer.
Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos?
Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.
Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.
E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os EUA da América".

Eleições Americanas: As tartarugas Paraplégicas e Martin Luther King - Roberto Argento



Na edição de 4/11, na primeira matéria, transcrevi uma nota do Globo on line e ao final, em itálico, escrevi As eleições são hoje. Já os resultados...
Estava me lembrando de quatro anos atrás, quando da reeleição de George Bush, e das confusões (falou-se até em fraude) no Estado da Flórida.
E, ao ver na TV filas enormes, com pessoas esperando até 10 horas para votar e máquinas obsoletas, quase tão velhas quanto eu, imaginei que o povo americano só iria saber o nome de seu novo presidente na véspera da posse.
Não foi o que aconteceu. O resultado saiu tão rápido quanto o de nossas eleições municipais. Então, refleti, aquelas vetustas geringonças eletrônicas que mais pareciam, como dizia meu amigo Lauro Freitas, tartarugas paraplégicas, funcionavam muito bem e, certamente, tinham custado muito menos ao bolso do contribuinte americano do que as nossas sofisticadíssimas urnas. Faz sentido ?
Com a vitória de Obama, o mundo todo festeja a queda do racismo, como se fosse possível, num piscar de olhos, abolir do cenário americano uma discriminação perversa que Martin Luther King começou a tentar destruir há quase 50 anos. Mas, sem dúvida, é um começo.
O racismo americano sempre foi declarado, aberto, escancarado, portanto, por mais absurdo que possa parecer, mais leal. Pelo menos mais leal do que o nosso racismo, que se esconde, se fantasia, e dá as caras em avisos sutis do tipo “empregadas domésticas, elevador de serviço”.
A propósito: Quantos garçons negros você já viu ? E atendentes em lojas de grifes nos Shoppings ?
Mas, tudo bem, já estamos melhorando, já elegemos e reelegemos um torneiro metalúrgico, nordestino que, além de não ter um dedo, também não tem o 2º grau.
E, quem sabe, a brava nação rubro-negra consiga eleger como sucessor do torneiro seu ídolo, o negro, perdão, o afro descendente Obina ? (foto)

Califórnia, Flórida e Arizona proíbem casamento gay

(Globo on line)
Os eleitores dos Estados americanos da Califórnia, da Flórida e de Arizona aprovaram em referendo uma emenda à Constituição estadual que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Os três Estados fazem parte de um grupo que, juntamente com a votação para presidente e para o Congresso, incluíram na eleição de terça-feira propostas sobre diversos assuntos, incluindo mudanças na legislação sobre aborto, drogas e educação.
Na Califórnia, com 95% dos votos apurados, cerca de 5,1 milhões de eleitores (52% do total) decidiram aprovar a inclusão na Constituição estadual da seguinte frase: "Apenas o casamento entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido na Califórnia".
Na Flórida, a mudança foi aprovada por 62% dos eleitores e no Arizona, por 56%.
Ao todo, 27 Estados americanos já haviam proibido antes desta terça-feira o casamento gay, que foi legalizado na Califórnia pela Suprema Corte estadual em junho.
Por causa da decisão do tribunal, milhares de homossexuais viajaram para o Estado para se casar nos últimos meses.
(foto: Parada Gay em São Paulo)
______________________________________________________________________ Bob’s Blog – Estou sentindo o dedo do Senador Crivella nesta decisão...

Resposta do Teste de Português

Repito o texto:
Empunhava uma britadeira, símbolo de força que os machos, espertamente, não fazem mais nenhuma questão.
Resposta: O erro é de concordância: Quem não faz mais nenhuma questão, não faz mais nenhuma questão DE alguma coisa.
Logo, a frase correta é:
Empunhava uma britadeira, símbolo de força DE que os machos, espertamente, não fazem mais nenhuma questão.

A Recaída do Ivanildo


Ivanildo sofreu uma recaída. Em casa, adoentado, com suspeita de dengue, me telefona e começa a vociferar:
- Chefe, chefe, não feche ainda a edição do Blog de hoje. Vou lhe mandar um imeio bombástico. Esse prefeito eleito é um dipsomaníaco !
Bombástico, dipsomaníaco... Deve estar delirando e pergunto:
- Ivanildo, você está com febre ?
- Não, chefe, por quê ?
- Nada, Ivanildo, qual é a notícia ?
- Esse prefeito eleito dividiu uma secretária em duas !
Ele faz uma pausa teatral para avaliar meu nível de surpresa. Mas não falo nada.
- Imagina, chefe, que ele vai ter duas secretarias cada uma de meio ambiente. E para a primeira metade já nomeou um secretário, um tal de Carlos Alberto Muniz. Não era mais econômico ter uma secretaria de ambiente inteiro ?
Desligo. Lamentavelmente, Ivanildo retoma seu título anterior de Ivanildo, o Imbecil.
(Foto: Carlos Alberto Muniz)

Comentários dos Leitores

Roberto Argento Filho sobre a nota "Barack Obama":
Paulo, pelo jeito você não anda muito pelos sites e programação de TV das redes americanas: CNN, NYT, FOX,...
Dois pontos:
(1) o Gabeira não foi eleito por causa da abstenção na Zona Sul do rio. Falta mobilização, tomarmos nas mãos o nosso destino.
(2) Acho estranho vc achar que não temos nada a aprender eles. Temos quem o que aprender com qualquer um, ainda mais com uma nação como os EUA (e não só com o que eles fazem certo, como vc mesmo lembra.
Quanto ao presidente analfabeto, temido etc. Vc tem certeza que ele foi ruim para os bancos e ricos como ele dizia antes de ser eleito? Ele cumpriu as promessas de campanha? O que ele mudou na economia, a não ser o fato de não fazer nada do que prometeu em 4 campanhas para presidente.
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Sobre a nota "Cada Presidente tem o Choro que Merece - Roberto A...":
Jorge Euduardo:
Eu não fiquei acordado nem me preocupei com a eleição americana pois sei que nada vai mudar lá em cima.Tanto um quanto o outro só iriam cuidar da "América" como eles se referem aos EEUU.
O grau de entusiasmo por aqui pela eleição do Obama é desmedido, e inexplicável.
O esquerdismo nacional embarcou no Obama esquecendo que naquelas bandas, no frigir desses novos ovos vai predominar mesmo é a salvação do Santo Dollar, mais sujo que pau de galinheiro, em ações que vão deixar para a esquerda de lá só uma firulinhas para agradar a arqubancada.
E agora, será que ele vai também mudar o nome da Casa Branca para outra cor?
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Anônimo:
Que besteirada Sr. Jorge. A sua incapacidade de ver a história sendo feita chega a ser triste.
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Eduardo sobre a nota "Leitura Dinâmica":
Você pode informar quem é o autor do quadro que ilustra o texto sobre Romeu e Julieta ?
O quadro é do pintor inglês Ford Madox Brown (1821-1893).
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cada Presidente tem o Choro que Merece - Roberto Argento

