
O presidente da Câmara dos Comuns (Câmara Baixa Britânica), Michael Martin, (foto) apresentou nesta terça-feira a sua renúncia, depois de ser duramente criticado por seu comportamento durante o escândalo do reembolso de despesas de parlamentares. O esquema, que permitia aos políticos usarem verbas públicas para pagarem coisas como tampas de banheiras, biscoitos, ração para gatos e consertos em quadras de tênis, foi denunciado pelo "Daily Telegraph" na semana passada.
É a primeira vez que a saída do presidente da Câmara é pedida em mais de 300 anos. O último a ser destituído foi John Trevor, por corrupção, em 1695.
Em um breve pronunciamento, Martin justificou a sua saída como uma tentativa de "manter a unidade" da Câmara. Ele deve deixar o cargo no dia 21 de junho.
- Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas.
É a primeira vez que a saída do presidente da Câmara é pedida em mais de 300 anos. O último a ser destituído foi John Trevor, por corrupção, em 1695.
Em um breve pronunciamento, Martin justificou a sua saída como uma tentativa de "manter a unidade" da Câmara. Ele deve deixar o cargo no dia 21 de junho.
- Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas.
O substituto de Martin será eleito pelos 646 deputados que compõem a Câmara Baixa britânica no dia 22 de junho. Ex-metalúrgico e sindicalista, criado numa região operária da Escócia, ele estava há oito anos no cargo.
Para muitos parlamentares e setores da opinião pública, Martin se empenhou mais em evitar que revelações sobre gastos pessoais de deputados viessem a público do que em reconhecer erros de conduta na Casa e mostrar disposição para introduzir reformas no sistema vigente. Um grupo de 23 deputados chegou a submeter uma moção de desconfiança contra o presidente da Câmara, um gesto raro na história parlamentar britânica. O líder conservador David Cameron, bem colocado nas pesquisas para ser o próximo premier, disse que os britânicos deveriam se mobilizar pela antecipação da eleição, e que a saída de Martin não seria suficiente para conter a crise.
Para muitos parlamentares e setores da opinião pública, Martin se empenhou mais em evitar que revelações sobre gastos pessoais de deputados viessem a público do que em reconhecer erros de conduta na Casa e mostrar disposição para introduzir reformas no sistema vigente. Um grupo de 23 deputados chegou a submeter uma moção de desconfiança contra o presidente da Câmara, um gesto raro na história parlamentar britânica. O líder conservador David Cameron, bem colocado nas pesquisas para ser o próximo premier, disse que os britânicos deveriam se mobilizar pela antecipação da eleição, e que a saída de Martin não seria suficiente para conter a crise.
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- Ih... Chefe, esse Martin é ex-metalúrgico e ex-sindicalista. Isso te faz lembrar de alguém ?
Nosso ex-metalúrgico e ex-sindicalista foi bem mais competente do que o companheiro inglês. Não precisou passar pela presidência da Câmara e foi direto para a presidência da República.
ResponderExcluirMas nosso ex-metalúrgico e ex-sindicalista, que se comporta de forma igual diante dos escândalos de despesas irregulares de sua equipe direta, se agarra ao cargo com unhas e dentes, diferente de seu colega britânico.
ResponderExcluirSer da classe operária e sindicalista não é fator determinante para apostura de indiferença diante da malversação do dinheiro do povo.
ResponderExcluirEm primeiro lugar são políticos.
Esta classe tendo baixas defesas ao virus da prepotência e amoralidade, é obrigada a fazer exames de saúde periódicos para evitar uma epidemia.
Os fatos revelam que os médicos (eleitores)não têm desempenhado suas funções com os cuidados indispensáveis.
Igualzinho aos nossos políticos.
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