Não, não fiquei acordado até as 4,30 da madrugada, como o leitor Roberto Argento Filho (vide Comentários dos Leitores), mas assisti hoje, à tarde, à reportagem completa sobre a eleição de Obama. Seu discurso, o discurso elegante de McCain, o povão nas ruas. E chorei. De emoção.
Logo depois, apareceu nosso Presidente, em Brasília, plantando uma árvore e discursando. Chorei de novo. De quê ? Não sei, vou perguntar ao meu psiquiatra.

Teste de Português

Joaquim Ferreira dos Santos (Gente Boa, O Globo 3/11), no final de uma nota escreveu:
Empunhava uma britadeira, símbolo de força que os machos, espertamente, não fazem mais nenhuma questão.
Onde está o erro ? Respondam nos comentários ou pelo e-mail roberto.argento1@gmail.com.
Resposta na edição de amanhã.


Leitura Dinâmica



Você não precisa gastar dinheiro nem tempo para conhecer algumas obras-primas da literatura universal. Seguem abaixo resumos dessas obras:


“Romeu e Julieta” – Shakespeare
Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro. As duas turmas entram na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.

“Guerra e Paz” – Leon Tolstoi
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado. Por isso, Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.

“A la Recherche du Temp Pedu” – Marcel Proust
Um rapaz sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa noite. No dia seguinte tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile onde estão todos muito velhinhos.

“Madame Bovary” – Gustave Flaubert
Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco e um vizinho cheio da grana. Depois, entra em depressão, envenena-se e morre.

“Édipo Rei” – Sófocles
Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge o psicanalista que enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

Os Correios e os Fuzis - Lauro Freitas

O escarcéu feito pela mídia a respeito da remessa de 80 Fuzis pelos Correios não se justifica, pois certamente não consideraram fatos relevantes que cercaram a ocorrência. É é óbvio que foram tomados cuidados para que a segurança na entrega fosse preservada: a remessa foi feita pelo sistema AR (aviso de recebimento); a carga transportada em carro forte, com guardas armados; nas caixas, numa jogada inteligentíssima, estava escrito "fusíveis". Além de tudo, não havia porque deixar de confiar nos Correios, instituição da mais alta honradez que jamais se envolveu em maracutaias.

Comentários dos Leitores


Sobre a nota "Barack Obama":
Roberto Argento Filho
Fui dormir às 4 e meia da manhã, somente depois do discurso do Obama.
Que dia!
É claro que a tecnologia usada pelos americanos na sua eleição é muito inferior à nossa, mas é só isso.
Que inveja!
Milhões de pessoas esperam em filas intermináveis para expressar sua vontade. E o voto não é obrigatório. Uma avalanche de novos eleitores. Uma avalanche de jovens. Uma mobilização sem precedentes.
E a imprensa? Uma avalanche de informações, dados e análises. Isentas ou abertamente partidárias, uma cobertura profissional, com opiniões diversas e profundas. Que tecnologia.
Que derrotado: Mcain deu um show no seu discurso de derrota. Um servidor público no melhor dos sentidos. Um Patriota que se submete à decisão democrática e urge seus compatriotas e partidários a saudarem o novo Chefe de Estado e de Governo.
Para encerrar a noite, um discurso emocionante de Obama.
Que diferença!
Enquanto o nosso presidente está há 6 anos no palanque como se ainda fosse candidato, no seu discurso de vitória, Barak, a menos de duas horas do anúncio do resultado, fala como presidente, como estadista.
Temos muito a camihar e a aprender com os americanos.
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Paulo Moraes
Roberto Argento (Pai)
I'm sorry.....Não concordo com o "Roberto Argento filho".....Não temos nada que aprender....
Começamos pela tecnologia....
- A nossa, surpreendentemente, é muito mais avançada que a deles.
Nosso voto é obrigatório, sim...Mas é o que temos.
- A imprensa? Não esqueça que a nossa é muito mais detalhada em informações..A deles é confusa...
- Discursos na derrotas?....Todos os nossos já fizeram. E de forma civilizada como a do Mcain. E derrotado como foi não poderia agir de outra forma...
Só posso concordar com o último parágrafo...Realmente quem diz que a crise no Brasil vai chegar como uma "marolinha", quem tem um candidato do seu partido para prefeito do Rio e apóia um de outro partido....Quem apóia o Severino depois que ele fez....
Só não concordo em ter que caminhar muito e aprender com quem inicia uma, duas, tres guerras por interesses próprios, quem foi sempre o maior discriminador racial do planeta, quem se acha o dono do mundo e etc etc etc...
Será que o Roberto Argento filho tem vivido no Brasil nestes últimos anos?
Se esteve esqueceu que por interferência do povo e dos estudantes um presidente foi obrigado a renunciar.
O povo elegeu (bem ou mal) um presidente praticamente analfabeto e temido pela classe alta, mas que está no poder e nossa economia vai muito bem, obrigado.
Francamente......
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Alberto del Castillo
Caros Amigos
A piadinha para ouvidos não preconceituosos apenas afirma que Obama é a única alternativa.O tempero esta´na certeza da indignação dos politicamente corretos.

E-Mails dos Leitores

Do leitor Nilson Baião
Prezado Roberto
Teu Bob's Blog está muito bom !
Vejo uma preocupação demasiada com o "anônimo!"
Porque você não manda ele , o anônimo, tomar no xxxxx, e encerrar definitivamente o assunto ?
Abs. Nilson
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Do leitor Lauro Freitas:
Old Argento,
As nossas "multi" só nos dão alegrias. Eis porque me ufano:
- Os dois bancos juntos, já agora UNIBAÚ, certamente não mais cobrará a taxa de espirro, quando fizermos isso dentro de uma de sua milhares de agências; e
- A ANBEV, no dia de hoje, estará fazendo uma mega pesquisa junto a toda a população da grande nação do norte para saber qual é a melhor cerveja: Barak ou Bama?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama


O candidato democrata Barack Obama foi eleito, na madrugada desta quarta-feira, presidente dos Estados Unidos. Ele será o 44º presidente americano e o primeiro negro a comandar da Casa Branca. De acordo com a contagem do número de votos no Colégio Eleitoral, Obama tem 338 votos contra 163 do republicano John McCain (bastavam 270 para a vitória), a maior margem desde o pleito de 1996, quando Bill Clinton foi reeleito.

A Imprensa, o Papel de Bala e a Turbina de Tucuruí


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a imprensa, durante a inauguração da segunda casa de força da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Lula disse que as manchetes só destacam coisas ruins, como se nada de bom acontecesse no Brasil ou no mundo.
- Ou será que a nossa cabeça está condicionada a pensar que o bom é obrigação fazer e só o mal tem que mostrar ?
Lula lembrou a primeira vez que esteve em Tucuruí, em novembro de 2004, para a inauguração de uma turbina e comeu um bombom de cupuaçu, jogando o papel entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o então governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Ele reclamou que, apesar da importância da obra, no dia seguinte, o destaque era a foto do papel do bombom jogado no chão.
- Não teria importância em lugar nenhum do mundo, mas no Brasil o preconceito estava demonstrado naquele papel de bala. Porque se quisessem mostrar uma coisa dessas, era só mostrar o que muitos governantes faziam muito mais sujo que um papel de bala e que não era mostrado em nenhum momento.
(O Globo on line)
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Ainda bem que o papel não atingiu a Ministra Dilma nem o Governador do Pará.
(Bob's Blog)

No Asilo

Duas velhinhas bem velhinhas estão jogando sua canastra semanal. Uma delas olha para a outra e diz:
- Por favor, não me leve a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora eu não consigo me lembrar do seu nome, veja só a minha cabeça. Qual é o seu nome, querida?
A outra olha fixamente para a amiga, por uns dois minutos, coça a testa e diz:
- Você precisa dessa informação para quando?

O Judeu



Um judeu chega à casa do Rabino e, aflito, lhe diz:
- Rabino, minha mulher não me deixa viver ! Ela me ofende, me maltrata , me
humilha !
O rabino responde:
- "Guetir" (divorcia-te)
E o judeu:
- Rabino como vou me divorciar se eu a quero ?
O Rabino responde:
- "Guetirnicht" (não te divorcia!)
Ao cabo de uma semana, volta o judeu:
- Rabino, já não posso mais viver com ela. Ela não quer que eu estude, me
insulta, me faz passar vergonha diante dos amigos
O rabino responde:
- "Guetir" (divorcia-te)
Rabino:
- Como vou me divorciar e o que dirão meus pais, meus amigos e conhecidos ?
O rabino responde:
- "Guetirnicht" (não te divorcia!)
Passam poucas semanas e o cara volta ao Rabino:
- Rabino, ela não quer me fazer fish para o Shabat !Não quer fazer amor
comigo! Como posso viver ?
O Rabino, novamente, com santa paciencia:
- "Converta-se ao cristianismo"!
- Rabino, como me dizes tal coisa se sou um judeu piedoso, cumpridor de
todos os preceitos da Halajá! Porque tenho de me converter?
Responde o Rabino :
- Porque assim vais encher o saco do padre, pooooooorrrrrrraaaaaaa !

E-Mails dos Leitores

Do leitor Marcos Ribeiro
No dia das eleições nos EUA, recebi essa piadinha no meu e-mail:
Eleições Americanas
Você votaria em Obama ou em branco ?
e fiquei pensando: ainda hoje, em 2008, recebemos esse tipo de coisa boba, desproposital e racista. Imbecil mesmo, diria!
Num mundo em que lutamos pela igualdade e respeito entre todos, vem alguém e pensa esse tipo de coisa e, pior, escreve.
No fundo, somos uma mesma raça (humana) com tantas manifestações diferentes. E diferença não significa desigualdade. Não importa a cultura, a língua, as crenças e as tradições. Somos diferentes sim, mas com uma única aspiração: viver uma vida plena.
Que possamos construir uma sociedade igualitária e sem preconceitos.
Marcos Ribeiro,
Sexólogo.
www.marcosribeiro.com.br
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Prezado Marcos,
Ontem, ao entrar na cabine eleitoral, o cidadão americano tomou uma destas quatro decisões:
1 – Votou em branco, ou seja, não votou em ninguém.
2 – Anulou o voto, ou seja, absteve-se de votar.
3 – Votou em um candidato branco, ou seja, em John McCain.
4 – Votou em um candidato negro, ou seja, em Barak Obama.
Se quisermos adotar a frescura em moda do politicamente correto, substituímos o negro pelo afro descendente.
É evidente que a minha chamada para o blog tinha a roupagem de uma piada a qual você tem todo o direito de achar boba e imbecil, mas não pode chamá-la de racista e desproposital (não conheço esta palavra), sob pena de estar dizendo uma inverdade.
Em 25/8, comentando uma comemoração gay em Petrópolis que a Câmara Municipal tentara impedir, escrevi neste Blog:
Não sou homossexual como não sou torcedor do Flamengo. Mas não tenho nada contra o homossexual nem contra o torcedor do Flamengo. E tenho tudo contra qualquer espécie de discriminação: contra os homossexuais, contra os judeus, contra os negros.
E em 23/5, o jornal O Globo publicou uma carta minha que abaixo transcrevo:
Sobejamente comprovado pela Ciência que não existe diferenciação entre as raças, o Senador Mão Santa (PMDB-Piauí) aparece como um geneticista tupiniquim e afirma que seu colega Sibá Machado (PT-Acre) “melhorou a raça porque foi se cruzar com uma mulher bonita no Sul”. Depois, como sempre acontece, desculpou-se negando “ser racista e que para ele não existe isso”. Se isto não é racismo, o que é, então ?
Marcos, concordo em gênero, número e grau quando você escreve que “no fundo, somos uma mesma raça (humana) com tantas manifestações diferentes. E diferença não significa desigualdade. Não importa a cultura, a língua, as crenças e as tradições. Somos diferentes sim, mas com uma única aspiração: viver uma vida plena. Que possamos construir uma sociedade igualitária e sem preconceitos”.
E a minha piadinha, ainda que possa ser boba e imbecil, não contraria a minha crença.
Finalmente, quero parabenizá-lo pela sua excelente entrevista no programa do Jô, a que assisti em seu site www.marcosribeiro.com.br

Golfe no Escritório - Vídeo

As Gralhas Enfurecidas (011)

A conversa com Luiz Felipe, na manhã do dia seguinte, durou mais, mas não muito mais do que quinze minutos.
O Dr. Rogério estava constrangido. Há apenas vinte dias tinha preenchido mais um relatório de avaliação de desempenho de Luiz Felipe e as notas haviam sido muito boas. Mas havia modificações na empresa e os Diretores tinham recebido ordens para reduzir custos administrativos. Muito cordial, fez questão de explicar que ele não estava sendo despedido da GLS.
- Você não está sendo despedido, no sentido de sair daqui e ir ao Departamento do Pessoal acertar as contas. Nem estou lhe dando uma carta de demissão, com aviso prévio. A Gerência de Riscos Diversos está sendo extinta e eu não tenho lugar para você na área técnica. Digamos que você está em disponibilidade, por um mês, aguardando uma colocação aqui dentro. Se você achar, tudo bem. Se não...
Luiz Felipe ajudou-o a encerrar o que estava parecendo ser um tormento para ele:
- Se não, você me dá uma carta de aviso prévio, o que significa que tenho dois meses, a partir de agora, para sair. É isto ?
Ele não respondeu porque esta pergunta não fazia parte do roteiro que tinha preparado para a ocasião. Assim, continuou, como se não tivesse ouvido:
- Vou ajudar você a ficar porque acredito que a GLS não deve perder um profissional como você.
Chegou em casa e apanhou a correspondência.
Entre a conta do cartão de crédito, mais uma mala direta oferecendo computadores a preços tentadores e a conta do condomínio, havia um cartão postal que leu ainda no elevador. Luísa contava que se matriculara em um curso de pós-graduação em Psicologia na Sorbonne, que ficaria por mais dois anos em Paris, mandava muitos abraços e em um PS de duas linhas informava que se tinha casado com um colega do curso e que estava muito feliz de sua vida.
Luiz Felipe olhou a foto do cartão e concordou com Luísa que, há algum tempo, comentara que era realmente muito debochado o sorriso da Monalisa.
Dormiu muito mal, apesar dos dois comprimidos de Lexotan mastigados. Acordou às cinco horas, tomou banho, arrumou-se e foi para o escritório. O núcleo neurótico, que também não dormira, sentado a seu lado, no carro, dizia que Luiz Felipe, doze horas depois de ter perdido a namorada, perderia o emprego também.
Passou nove dias na Companhia sem fazer absolutamente coisa alguma. Esperando.
No décimo dia foi finalmente anunciada a incorporação da outra Seguradora pela GLS Seguros, o que provocou o remanejamento de pessoas exercendo cargos importantes, fora do Rio de Janeiro.
Foi o caso do Dr. Mauro Cardoso, que perdeu sua posição de Diretor, responsável pela sucursal de Minas Gerais e foi transferido para a Matriz, ocupando a Diretoria de Marketing. Chegando ao Rio cheio de idéias, criou uma estrutura super dimensionada para o Departamento, desenhando um organograma em que apareciam três cargos de Superintendente, chefiando, cada um, dois Gerentes.
Foi com ele que Rogério Campos tinha falado, pedindo uma vaga para Luiz Felipe.
Pela primeira vez em vinte e sete anos de vida profissional, ele ia participar de uma entrevista que, estranhamente, fazia parte de um processo de não demissão.
A secretária ofereceu-lhe café e informou que o Dr. Mauro Cardoso havia telefonado, dizendo que ia se atrasar alguns minutos. Luiz Felipe agradeceu a consideração e pensou:
- Tenho todo o tempo do mundo. Afinal, não tenho muita coisa para fazer...
O Dr. Mauro Cardoso chegou com alguns minutos de atraso, exatamente cento e oitenta, e ainda ficou trancado em sua sala por mais vinte. Luiz Felipe, na sala da secretária, tomando o décimo primeiro café, estava convencido de que aquele teste de paciência fazia parte do tal processo de não demissão. A sensação que experimentava era a de que seria interrogado pelo juiz que proferiria a sentença, definindo sua vida profissional.
Finalmente entrou, sentou-se diante do juiz e, satisfeito, viu que o núcleo neurótico tinha ficado lá fora, conversando com a secretária.
O juiz fez duas ou três perguntas em francês, outras tantas em inglês e começou a dissertar sobre a fraqueza da força. Quinze minutos depois, estava falando sobre o território da marca. Luiz Felipe teve a sensação de que tinha cochilado e de que tinha sido despertado pela pergunta do Dr. Mauro Cardoso:
- Você tomaria um refrigerante chamado Xerox? Ou tiraria cópias em uma máquina que se chamasse Coca-Cola ?
Luiz Felipe lembrou-se do filme que vira na madrugada e achou melhor não responder. O núcleo neurótico tinha passado por debaixo da porta e estava cochichando em seu ouvido:
- Você tem o direto de ficar calado mas tudo que você disser pode vir a ser usado contra você.
Às nove horas, fazendo um enorme esforço para manter-se atento e, diante do maior festival de bobagens a que já assistira, deu um forte empurrão no núcleo neurótico e decidiu convencer-se de que seria aproveitado, graças, sobretudo, às primeiras respostas da entrevista, em um francês e inglês, absolutamente impecáveis. O Marketing... bem, concluiu que o seu entrevistador conhecia tanto do assunto quanto ele, ou seja, nada.
Luiz Felipe foi aprovado e, na semana seguinte, promovido a Superintendente de Produtos Industriais, passou a ocupar uma sala no sétimo andar. E esperava que não houvesse qualquer alteração que interrompesse o que, naquele momento, ressalvados todos os imprevistos da vida, ele estava considerando como o emprego definitivo, de onde só sairia quando se aposentasse ou quando morresse.
Cinco andares abaixo, no ambulatório da empresa, o núcleo neurótico estava se recuperando das fraturas causadas pelo empurrão. Luiz Felipe esperava que ele morresse.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições Americanas


As atenções do mundo estarão voltadas nesta terça-feira para as eleições presidenciais americanas, a disputa mais esperada das últimas duas décadas. Após dois anos de intensa campanha, o democrata Barack Obama e o republicano JohnMcCain verão nas urnas quem sairá vencedor. Foi a campanha mais longa da História dos Estados Unidos. Apesar de o senador por Illinois estar na frente nas pesquisas de intenção de votos, a dúvida sobre quem governará o país mais poderoso do mundo ainda permance. Na segunda-feira, os dois candidatos fizeram uma maratona a nove estados diferentes no último dia de campanha.
Como as pesquisas indicam que em vários estados a distância é grande a favor de um ou outro candidato, a maratona noturna se limita, na prática, aos resultados em alguns locais.
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As eleições são hoje. Já os resultados...

O Estagiário

O farmacêutico entra na sua farmácia e repara num homem petrificado, com os olhos esbugalhados, mão na boca, encostado em uma das paredes.Ele pergunta para ao estagiário:
- Que significa isto? Quem é esse cara encostado naquela parede?
O estagiário:
- Ah! É um cliente que queria comprar remédio para tosse. Ele achou caro, então eu vendi um laxante.
O farmacêutico:
- Você ficou maluco? Desde quando laxante é bom para tosse?!?!O estagiário:
- É excelente. Olha só o medo que ele tem de tossir...

Politicamente Incorreto

O vigário da Igreja do interior de Minas era tão racista que um dia enlouqueceu quando viu um negro dentro do templo:
- O que você está fazendo aqui, seu tição ?E o menino, apavorado:- Só estava limpando.
E o padre racista:
- Ah, se eu te pego rezando !

A Frase do Ano


Toda crise tem solução. A única que eu cheguei a pensar que não tinha, a do Corinthians, acaba de se resolver.

(Lula)

Comentários dos Leitores

Jorge Eduardo sobre a nota "João Gilberto e o Itaú":Se você se sente sozinho ao abominar o João Gilberto, console-se: eu também acho ele chatíssimo. Aquela vozinha abuzinada é ideal para velórios como o do Felipe Massa que ontem ganhou mas não levou.Será que o Itaú vai dar 2 milhões - duas enormes espigas de milho- ou Reais? Ser forem Reais será uma grana mal gasta por um banco no qual, felizmente, eu também não guardo minhas parcas migalhas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Alta Teconologia

Um jornal londrino informou que após cavar a 100 metros de profundidade em solo britânico, cientistas acharam vestígios de fiação de cobre com cerca de 2.000 anos e concluíram que seus antepassados já possuíam uma rede de telefonia.

Para não ficar atrás, dois dias depois, um jornal francês informou que após escavar a 200 metros de profundidade, cientistas encontraram vestígios de fibra ótica com 3.000 anos e concluíram que seus antepassados já possuíam uma rede de telefonia de alta qualidade.

Uma semana depois, os portugueses publicaram que após escavações a 1.000 metros de profundidade os cientistas não encontraram vestígios de coisa alguma e concluíram que seus antepassados já usavam o telefone celular.

João Gilberto e o Itaú




Em 26/8 publiquei a seguinte matéria:

João Gilberto e a Anta Alienada
Há alguns dias escrevi que me sentia, no mínimo, deslocado, por abominar os barquinhos que iam e vinham e o patinho que vivia grasnando seu irritante quem quem, na voz irritante de João Gilberto.Tenho, realmente, que colocar este assunto na minha próxima sessão com o psicanalista, porque, decididamente, com o sucesso do homem do Chega de Saudade, eu sou mais que um deslocado. Sou uma anta alienada.


Agora, em 26/10, Ancelmo Goes informa que João Gilberto quer 2 milhões de reais do Itaú, como cachê de seu show. Quer dizer, 1 milhão pelo Desafinado e outro milhão pelo pato pleonástico que não fala au au e sim qüem qüem. Se o Itaú pagar, não vou deixar de ser cliente porque já não sou, mas vou ter de perguntar a meu psiquiatra se ele confirma que sou, realmente, uma anta alienada.

Ajude o Próximo

De madrugada, o casal acorda ao som insistente da campainha da casa. O dono da casa levanta e, pela janela, pergunta:
- O que é que você quer?
- Olá, eu sei que é tarde - grita um homem - mas preciso que alguém me empurre.
Louco da vida, o recém acordado replica:
- Eu não te conheço, são 4 horas da manhã e me pede para te ajudar? Ah! vá te catar!
Sua mulher, que também acordou, não gosta da atitude do marido.
- Você exagerou. Você já ficou sem bateria antes, bem que poderia ajudar esse cara.
- Mas ele está bêbado...
- Mais um motivo para ajudá-lo. Ele não vai conseguir sozinho.
Tomado por remorsos, o marido se veste e vai para a rua e procura o bêbado.
- Hei, cara, vou lhe ajudar! Onde é que você está?
E o bêbado gritando:
- Aqui, no balanço do jardim...
- O que você quer ?
- Me empurra, por favor.

Paparazzo brasileiro x Keanu Reeves





(O Globo on line)
O fotógrafo brasileiro Adilson Silva, o paparazzo que abriu um processo civil contra Keanu Reeves, (foto)está pedindo mais de US$ 600 mil por danos ao ator, a quem acusa de atropelamento. O anúncio foi feito pelo advogado do fotógrafo em Los Angeles, na Califórnia, onde está sendo realizada a audiência contra o astro americano.
Segundo o advogado do fotógrafo, Joseph Farzam, o brasileiro sofreu uma lesão no punho permanente pelo suposto acidente, que aconteceu em março de 2007 em Los Angeles. O advogado pediu ao júri que Keanu Reeves pague a seu cliente US$ 640.800 para cobrir os prejuízos, gastos médicos e o dinheiro que deixou de ganhar por estar machucado.
O processo foi aberto na segunda-feira passada. Em depoimento no dia seguinte, o ator desmentiu ter avançado com o carro contra o fotógrafo, afirmando que ele caiu sozinho ao andar para trás.
O júri começou a deliberar sobre o caso na tarde de sexta-feira, antes de uma pausa pelo fim de semana, mas ainda não chegou a nenhuma conclusão. O processo deve ser retomado na segunda-feira.
Durante a semana, o advogado de Keanu Reeves interrogou o fotógrafo Adilson Silva confirmando que o brasileiro havia se envolvido em outra confusão quando perseguia Britney Spears este ano. Na ocasião, ele também caiu e machucou o punho. O paparazzo confirmou o incidente e disse que a queda só piorou a lesão sofrida no suposto atropelamento de Keanu Reeves.
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(Bob’s Blog)
1 - O ator jogou ou não o carro sobre o fotógrafo ?
2 - O fotógrafo, na sua atividade justificada de correr atrás de sua foto é ou não um estabanado ?
3 - O fotógrafo já tinha sofrido ou não outro acidente quando perseguia Britney Spears ?
4 - Qual a estimativa mensal de ganhos do fotógrafo ?
5 - Qual a estimativa de sobrevida do fotógrafo ?

Em resumo:
O fotógrafo é ou não mais um picaretinha querendo se valer da fama do ator ?

Comentários dos Leitores

Vladimir sobre a nota "Rodrigo Bethlem, o Xerife do Rio - Roberto Argento...":
Uma curiosidade: por que em alguns textos (como neste) você coloca seu nome e em outros não ?
Vladimir,
Os textos que são integralmente meus levam o meu nome. Naqueles que eu apresento considerações sobre notícias dos jornais eu, logicamente, não coloco o meu nome.

Informação Relevante





Muitos estudos mostram que levamos 120 anos para ter 800 milhões de carros ao redor do planeta, e que levaremos apenas outros 30 anos para duplicar este volume. Se isso for verdade, o melhor ainda está por vir. (Dieter Zetsche, executivo da Daimler na BBC).

domingo, 2 de novembro de 2008

Felipe Massa - Pole Position



O primeiro dos desafios já foi superado. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, vai largar na pole-position no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula-1, às 15h deste domingo, no Autódromo Internacional de Interlagos. No treino classificatório, realizado neste sábado, o brasileiro brilhou, cravando a volta mais rápida, com o tempo de 1m12s453. Ao seu lado, na primeira fila, estará o italiano Jarno Trulli, da Toyota, que marcou 1m12s737.
(O Globo on line)

Tempos de Crise

O sujeito vai andando pela rua quando, de repente, um assaltante lhe aponta a arma:
- Passa o relógio! O coitado lhe dá seu Rolex falso e o ladrão reclama:
- Que é isso? Esta merda qualquer camelô vende por vinte reais! Passa a carteira, porra!
O homem lhe entrega sua carteira de plástico, imitação de Hugo Boss, e o assaltante encontra nela três passes de ônibus, dois vales-refeição e cinco reais.
Irritado, o ladrão diz:
- Paletó gasto, sapatos velhos e a única coisa que parecia prestar aqui não passa de uma reles imitação barata! Afinal, que merda você faz na vida?
O cara responde, quase chorando:
- Sou engenheiro!
E o ladrão pergunta, com um sorriso simpático:
- Sério!!? Qual turma...?

Rodrigo Bethlem, o Xerife do Rio - Roberto Argento



O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes anunciou o nome de Rodrigo Bethlem - atual subsecretário estadual de governo - para ocupar a Secretaria da Ordem Pública ainda a ser criada. O novo secretário tem uma história parecida com a de seu chfe. Começou como Cesar-boy, foi para o PFL, depois para o PV.
Em agosto último, Bethlem resolveu "fotografar os veículos de quem procurar pelos serviços de prostitutas” medida que poderia atravancar o Poder Judiciário com inúmeras liminares e propositura de ações pela inconstitucionalidade. O ilustre jurista Célio Borja, na ocasião, afirmou que "a conduta de quem contrata uma prostituta não é criminosa e que a estratégia poderia ser encarada como abuso de autoridade".
Imaginem, o que vai fazer esse moço, agora, como xerife do Rio, com o título de super-secretário.

Falha Nossa

Não seguindo meu esclarecimento, por falha, deixei de apresentar minhas considerações sobre os comentários dos leitores publicados em 01/11, o que faço agora:
Ruy sobre "As Gralhas Enfurecidas (008)":
Você "corta" os capítulos de uma maneira muito inteligente. Parece novela de gente grande. Já tentou transformar em roteiro para a TV ou cinema ? Estou achando isso até o momento, espero que continui assim.
Ruy,
Agradeço seus elogios e seu incentivo. Pode ser que me torne um novo Gilberto Braga ou João Manoel Carneiro que está indo muito bem com “A Favorita”


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Sobre a nota "Carnaval 2009 (1) - Roberto Argento":
Paulo Moraes
Bob
Quer aposta que o "anonimo (a) vai reclamar ou questionar?
Paulo,
Nunca sabemos quantos anônimos são. Mas se é aquele que você está pensando, ele reclamou – vide abaixo.

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Anônimo
Considero uma palhaçada essa falta de respeito com líderes mundiais. Fico imaginando quais as outras personalidades que irão surgir, quer dizer, se esse blog durar mais dez semanas.
Anônimo,
Tinha que ser um anônimo. Quer saber, Anônimo ? Anonimato eu aceito. Grosseria eu aceito. Mas anonimato mais grosseria... Não vou perder tempo com você.

Leitura Dinâmica (neydecastelo@uol.com.br)




Você não precisa gastar dinheiro nem tempo para conhecer algumas obras-primas da literatura universal. Seguem abaixo resumos dessas obras:

Romeu e Julieta – Shakespeare
Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro. As duas turmas entram na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.
(Foto: Quadro de Ford Madox Brown)

Guerra e Paz – Leon Tolstoi
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado. Por isso, Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.

À la Recherche du Temp Pedu – Marcel Proust
Um rapaz sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa noite. No dia seguinte tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile onde estão todos muito velhinhos.

Madame Bovary – Gustave Flaubert
Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco e um vizinho cheio da grana. Depois, entra em depressão, envenena-se e morre.

Édipo Rei – Sófocles
Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge o psicanalista que enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

As Gralhas Enfurecidas (009)

Sem muito entusiasmo, começou a ver os cadernos de empregos dos jornais. Leu um anúncio de uma Seguradora não identificada e achou que era a GLS. Lembrou-se, então, do Dr. Bráulio Medeiros, executivo importante na empresa e nome muito respeitado no mercado.
Luiz Felipe o conhecia dos tempos da Seguradora de Paris, onde ele ia pelo menos a cada dois anos, na campanha para a eleição do Conselho Técnico do Instituto de Resseguros. Além disso, cinco anos antes, haviam estado juntos em Paris, numa reunião na Matriz da sua Companhia, para tratar dos seguros de importação das turbinas da Hidroelétrica de Iguaçu, assunto de grande interesse para as duas Seguradoras. Tinham conversado bastante, se tornado mais do que simples colegas de uma mesma atividade profissional.
Por isso, e porque estava com muito medo do que poderia vir a ocorrer, caso a Segex viesse realmente a sofrer uma intervenção, o que ainda não tinha acontecido, Luiz Felipe sentiu-se à vontade para procurar o Dr. Bráulio, informar-se sobre o anúncio e tentar uma colocação.
O anúncio não era da GLS, mas o Dr. Bráulio via com bons olhos seu ingresso na empresa da qual era Vice-Presidente, se houvesse vaga..., o que, declarou sem maiores detalhes, poderia acontecer nas próximas semanas. Pediu-lhe um currículo mas deu uma sugestão, quase uma ordem:
- Não mencione a Segex. Isto não ajuda. Só atrapalha. O que vai interessar no currículo é o grau universitário, a sua passagem pela Seguradora francesa de onde, sei lá porque, você saiu, e, talvez, o inglês e o francês que você domina. Mas, repito, não mencione a Segex.
Sem pouca coisa para fazer - ele não participava do Departamento de Seguros Obrigatórios - sobrava-lhe tempo para pensar.
Pensar... nos dezesseis anos da Seguradora de Paris e suas mordomias... na Segex, onde se imaginou como o homem de absoluta confiança do dono, o monarca, o Príncipe Charles, ainda que de um reino menor... pensar... e perceber que isto tinha ficado para trás e que, às vésperas de completar quarenta e oito anos de idade, estava no ponto zero, tendo de começar tudo outra vez.
Então, alguma coisa parecida com desesperança começou a rondar sua cabeça. E agora ? E se não surgisse a vaga na GLS ? E se a Segex sofresse outra inspeção? Escaparia outra vez, ou seus bens ajudariam a pagar as dívidas do Dr. Eduardo ? E por que o Dr. Eduardo não voltara da Inglaterra ? E Luísa, onde andava Luísa ?
O núcleo neurótico não perdeu a oportunidade e sugeriu que Luiz Felipe passasse todos os seus bens para o nome do irmão. E ainda acrescentou:
- E trate de arrumar outra namorada...
Um mês depois de ter entregue o currículo, onde a Segex não aparecia, houve o telefonema do Dr. Bráulio, convidando-o para almoçar no Clube de Seguradores, onde também estaria presente o Dr. Silvio Cavalcante, Diretor da área de saúde.
Conversou-se sobre viagens, política e economia, mas não se falou em seguros, e, muito menos, sobre sua candidatura ao emprego na GLS. Despediram-se e Luiz Felipe voltou para o seu corredor da morte, convencido de que o estavam conhecendo, pesquisando se ele era um perfeito imbecil, como o seu ingresso na Segex fazia supor.
A expectativa, a ansiedade, a agonia duraram mais duas semanas. A secretária do Dr. Rogério Campos, Diretor Técnico, telefonou, convidando-o para almoçar no restaurante da Diretoria da empresa, no oitavo andar do edifício sede.
Bráulio Medeiros, Silvio Cavalcante, e agora Rogério Campos. Se era verdade que a GLS tinha mais de trinta Diretores e se todos tivessem que conhecê-lo, o que pensa, como se veste, como fala, como segura o talher..., com intervalos quinzenais para os almoços, talvez, o ingresso na Seguradora viesse a ser comemorado junto com o seu cinqüentenário.
O Dr. Rogério Campos falou rapidamente sobre a GLS, contou um pouco da sua história e explicou a origem do nome, que Luiz Felipe já conhecia:
- O fundador da Companhia, lá pelo ano de 1900, foi um pernambucano que se chamava Geraldo de Lima Siqueira. Ele pegou as iniciais do seu nome e batizou a Companhia, sem saber, claro, que, quase um século depois, a sigla GLS viria a se tornar no que se tornou... É evidente que os herdeiros atuais poderiam ter alterado, mas a tradição falou mais forte, o nome estava consolidado e ninguém se preocupou em mudar.
Desceram até a sala do Diretor e ele lhe informou o cargo que ia ocupar e o salário. Luiz Felipe, excitado, percebeu que ganharia quase quatro vezes mais do que na Segex. Ganharia... porque a admissão ainda não estava decidida.
- Você teve a aprovação do Dr. Bráulio, do Dr. Silvio e a minha. Só falta passar pela Mônica Pacheco. Vou falar com ela e ela marca a entrevista.
Luiz Felipe devolveu o crachá e apanhou a carteira de identidade. No táxi, voltando para a Segex, sentiu-se um perfeito idiota, por não ter perguntado quem era Mônica Pacheco. Enfim, pensou, devia ser mais uma Diretora.
Mônica Pacheco telefonou no dia seguinte. Era a psicóloga, chefe do setor de recrutamento. O exame, uma enorme bateria de testes, seria realizado às oito horas da manhã do dia seguinte.
Dormiu mal outra vez. O núcleo neurótico, que não teve coragem de aparecer ao vivo e a cores, invadiu seu sono e Luiz Felipe sonhou com as provas de matemática e de descritiva, nos tempos do colégio, e concluiu que seria reprovado.

sábado, 1 de novembro de 2008

Um Homem de Bem



Sr. Presidente, Srs. Deputados, queria falar um pouco sobre as eleições da cidade do Rio de Janeiro, da qual tive eu o prazer de participar, numa aliança tripla - PV, PSDB e PPS - como candidato a vice-prefeito da chapa encabeçada por Fernando Gabeira, do Partido Verde.
Recebi hoje uma frase de Fernando Pessoa que gostaria de repetir aqui porque reflete, com muita intensidade, o momento que vivemos nesse último domingo. Diz o grande escritor Fernando Pessoa: "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem, por isso existem momentos inesquecíveis, coisas
inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Diante dessa frase, queria agradecer ao eleitor e à eleitora carioca que entenderam que a candidatura de Fernando Gabeira, composta dessa aliança tripla, um homem de 67 anos que representava o novo, na política carioca. O novo, na forma de fazer política e fazer campanha; o novo no sentido de que a população desta cidade considera possível fazer política com ética, com honra, com dignidade, política com respeito, política com transparência.
E esses quase 50% dos eleitores cariocas que votaram em Fernando Gabeira, votaram nesse desejo. Votaram no sentido de restabelecer a esperança que muito havia se perdido no processo político eleitoral.
Considero que podemos perder ou vencer uma eleição, mas não podemos vencê-la a qualquer preço, porque há derrotas que muitas vezes, num futuro bem próximo, poderão ser transformadas em vitórias, e há vitórias a qualquer preço que, muito cedo, podem ser transformadas em derrotas. Se V. Exa., que é um homem cuidadoso, examinar o resultado eleitoral, há de verificar que muitas regiões desta cidade - 75% do eleitorado - votaram na candidatura de Fernando Gabeira, votaram a favor da esperança. E esse número de eleitores não cresceu mais em outras regiões da cidade talvez porque aquela população, aquele eleitor, aquela eleitora não tenha tido acesso à mensagem que estava sendo levada.
Essas eleições, além do mais, trouxeram o jovem para a política. O que será do futuro político deste País, desta Cidade, deste Estado sem a presença do jovem. E o jovem, de maneira maciça apoiou a candidatura de Fernando Gabeira. E eu me perguntava: por que um jovem de 16, 17 anos vibra com a candidatura de um homem de 67 anos, eis que eu também tenho 62 ? Por que essas extremidades estão se encontrando? Porque, seguramente, Fernando Gabeira está à frente de seu tempo e o jovem é sempre revolucionário na sua esperança, no desejo de mudança, ele também está sempre à frente do tempo.
Fomos derrotados eleitoralmente nessa eleição, mas saímos dela com a nossa alma reconfortada, porque conseguimos trilhar um caminho que foi entendido pela nossa sociedade; conseguimos trilhar um caminho que foi acalentado por muitos ao longo do tempo. Que essa lição sirva para todos nós que temos necessidade de mudar o processo político e ele não mudará na reforma política, porque quem faz a reforma política são aqueles que têm os interesses contrariados no Congresso Nacional.
A reforma política será feita pelo voto, pelo voto daquele que quer mudança, quer autenticidade, quer coerência, quer honestidade, quer compromisso com o dinheiro público, quer de fato que este País, que esta Cidade e que este Estado cresçam. Por isso, considero que tivemos, com a aliança que fizemos em torno de Fernando Gabeira, uma grande vitória política.
É claro, Sr. Presidente, que não estou alegre. Se dissesse a V. Exa. que estou alegre, estaria mentindo e não faço compromisso com a mentira. Estou triste porque perdi uma eleição que poderia ter sido ganha, apesar do feriado; poderia ter sido ganha apesar dos saquinhos de merenda escolar distribuídos para os cabos eleitorais; poderia ter sido ganha apesar dos panfletos apócrifos; poderia ter sido ganha apesar das faixas apócrifas; poderia ter sido ganha apesar de toda a sordidez praticada ao longo da campanha. Apesar disso tudo, nós poderíamos ter vencido, mas não vencemos, sob o ponto de vista eleitoral. Mas o mais bonito disso tudo é que nasceu dessas eleições a chama da esperança, e a esperança ninguém irá derrotar. Por isso, saímos de cabeça erguida dessas eleições.
Confesso a V. Exa. que fico muito fortalecido pelo meu partido ter tido a lucidez de fazer essa aliança em torno de Fernando Gabeira, um homem de bem no sentido mais amplo da palavra.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

(Luiz Paulo Correa da Rocha, Deputado Estadual)

Enfim, uma Ótima Notícia



Em entrevista ao GLOBO, Paes anuncia choque de ordem no Rio e diz que governará para toda a cidade.


(O Globo on line, 31/10)


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Toda a Diretoria do Bob's Blog (a única empresa de comunicação no mundo que possui mais diretores do que leitores) mora na Zona Sul, onde o Prefeito eleito perdeu feio. Então, é, realmente, uma ótima notícia saber que ele governará para TODA a cidade.

Os Safardanas - Lauro Freitas

Nos jornais de hoje é noticiada mais uma falcatrua, que supera os 100 milhões de reais. Licitações de compra de medicamentos para hospitais públicos nos quais falta tudo, não por falta de dinheiro e sim por falta de cadeia para esses safardanas. Foram presos mas logo, como sempre, serão soltos por força de uma das liminares cujo estoque, no judiciário, não falta. A nós falta sangue nas veias para efetivamente protestarmos de forma veemente.
Se um infeliz, que nasceu e cresceu na mais absoluta miséria, com o cérebro danificado para sempre por falta de alimentos, por neuroses e outros problemas psiquiátricos assalta e mata, não tem liminar, recursos jurídicos nem mesmo advogados, vai mofar na cadeia por muitos anos e está certo que assim seja. Lamentavelmente, pelas condições em que se encontra a cabeça do sujeito, mas está certo. Se um bando de privilegiados, a maioria deles nascidos em classes abastadas e criados com babás e papinhas importadas, estudando nos melhores colégios, freqüentando os melhores clubes, fazendo curso superior e "Emibiei" se reúne em seus escritórios refrigerados de dia para arquitetar o roubo de remédios dos pobres, e à noite finalizam os seu planos em prostíbulos, aí nada acontece, no máximo são incomodados durante um curto espaço de tempo para prestar alguns (poucos)depoimentos.
Adiante. O infeliz que roubou e assassinou uma pessoa - no ato, de uma forma ou de outra sempre colocou em risco a própria vida, vai pagar. Ao bando, como no caso concreto das manchetes de hoje, que com o seu articulado e bem estudado roubo - que tem como conseqüência milhares de mortes de pessoas, sempre muito pobres, crianças e velhos, que são os que mais precisam de remédios dos hospitais públicos, nada acontecerá, com nunca aconteceu. A propósito: do bando dos sanguessugas alguém está em cana?
Vivemos num país infelicitado e nada estamos fazendo. Todos somos culpados, a começar por mim, no mínimo por vergonhosa omissão.

Lauro Freitas

Caso Isabela - Casal Nardoni


O casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá vai a júri popular por decisão do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana, na zona norte da capital. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com a decisão, os dois continuarão presos até o julgamento, cuja data ainda não foi marcada. (O Globo on line)

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Bob's Blog - Antes tarde do que mais tarde.

Vídeo - Você é um Enólogo ?

Comentários dos Leitores

Ruy sobre "As Gralhas Enfurecidas (008)":

Você "corta" os capítulos de uma maneira muito inteligente. Parece novela de gente grande. Já tentou transformar em roteiro para a TV ou cinema ? Estou achando isso até o momento, espero que continui assim.

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Sobre a nota "Carnaval 2009 (1) - Roberto Argento":
Paulo Moraes
Bob
Quer aposta que o "anonimo (a) vai reclamar ou questionar?

Anônimo
Considero uma palhaçada essa falta de respeito com líderes mundiais. Fico imaginando quais as outras personalidades que irão surgir, quer dizer, se esse blog durar mais dez semanas.